domingo, 17 dezembro, 2017.

Arquivos diários: 12 de agosto de 2017

Já são 1500 pessoas assassinadas em 2017 no RN

Uma triste realidade apavora os norte riograndenses. Só em 2017, 1500 pessoas morreram vítimas de homicídio no estado governado pelo homem que prometeu acabar com a insegurança no Rio Grande do Norte.

Os números apavoram mas a realidade é mais cruel. Ela comprova que qualquer um de nós está sujeito à violência. Não são mais bandidos matando bandidos, o que já seria um absurdo, mas são pais, mães, filhos e filhas que deixam uma lacuna que nunca será preenchida.

Os números escondem histórias como a do pai de família que dormia após o almoço e foi surpreendido por bandidos dentro de sua casa e na tentativa de salvar o filho, levou um tiro fatal. Esconde a história do líder comunitário que sonhava com uma comunidade pobre livre da bandidagem, enfrentou os bandidos, levou um tiro, morreu e sua família precisou sair da cidade. Esconde a história do menino que foi confundido e morreu dentro de casa.

Nem mesmo os policiais escapam. Sem a mínima condição de trabalho, viaturas sucateadas e sem combustível, efetivo reduzido, coletes vencidos, os policiais estão perdendo a guerra para os bandidos.

Enquanto a sociedade pede justiça, o governador Robinson Faria culpa o Instituto que mapeia o crime no Rio Grande do Norte e a imprensa pelo clima de terror que tomou conta da  população potiguar.

Um absurdo, partindo justamente de quem sabe muito bem que o problema foi agravado pela herança maldita deixada por Rosalba com a falta de investimento em segurança durante quatro anos e a inércia de quem está perdido no meio do tiroteio e não sabe que atitude tomar.

Não adianta achar culpados. A polícia está sucateada, os programas sociais só servem para promover a primeira dama e a educação do RN é uma das piores do país.

Quando tudo vai mal, o resultado é o caos.

Onde estão os adoradores da Rosa?

O emocionante hino à Rosalba “Viva todas as rosas” vem caindo no esquecimento. A legião de seguidores que reconduziram Rosalba Ciarlini ao seu quarto mandato de prefeita de Mossoró segue calada diante das cobranças dos mossoroenses pelas promessas de colocar Mossoró no “caminho certo”.

É desolador ver a “grande líder do povo de Mossoró” cumprindo agenda com três ou quatro secretários e mais ninguém.

Embora soubesse da realidade financeira do município, bem diferente de quando ela foi prefeita em seus três primeiros mandatos, Rosalba Ciarlini se colocou como salvadora da pátria, fada madrinha que poderia resolver todos os problemas que atingem a cidade. Mas o pote de ouro não está mais no fim do arco-íris.

Passada a eleição, as promessas não foram cumpridas, a cidade está pior e a super prefeita precisa se esconder dos protestos dos servidores, faltar a compromissos, enviar representantes para evitar vexames, situações que ela foi obrigada a passar quando foi governadora e que não possui condições psicológicas para lidar novamente. Agenda com o povo só se for de surpresa, como aconteceu na feira do bode.

Para evitar protesto dos servidores, Roslaba faltou à abertura da Feira do Bode e realizou uma visita surpresa nesta sexta-feira, acompanhada de alguns secretários e vereadores. Ainda assim, a recepção não foi muito boa.

O motivo é um só. A cidade está um caos. Assaltos todos os dias em unidades de saúde do município,  escolas arrombadas, o lixo tomando conta da cidade, as ruas esburacadas, os ônibus ameaçando ir embora, a população desempregada e sendo sacrificada, tendo que pagar a maior taxa de IPTU da história da cidade. A saúde está pedindo socorro. Falta tudo nas Unidades de Saúde, inclusive médicos. As cirurgias eletivas seguem suspensas, e a falta de repasse para a maternidade beira uma situação que as mães mossoroenses não querem relembrar.

Ah minha Mossoró, o que ela está fazendo com você? Oito meses apenas e a prefeitura voltou a ser um cabide de emprego. A politicagem voltou a indicar quem ocupa os cargos. O critério de escolha não é competência mas o apadrinhamento.

Ah minha Mossoró, até quando ficarás mas mãos de uma família que só quer sugar de um povo bravo e batalhador que vive o descaso de uma administração de fachada, que mente, engana, maqueia e diz que está tudo bem?

Ah, minha Mossoró!

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