terça-feira, 28 fevereiro, 2017.
Francisco José Jr

Primeiro mês do governo Rosalba não saiu como ela disse que seria

Fevereiro chegou, encerrando o difícil primeiro mês de gestão Rosalba Ciarlini na Prefeitura de Mossoró.

A legião de seguidores da Rosa, que antes bradava “É a Rosa!” aos quatro cantos da cidade, e da internet, segue calada, aguardando um aceno da prefeita (no JOM) como lobos famintos que observam cada movimento, cada suspiro da presa antes de atacar.

A realidade da Prefeitura de Mossoró hoje nem de longe parece com os tempos áureos de quando Rosalba foi prefeita, no século passado. Os problemas são muitos, e aos poucos, a imagem de boa gestora que Rosalba sempre vendeu aos mossoroenses vai sendo substituída pela de uma Rosalba que em nada lembra a ex-prefeita aguerrida dos três primeiros mandatos, época em que a prefeitura jorrava dinheiro e prosperidade, junto com muito petróleo. Está mais para a ex-governadora rejeitada da ponte do Rio Angicos em diante.

rosalbalorenakaduEntre a população, o sentimento é de decepção para uns, e de um fio de esperança para outros. O primeiro ato de Rosalba foi nomear dois de seus filhos para cargos do primeiro escalão, em uma tentativa de viabiliza-los para uma possível candidatura em 2018. Os “meninos” de Rosalba e Carlos ficaram perdidos com o brinquedo que a mamãe deu, e já correm rumores de que o caçula Carlos Eduardo, Kadu, esteja para entregar o cargo, embora a mãe negue.

Enquanto isso, uma legião de rosalbistas segue acessando o site da prefeitura todos os dias, a espera de uma nomeação. São homens, mulheres, jovens, idosos, que literalmente brigaram pela Rosa, e que até agora, só viram os espinhos da incerteza. Pior, muitos já estão ocupando “seus cargos”, embora não tenham sido nomeados, e portanto, sem receber salário, o que pode resultar em mais uma dor de cabeça para a Rosalba, e até uma investigação de improbidade administrativa, cabendo ao Ministério Público investigar inclusive a existência de algum tipo de pagamento para os valorosos voluntários da Prefeitura de Mossoró.

Outro detalhe, Rosalba tem descumprido a lei que obriga a publicação dos currículos resumidos dos servidores comissionados na imprensa oficial. Assim como tem descumprido a lei da impessoalidade, a lei do nepotismo, e até o Estatuto da Guarda Municipal, ao nomear um oficial de fora da corporação para o comando da guarda.

ubsA insatisfação, porém, não fica restrita aos rosalbistas. Os servidores municipais agora que receberam os salários, que ela insiste em querer ludibriar os trabalhadores dizendo que o pagamento está em dia. Além disso, muitos eleitores acreditaram que todos os problemas da cidade seriam resolvidos a partir de primeiro de janeiro, como em um passe de mágica. No entanto, as ruas estão cheias de lixo, os semáforos quebrados, as UPAs sem médicos, as UBSs sem médicos e sem medicamentos, com um detalhe, que agora as UBSs só funcionam em um expediente, mesmo assim, se o cidadão procurar o serviço depois das 10h da manhã, encontrará as portas fechadas, provavelmente.

Algo que mudou significativamente foi a segurança. Para pior! Com o fechamento das BICs e com o péssimo relacionamento, se é que existe, entre a guarda municipal e a Prefeitura, que piorou com a intransigência do titular da pasta em relação aos pleitos da categoria, janeiro de 2017 foi considerado o janeiro mais violento da história recente de Mossoró. E a população segue assustada, com medo de sair de casa, com medo de ficar em casa. Com medo…

Tudo isso tem ameaçado a popularidade de Rosalba, que não se faz de rogada e anda tirando proveito de “obras” de outros órgãos e entidades para sua promoção. Foi assim com o Nogueirão, depois de todo o esforço da LDM. Foi assim com o Restaurante Popular, que é exclusivamente do Governo do Estado, e até com a Azul Linhas Aéreas, ou será que alguém esqueceu do telefonema para a amiga Betinha?

Aliás, o marketing de Rosalba tem sido uma sucessão de vexames, com estratégias nada convencionais, que viraram piada nas redes sociais. Sem falar, que sem nenhum problema, desde primeiro de janeiro, tem sido utilizado para promover a imagem da prefeita e seus filhos.

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Para quem esperava que tudo se resolvesse, como que em um passe de mágica, o jeito é esperar pelas águas de março e ver se a coisa melhora, ou escutar exclusivamente a FM 93, onde pela primeira vez, Mossoró tem sido retratada como uma cidade perfeita, sem problemas, um exemplo de gestão pública.

Segurança pública é um problema de todos

BIC da Ilha de Santa Luzia foi alvo da ação de bandidos na semana passada

2017 caminha para o ser o ano mais violento da história de Mossoró. Em apenas 24 dias, até agora, foram 16 homicídios registrados. A maioria, jovens, com alguma ligação com o tráfico de drogas. Crianças que muito cedo se envolvem em pequenos delitos, e que terminam desta forma terrível.

Em 2013, quando assumimos a Prefeitura de Mossoró, adotamos a segurança como uma de nossas prioridades. A ex-prefeita Cláudia Regina havia instalado a Base Integrada Cidadã, a tão famosa BIC, como forma de diminuir os índices de violência, que na época eram muito menores que hoje. Ao invés de extinguir a BIC por se tratar de um projeto de uma adversária política, nós não apenas mantivemos, como ampliamos e instalamos outras 10 bases em todas as regiões de Mossoró.

