terça-feira, 17 outubro, 2017.

Arquivos diários: 8 de setembro de 2017

Em vez de pedido de desculpas, Rosalba publica nota de repúdio ao Grito dos Excluídos

Enquanto a cidade inteira lamenta o comportamento autoritário do titular da pasta da segurança pública em Mossoró, General Elieser Girão, em relação a sindicalista Eliete Vieira, a prefeita Rosalba Ciarlini lamenta e repudia o “Grito dos Excluídos”, movimento que existe há 23 anos no desfile cívico do 7 de setembro.

A atitude da Prefeita e seus auxiliares só reflete o que a população sente na pele todos os dias, com a falta de serviços básicos e condições de trabalho para os servidores, que culminou na greve geral da Prefeitura de Mossoró, que tem início na próxima segunda-feira.

Lamentável!

Veja a “nota de repúdio” da prefeita Rosalba Ciarlini Rosado, que usa crianças da rede pública de ensino como escudo para justificar atitudes de autoritarismo, machismo e intolerância por parte de seus auxiliares.

 

Prefeitura de Mossoró repudia e lamenta comportamento desrespeitoso do “Grito dos Excluídos” no desfile de 7 de Setembro

A Prefeitura Municipal de Mossoró vem a público repudiar o comportamento desrespeitoso do “Grito dos Excluídos” no desfile cívico-militar de 7 de Setembro, realizado na manhã de hoje na Avenida Alberto Maranhão. Embora fosse parte oficial do cortejo, o “Grito dos Excluídos” não respeitou a sequência do desfile, invandindo e prejudicando a apresentação de outros setores da sociedade, inclusive de crianças da Rede Municipal de Educação, algumas delas com deficiência, causando desordem e atrasando o andamento do evento. A Prefeitura Municipal de Mossoró lamenta, principalmente, que esse tipo de ato de desrespeito parta de integrantes da sociedade que levantam a bandeira de luta por direitos e igualdade. O secretário municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito, General Eliéser Girão, observa que o desfile e toda a programação da Semana da Pátria foram discutidos por mais de um mês, desde o início de agosto, sendo de conhecimento de toda a sociedade. Reforça que o “Grito dos Excluídos” foi convidado pelo município para discutir como seria a sua participação no evento. No entanto, o movimento optou por não seguir a programação definida de forma democrática, passando por cima dos direitos dos demais envolvidos no desfile, numa clara atitude contrária ao que teoricamente é pregado e defendido pelo “Grito dos Excluídos”.

“Ao organizarmos a sequência do Desfile pensamos em priorizar que as crianças e adolescentes- os menores de idade- pudessem desfilar primeiro, por causa do calor do Sol e a quentura do asfalto. Essa intromissão antidemocrática deles causou atraso no Desfile de quase meia hora. Prejudicaram crianças, algumas com deficiência”, ressalta o secretário.

A Prefeitura Municipal de Mossoró corrobora da reclamação de todos que foram prejudicados com o comportamento reprovável do “Grito dos Excluídos” e reforça a sua postura de defesa da democracia e dos direitos de todos os cidadãos.

Rosalba quis fazer um giro, fez um Girão

Por Crispiniano Neto, jornalista.

Quando vivíamos a última eleição indireta, disputada por Tancredo e Maluf, João Batista da Mota, Pitéu, homem muito ligado ao agripinismo e ao rosalbismo, mas muito sábio, um dia me disse na calçada do Café Kimimo, ali em frente ao Colégio Dom Bosco: “Tancredo não serve porque já foi tudo e nunca fez nada… E os generais não sabem de nada nem querem saber”. Tivesse ouvido o velho e fiel amigo, Rosalba jamais teria chamado esse general Girão para secretário de segurança do Estado. Foi naquele tempo que o crime organizado fincou suas raízes montando a bomba relógio que explodiu nas mãos de Robinson. Lembram quando o Estado devolveu 12 milhões por falta de projetos para uma segurança já em frangalhos? Eram os tempos de Eliézer, o mesmo que foi transferido do Norte para Brasília porque ficou ao lado dos arrozeiros invasores contra a demarcação das terras indígenas em Raposa Serra do Sol.
Achando pouco o desserviço ao Estado, Girão veio para Mossoró ser secretário de uma “segurança” onde se mata um e se amarra outro para matar no outro dia, onde se assalta e furta como quem brinca de esconde-esconde, onde se tem uma boca de fumo em cada esquina e onde o cidadão vive preso enquanto o bandido manda e desmanda, solto na buraqueira da cidade. Uma Mossoró que expulsou Lampião e se ajoelha diante de ladrões de meia tigela. E o que faz Girão, além de transformar os azuizinhos numa indústria de multas de um trânsito caótico? Deu agora para mandar a guarda municipal agredir mulher. Logo Eliete Vieira, sindicalista de primeira hora, grande lutadora pelos direitos de todos os servidores municipais, inclusive dos guardas que a agrediram por ordem do general que não enfrenta a bandidagem mas quer mostrar sua macheza e seu machismo em cima de uma sindicalista. Os guardas o odeiam, mas cumprem ordens. O general quis mostrar serviços à prefeita, já que não mostrou à cidade. Um lamentável episódio de covardia reles e autoritarismo anacrônico.
O Grito dos Excluídos existe há mais de duas década se nunca fez baderna. Tornou-se algo normal dentro do desfile de 7 de setembro. Só na cabeça obnubilada de um general que parou no tempo de AI-5, cabe essa estultícia. Eliete é muito mais importante para Mossoró e para a própria prefeitura que uma reca desse tipo de generais genéricos e generalistas. A prefeita deve um pedido de desculpas a Mossoró em geral e às mulheres em particular. Quanto mais o seu governo se desvincular da imagem de gente como esse Eliézer, pode caminhar no rumo do acerto tão necessário ainda não alcançado.
Mude, prefeita, porque enquanto, sua gestão quis fazer um giro e fez um girão…
Nomeie um secretário de segurança que saiba pelo menos multiplicar 100 por 80.

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