sexta-feira, 24 novembro, 2017.

Arquivos diários: 14 de novembro de 2017

Mãe se nega a enterrar filha declarada morta por crer que ela ainda esteja viva

Uma mãe se recusa a enterrar a filha dada como morta há dois dias na cidade de Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió. Mesmo com o atestado de óbito e com a jovem dentro de um caixão, Teresa Cristina Mendes, 48, acredita que a filha não morreu. A Polícia Civil foi acionada.

Débora Isis Mendes de Gouveia, 18, deu entrada no Hospital Geral do Estado (HGE) no dia 6 de novembro com infecção urinária. O problema de saúde se agravou e ela teve uma infecção nos rins e precisou ser transferida.

No dia 8 de novembro, ela deu entrada no Hospital Vida, localizado na Jatiúca. No dia 12, às 14h10, a jovem foi dada como morta. Na certidão de óbito consta que ela morreu devido a infecção renal. Desde então, Débora Isis está dentro de caixão e a família se nega a fazer o enterro.

“Antes de ir para o HGE, ela foi para o Hospital IB Gato Falcão. Lá eles aplicaram um soro sedativo e depois disso a menina começou a convulsionar e foi transferida para o HGE. Lá constataram infecção intestinal, urinária e generalizada. De lá, ela estava quase em coma quando foi transferida para o Hospital Vida na segunda passada, onde atestaram o óbito dela no domingo”, disse o irmão Davi César Mendes, 15, que também acredita que a menina está viva.

Em entrevista ao G1, a mãe disse que a família tem histórico de catalepsia, em um estado que pode ser confundido com a morte.

“Com dois anos de idade. Esse problema acontece na família. Quando deu um ataque em mim eu tive uma dor muito forte na perna e eu fiquei assim, só retornei depois de quatro dias. Esse problema está se agravando e vem acontecendo na família”, diz Teresa Cristina.

Os moradores da região também acreditam que a jovem está viva. “Eu acredito em um Deus vivo. É uma menina evangélica. A mãe dela não é louca. Ela não está fedendo. É capaz dela se levantar dali para mostrar a muita gente que Deus existe”, relata.

Ailton Gabriel dos Santos, 43, esteve na casa de Débora e fez uma oração junto com a família nesta manhã. Ele afirma que viu a menina chorar.

O delegado Manuel Wanderley Cavalcante foi ao local e pediu uma nova avaliação médica para confirmar a mote de Débora. O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Maceió, para ser submetido a uma necropsia.

“Vamos verificar se está em óbito. E se for comprovado que o hospital liberou este corpo sem óbito, vamos responsabilizar o hospital. Vou instaurar procedimento de investigação”, disse o delegado.

O promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, da 2° promotoria da cidade, esteve na casa de Débora Isis e disse para a imprensa que acredita que ela está morta.

“Nós vamos conversar com a mãe da falecida para saber das dúvidas dela, pois aqui já podemos ver que a menina está falecida. A menina passará pelo exame de catalepsia e por um parecer médico do IML. Mas, aparentemente, a pessoa está morta e precisa ser enterrada”, disse.

Por Michelle Farias e Suely Melo, G1 AL – Foto: Suely Melo/G1

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Sem coveiro e espaço para mais sepultamentos, cemitério do RN tem até ossada desenterrada

Um caixão aberto e até ossada humana compõem o cenário de terror no cemitério de Punaú – distrito do município de Rio do Fogo, no litoral Norte potiguar. Os moradores da comunidade encontraram a situação assim no último dia 2 de novembro, Dia de Finados, quando foram visitar os túmulos de familiares e amigos. O cemitério não tem coveiro e está superlotado.

Além do caixão encontrado na parte de trás do cemitério, foram encontrados outros pedaços de madeira nos muros laterais. O agricultor João Maria Dias, que é quem ajuda as famílias a abrirem os túmulos para enterrar as pessoas que morrem em Punaú, diz que não sabe quem fez isso e que a situação está insustentável. “Não tem mais nem espaço pra enterrar uma criança, um anjo”, diz.

A solução encontrada pela população, de acordo com ele, é enterrar os mortos em covas que já tinham sido usadas. Após o enterro, as ossadas anteriores são colocadas sob o caixão. Há três meses, o filho e o irmão de Ivoneide da Silva, dona de casa, foram assassinados. Além da dor da perda, a mulher se sentiu humilhada por ter que enterrar os dois entes queridos no mesmo local: um espaço encontrado entre covas no cemitério.

Um osso humano foi encontrado em cima do túmulo da avó da agricultora Joseana de Carvalho, que ficou revoltada com a situação. “A gente se sente mal, em saber que não existe zelo nenhum”, comenta.

O morador João Maria Gonzaga da Silva diz que sua família tem um túmulo, mas que é insuficiente, já que são 80 integrantes. Se dois familiares falecerem, considera, não há espaço para ambos. Ainda de acordo com ele, quando o cemitério foi construído, na década de 1970, havia 49 famílias na comunidade. Atualmente, Punaú conta com cerca de 5 mil habitantes e a mesma quantidade de covas do princípio.

Não bastasse a falta de espaço e de um coveiro, o cemitério tem sinais de abandono. O portão é fechado com um pedaço de ferro e ainda faltam iluminação pública e água. O prefeito de Rio do Fogo, Laerte Paiva, reconhece os problemas. Ele considera que a situação é antiga, com pelo menos sete anos, e que é difícil ampliar o cemitério porque ele foi construído em terras particulares.

Ainda de acordo com o prefeito, as donas da área foram procuradas, mas se recusaram a vender ou doar as terras. Um inventário que está em andamento deverá resolver problemas burocráticos que envolvem o terreno. “Até o próximo ano deveremos conseguir ampliar o cemitério”, pontuou.