Infelizmente a atual gestora não entende que projetos que trazem benefícios para a cidade precisam continuar independente de quem seja “o pai da criança”. O discurso de que segurança pública é obrigação do Governo do Estado já está ultrapassado. E quem diz isso não sou eu, mas uma das maiores autoridades em segurança pública do país, Ricardo Balestreri, ex-secretário nacional de segurança, que esteve em Mossoró e elogiou a preocupação do município com o problema e por não “tirar o braço da seringa” quanto a esta questão.

Guarda municipal não é vigia de prédio público. São homens e mulheres concursados e preparados para contribuir para devolver à população a sensação de segurança, e merecem ser valorizados e respeitados. Esta é, sem dúvidas, uma grande contribuição que a Prefeitura pode dar para a segurança pública em Mossoró.

Rosalba parece ter esquecido juramento de Hipócrates e abandona maternidade

Mossoró vive um retrocesso em uma área que deveria ser prioritária em qualquer gestão, mais ainda quando o agente gestor é uma médica pediatra.
Durante anos ouvi o lamento de mães sobre a incerteza e a falta de condições para o nascimento de seus filhos em Mossoró. A situação era clara, quem tinha condições, ia ter seus filhos em outras cidades, como Natal ou Fortaleza. Quem não tinha, tentava a sorte na Almeida Castro.
Em 2014 uma denúncia do médico Manoel Nobre, delegado do Conselho Regional de Medicina, de que bebês estavam morrendo na barriga das mães por não ter onde nascer, resultou na intervenção federal no hospital. A situação era crítica. Funcionários sem trabalhar devido ao atraso de três meses nos salários, e dezenas de milhões de dívidas junto aos fornecedores, bancos e em decorrência de ações trabalhistas.
Com a decisão do juiz Orlan Donato Rocha, numa ação conjunta do Conselho Regional de Medicina, Ministério Público Federal, Estadual e do Trabalho, de nomear uma junta interventora, a maternidade foi reaberta, de forma eficiente, inclusive ampliando serviços, transformando em dois anos, o hospital em uma referência em Mossoró e região.
Após o fechamento do Hospital da Mulher, o Hospital Maternidade Almeida Castro é o único a realizar partos gratuitos em Mossoró. Só em 2016 nasceram 911 bebes prematuros e com baixo peso. Destes, aproximadamente 300 recém-nascidos não teriam a menor chance de viver se não fosse a UTI neonatal, o berçário e o canguru que foram instalados na maternidade.
O hospital também é referência em outras áreas. Só a UTI internou em 2016, 379 pacientes transferidos do Hospital Regional Tarcísio Maia.
Apesar da grande importância para a cidade, o atual administração não tem dado ao hospital a atenção necessária. Até a última sexta-feira, 20, o município não havia feito o repasse dos valores repassados pelo Governo do Estado referente ao Hospital da Mulher, ou a produção do SUS.
A atual gestão não pode deixar e contribuir com os interventores. Independente de partido, são vidas que estão em jogo!

Temer a um passo de se redimir com o Brasil

O Brasil ainda está estarrecido com a morte do relator da Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. Com a morte o ministro, caberá ao presidente Temer, que foi citado 43 vezes na delação de um dos executivos da Odebrecht, indicar o substituto de Teori no STF.

Essa poderá ser a única chance de Temer dar credibilidade ao seu governo, subir na aceitação popular, salvar seu governo e a fé do povo brasileiro: nomear Sérgio Moro ministro do STF.

Moro comanda as investigações da Lava Jato na primeira instância, enquanto Teori era relator dos processos da operação no Supremo.

Com este único ato, Temer irá eliminar todas as suspeitas que existem sobre ele e ganhará a admiração e respeito da população.

Projeto de urbanização da Rio Branco era inviável para Mossoró

Imagine uma cidade em crise, com dificuldade para manter os serviços essenciais funcionando, e ter que arcar com uma contrapartida de aproximadamente R$ 200 milhões, em um projeto de urbanização para o qual estava destinado de recursos do Governo Federal, R$ 32 milhões. Totalmente inviável para qualquer gestor que tenha o mínimo de responsabilidade e espírito público.

Ao contrário do que diz a secretária municipal de infraestrutura do município, Kátia Pinto, Mossoró não perdeu os recursos federais, mas erros de elaboração no projeto de urbanização da Avenida Rio Branco impossibilitou sua execução.

Durante a elaboração deste projeto, ainda na gestão da ex-prefeita Cláudia Regina, não foi previsto que a via não tinha espaço para acomodar linhas de ônibus, carros e bicicletas, ou que seria necessário para o município indenizar os proprietários dos imóveis de toda a avenida, (da altura da Ginásio Pedro Ciarlini, no centro, até o cruzamento da Avenida Rio Branco com a Avenida Coelho Neto, no Bairro Doze Anos), o que custaria aos cofres do município aproximadamente R$ 200 milhões. Com isso, foi inviável ao município sua execução.

Sobre a erradicação e urbanização da Favela Wilson Rosado, outro erro de quem procura responsabilizar nossa gestão. O prazo foi perdido em 2012, antes do início de assumirmos a Prefeitura de Mossoró. Tentamos recuperar, no entanto, não foi possível, apesar de todos os esforços.

 

 

 

 

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