segunda-feira, 21 agosto, 2017.

Arquivos diários: 6 de junho de 2017

Henrique Alves foi preso para não esvaziar contas, diz juiz

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, um dos mais antigos aliados do presidente Michel Temer, para impedir que o ex-deputado esvazie contas bancárias supostamente abastecidas com dinheiro de propina, parte dela das obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

O pedido é apoiado em informações fornecidas pelo Ministério Público da Suíça sobre movimentação bancária do ex-ministro até 2015, quando a Lava-Jato já estava em curso. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, considerou consistentes os argumentos dos procuradores do caso.

“Em liberdade Henrique Alves pode livremente movimentar as contas, colocar em nome de laranjas, apagar ou tentar apagar o produto do que se diz ser crime, usar os valores para fins diversos, em prejuízo do processo penal a que responde ou outras investigações que eventualmente venham a ocorrer”, sustenta Vallisney conforme trecho da ordem de prisão obtida pelo GLOBO.

Com base em informações da Suíça, o Ministério Público Federal acusa Henrique Alves como destinatário de mais de US$ 830 mil de propina que teria sido repassada a ele por ordem de Cunha. O dinheiro teria sido depositado na conta Beefield, na Suíça, por Ricardo Pernambuco, um dos donos da Carioca.

Os recursos serviriam para o financiamento de obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Henrique Alves, no entanto, dizia desconhecer a origem do dinheiro. Em defesa apresentada à Justiça Federal de Brasília, Alves reconheceu que usou um escritório de advocacia uruguaio para abrir uma conta na Suíça em 2008.

A finalidade da operação, segundo o próprio, seria proteger o dinheiro do espólio de seus pais, já que ele passava por um divórcio. O ex-deputado admitiu também que era formalmente o beneficiário da conta, mas argumentou que, por motivos burocráticos, não conseguiu movimentá-la e preferiu deixá-la inativa. Assim, alegou que os US$ 832.975,98 depositados na conta foram movimentados por terceiros, sem seu conhecimento.

Os valores foram depositados em três datas diferentes: 5 de outubro, 18 de novembro e 8 de dezembro de 2011. Com base em informações enviadas pelas autoridades da Suíça, os investigadores concluíram que Alves emprestou a conta para que Eduardo Cunha movimentasse recursos de propina.

ASSOCIAÇÃO COM CUNHA

As obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, foram em parte financiadas com recursos do Fundo de Investimento do FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal. Também participaram das obras a Odebrecht e a OAS.

Pelo relato de delatores da Carioca e da Odebrecht, os financiamentos eram condicionados a pagamentos de propinas ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e outras pessoas com influência no Conselho Curador do FGTS. Cunha é acusado de comandar o esquema da cobrança de propina nas obras financiadas com recursos do FGTS.

De acordo com a denúncia, Eduardo Cunha exigia 1% do valor de cada contrato e Henrique Eduardo Alves também era destinatário de propinas do esquema. Ambos seriam os responsáveis pela indicação de Fábio Cleto a uma das vice-presidências da Caixa.

Alves teria se associado a Cunha para receber propina da Carioca Engenharia, uma das empresas responsáveis pelas obras do Porto. Cada um foi alvo de dois pedidos de prisão nesta terça-feira.

Rosalba depreda a Estação das Artes

A prefeita Rosalba Ciarlini resolveu fazer
alguma coisa em seu governo, que foi
depredar o patrimônio público. Um buraco
foi aberto no muro da Estação das Artes
Elizeu Ventania, e até agora ninguém se pronunciou.

No ano passado, precisando se adequar a normas do Corpo de Bombeiros, foram abertas saídas de emergência na Estação e, logo, tomou de conta das redes sociais. As pessoas que hoje fazem parte do governo chegaram até a realizar denúncias em rádios locais. Agora, com Rosalba prefeita, a população parece se esquecer.

Enquanto abre buracos na Estação das Artes, a cidade padece de um clima de abandono. Ruas intransitáveis e o mato tomando de conta das principais avenidas e praças. Sem falar na falta de insumos básicos nas unidades de saúde.

Uma mão lava a outra. Entenda a prisão de Henrique Alves

Henrique Alves continua com força em Brasília - Foto: Predro França/Agência Sanado

O ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (Governo Michel Temer/PMDB-RN) foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira, 6, na Operação Manus.

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, deflagrou a Manus para apurar atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal/RN.

O sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões.

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também é alvo da operação.

Em nota, a PF informou que cerca de 80 policiais federais cumprem 33 mandados judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, seis mandados de condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Norte e Paraná.

A investigação realizada se iniciou após a análise das provas coletadas em várias das etapas da Operação Lava Jato que apontavam solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.

A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no STF, e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que na verdade consistiram em pagamento de propina. Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Sobre o nome da operação é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é: uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra

Mega-Sena deve pagar R$ 6,5 milhões na quarta-feira

Ninguém acertou as 6 dezenas do sorteio 1.936 da Mega-Sena, realizado neste sábado (3) em Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro.
Os números sorteados foram: 03 – 12 – 24 – 40 – 51 – 52.
A expectativa do prêmio acumulado para o próximo sorteio, na quarta-feira (7), é de R$ 6,5 milhões.
A quina teve 43 acertadores, e cada um levou R$ 38.440,62. Outras 2.686 apostas ganharam a quadra, com R$ 879,13 para cada uma.
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Ufersa tem um dos cursos de Direito mais concorridos do país, são 92 candidatos para uma vaga

Após 4 dias de inscrições, a atenção dos estudantes agora se volta para as próximas fases do SISU. Nesta segunda, dia 05, deve sair o resultado da chamada regular e nos dias 09, 12 e 13 de junho, irá acontecer a matrícula dos candidatos selecionados. Os números oficiais ainda estão sendo fechados, mas um dado já chama atenção: a concorrência do curso de Direito da Ufersa, o mais concorrido da Universidade. Pelos dados contabilizados pela Pró-Reitoria de Graduação, 3.687 candidatos se inscreveram para disputar uma das 40 vagas ofertadas pelo curso para o semestre letivo de 2017.2. São 92 candidatos para cada vaga. Diante desse número, hoje a Ufersa passa a ter um dos cursos de Direito mais concorridos do país.

O coordenador do curso na Universidade, o professor José Albenes Júnior, já comemorou a alta procura dos estudantes do país inteiro. Segundo ele, as conquistas dos últimos anos vem dando mais credibilidade e publicidade ao curso de Direito da Ufersa, que hoje está entre os 10 melhores cursos de Direito do Brasil, com alto nível de aprovação no exame da OAB e também obtendo a nota máxima no Enade.

“É com imensa alegria que recebo essa notícia. Essa concorrência elevada é um retrato da qualidade do curso de Direito Ufersa. Um curso diferenciado em todos os aspectos: no ensino, na pesquisa, na extensão e no social. Somado a tudo isso, é preciso exaltar os recentes resultados de expressão nacional, a exemplo do Exame da OAB (primeiras colocações do País) e do Enade (conceito máximo). Os parabéns vão para todos os envolvidos: Discentes, docentes, técnicos, direção, administração, pró-reitorias e reitoria. O sucesso é como uma engrenagem, uma vez que depende de uma atividade coletiva. E vamos continuar trabalhando em prol do crescimento do curso”, exaltou o coordenador.

Com o anúncio da concorrência, a expectativa agora é com a nota de corte para o curso que deve aumentar. Depois de Direito, o segundo curso mais concorrido da Ufersa no SISU 2017.2 foi Medicina Veterinária com 72 candidatos disputando uma vaga e Administração, com 60 para uma vaga.

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