Segundo o município, os cargos de coveiro serão preenchidos no próximo concurso municipal, que não tem data para sair. A rede elétrica terá que ser estendida para poder atender ao cemitério. Quanto à falta de água, o prefeito disse que não existe. Porém a equipe da Inter TV Cabugi esteve no local e não encontrou o líquido na torneira. Confrontado com a informação, Laerte Paiva afirmou que faltava água no momento em que a reportagem esteve no local.

O que a funcionária pública Conceição Freitas pede é apenas respeito aos vivos e mortos. Ela queria um espaço para construir túmulo do próprio pai.

Por G1 RN – Foto: Marksuel Figueredo/Inter TV Cabugi

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Número de casamentos entre homens cresce 64% no RN, aponta IBGE

Em 2016 o número de casamentos entre homens cresceu 64,71% no Rio Grande do Norte em relação a 2015. Já o casamento entre mulheres caiu 3,23% no estado. Os dados fazem parte da pesquisa sobre Estatísticas do Registro Civil feita pelo IBGE e traz números de casamentos, divórcios, nascimentos e óbitos registrados em cartórios.

De acordo com o levantamento, em 2016 o Rio Grande do Norte registrou 28 casamentos entre dois homens. Em 2015 foram 17. Em relação ao casamento entre mulheres, em 2016 foram 32 e e em 2015, 31. O casamento de casais heterosexuais teve redução de 1,37%. Foram 15.838 em 2016 e 16.056 em 2015.

Divórcios

Houve, em 2016, no Rio Grande do Norte, 2.635 divórcios (um aumento de 23,65% em relação ao ano anterior, 2.131). A maior parcela dos divórcios (37,8%) foi de casais com mais de 20 anos de casados. No Brasil, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio é de 15 anos.

Número de nascimentos cai 9,85%

Em 2016 foram registrados 45.203 nascimentos no Rio Grande do Norte. Uma redução de 9,85% em relação a 2015 quando foram registrados 50.145 nascimentos no estado.

De acordoc om o IBGE, pela primeira vez desde 2010, foi verificada uma queda no total de registros de nascimentos do país e em todas as Grandes Regiões. Na comparação com 2015, o Brasil apresentou uma redução média de -5,1% no total de nascimentos. A região com menor queda foi a Sul com -3,8% e o Centro-Oeste, com maior queda, -5,6%.

No Norte, a maior queda nos nascimentos foi registrada no Tocantins, com -8,0%. No Nordeste, a menor e a maior queda nos nascimentos foram registradas no Maranhão (-2,3%) e em Pernambuco (-10,0%), respectivamente. No Sudeste, as quedas variaram de -5,1% em São Paulo e -6,5% no Rio de Janeiro. No Sul as quedas nos nascimentos foram relativamente menores, variando de -2,2% em Santa Catarina e -4,7% no Rio Grande do Sul. No Centro-Oeste, a redução no número de nascimentos foi maior para o Mato Grosso (-6,8%) e menor para o Mato Grosso do Sul (-4,0%).

O estudo Estatísticas do Registro Civil é resultado da coleta das informações prestadas pelos cartórios de registro civil de todo o país desde 1974.

Por G1 RN – Foto: Cristina Boeckel/G1

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Produtora de vídeo é condenada por não entregar gravação de casamento

O juiz Sérgio Augusto Dantas, da 7ª Vara Cível de Natal, condenou o proprietário de um empresa de filmagem de eventos a indenizar um casal pelos prejuízos morais suportados por eles causados pela não entrega da gravação em vídeo do casamento dos autores. O valor é de R$ 5 mil, acrescidos de juros e correção monetária.

O magistrado que julgou a demanda também condenou o empresário a pagar ao casal os gastos comprovadamente realizados por eles, no valor de R$ 500,00, montante também a ser acrescido de juros e correção monetária. Ele ainda condenou o réu a devolver os quatro mídias de CDs que estão em seu poder.

Os autores disseram que contrataram com o proprietário da empresa, a prestação de serviços de filmagem de seu casamento, realizado na capital paraibana. Informaram que o valor do contrato ficou em R$ 500,00 e que este foi lavrado pelo profissional.

Mais adiante, disseram que realizado o casamento e a recepção na data aprazada contou com a presença do responsável pelas filmagens. Todavia este, em data posterior, informou à autora que não tinha como entregar o material, pois sua filmadora teria sido roubada.

Nela, ainda segundo o réu, estariam as imagens da festa de casamento. O réu teria justificado que aguardava a realização de outro evento, para daí passar as imagens para o seu computador. Por isso, afirmam que recorrem ao Judiciário para verem pagas indenizações por danos morais e materiais.

Ao final, requereram a condenação do réu para pagar a quantia de R$ 500,00 a título de danos materiais; condenação ao pagamento de dano moral em valor a ser arbitrado pelo juízo, além de condenação do réu a devolver quatro Cds (mídias de imagem) que estariam em seu poder.

Quando julgou o caso, o juiz considerou o réu revel no processo, já que não apresentou contestação. Para ele, a documentação levada aos autos é suficiente a comprovar a existência da dívida e um patente desinteresse do réu em pagá-la.

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Governador da Paraíba irá pagar 13°, 14° e 15° salários para educação e pagamento de prêmios

O governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) anunciou que irá pagar 13°, 14° e 15° salários para educação e pagamento de prêmios.

“Vou pagar prêmios para educação, segurança, para quem atingir metas de desempenho”, comentou.

Ricardo garantiu que, apesar de não ter dinheiro acumulado em caixa, os salários do funcionalismo estão garantidos.

“Vou pagar os salários e o 13º em dia. Não tem dinheiro sobrando, mas também não está faltando”, finalizou.

Do blog Heitor Gregório.

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