sexta-feira, 20 janeiro, 2017.
Francisco José Jr

Projeto de urbanização da Rio Branco era inviável para Mossoró

Imagine uma cidade em crise, com dificuldade para manter os serviços essenciais funcionando, e ter que arcar com uma contrapartida de aproximadamente R$ 200 milhões, em um projeto de urbanização para o qual estava destinado de recursos do Governo Federal, R$ 32 milhões. Totalmente inviável para qualquer gestor que tenha o mínimo de responsabilidade e espírito público.

Ao contrário do que diz a secretária municipal de infraestrutura do município, Kátia Pinto, Mossoró não perdeu os recursos federais, mas erros de elaboração no projeto de urbanização da Avenida Rio Branco impossibilitou sua execução.

Durante a elaboração deste projeto, ainda na gestão da ex-prefeita Cláudia Regina, não foi previsto que a via não tinha espaço para acomodar linhas de ônibus, carros e bicicletas, ou que seria necessário para o município indenizar os proprietários dos imóveis de toda a avenida, (da altura da Ginásio Pedro Ciarlini, no centro, até o cruzamento da Avenida Rio Branco com a Avenida Coelho Neto, no Bairro Doze Anos), o que custaria aos cofres do município aproximadamente R$ 200 milhões. Com isso, foi inviável ao município sua execução.

Sobre a erradicação e urbanização da Favela Wilson Rosado, outro erro de quem procura responsabilizar nossa gestão. O prazo foi perdido em 2012, antes do início de assumirmos a Prefeitura de Mossoró. Tentamos recuperar, no entanto, não foi possível, apesar de todos os esforços.

 

 

 

 

Em Mossoró, Robinson Faria repete discurso e entrega o que já existe

O governador Robinson Faria (PSD) que está em Mossoró desde ontem, chegou com o mesmo discurso vazio e pouco convincente de sempre. Disse que só agora conseguiu juntar dinheiro para investir na cidade que lhe deu a eleição em 2014. Trouxe um aparato de segurança de invejar, com direito a helicóptero e tudo, mas o que entregou, até o momento, foram projetos maquiados, como fez com Centro Administrativo Integrado Diran Ramos do Amaral. O prédio funciona precariamente, principalmente nos serviços de Detran, mas Robinson mandou pintar e limpar e até descerrou uma placa.

Assim fez durante toda a sua visita na cidade, sempre bem acompanhado da prefeita e ex-desafeta Rosalba Ciarlini (PP). Como velhos amigos, afinaram o discurso e ampliaram o sorriso amarelo. Nada de novo, a não ser a repetição das velhas frases de efeito de crise e dificuldade financeira. Chegaram a dançar forró com os idosos e pousarem para mais fotos e vídeos, tudo acompanhado pela imprensa positiva que não conseguiu fazer uma única pergunta decente, como se a autoridade política sobrepusesse a função social do jornalismo.

FEMURN precisa de independência e experiência

Dentre os três nomes colocados em disputa para a presidência da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), sem dúvidas, o de Benes Leocádio é o que mais tem a contribuir com a entidade e com os municípios do Rio Grande do Norte, especialmente neste momento de queda de arrecadação e grave crise pelo qual os municípios potiguares estão passando.

Benes tem a seu favor três fatores determinantes para fazer uma boa gestão: a experiência, de quem já foi prefeito do município de Lajes, presidente da FEMURN e vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM); a independência política e a disponibilidade, uma vez que não tendo mandato a cumprir, pode se dedicar integralmente à Federação e às questões dos municípios do Rio Grande do Norte.

Já seus adversários, carregam o peso de seus apoios políticos, além de necessitarem, caso sejam eleitos, se dividir entre seus municípios, onde são prefeitos, e a Federação. E neste momento, essa ausência pode resultar em problemas na gestão. Dagoberto Bessa, prefeito de Severiano Melo, é o candidato do governador Robinson Faria. Já Rivelino Câmara, prefeito de Patu, tem o apoio do PMDB de Henrique e Garibaldi Alves.

A verdade sobre os recursos que deixamos na Prefeitura

É preciso esclarecer que, apesar da dificuldade, antes de deixar a Prefeitura deixamos encaminhados os recursos para pagar débitos de pessoal mais urgente, garantindo a manutenção dos serviços essenciais. Deixamos R$ 10 milhões nas contas municipais, equivalente à repatriação e emendas para restruturação das Unidades Básicas da Saúde.

Desse montante, R$ 4 milhões eram só para a Saúde. Inclusive, com esses recursos a nova gestão já deveria ter pago aos 500 servidores que têm dinheiro a receber do mês de novembro. Já os recursos da repatriação foram programados para pagar quatro meses dos terceirizados.

Além disso, entramos na Justiça contra o governo do Estado para receber R$ 19 milhões devidos da saúde, recurso que dá, com pequeno incremento, para pagar a folha do mês de dezembro, mais os terceirizados. Portanto, nas mídias sociais se diz qualquer coisa, inclusive que deixamos dívidas mirabolantes, o que não é verdade.

A atual gestão da Prefeitura de Mossoró tenta vender um discurso velho como novidade para a população, mas qualquer cidadão que seja o mínimo antenado sabe que há muito tempo estamos dizendo, e repetindo, que a Prefeitura vem perdendo recursos mês a mês.

Desde 2014, a Prefeitura deixou de receber do Tesouro e royalties do petróleo cerca de R$ 300 milhões, dada a grave crise econômica e política do Brasil. Situação que dificultou a realização de muitas ações, mas que não foi uma exceção apenas em Mossoró. Natal mesmo, município que mais arrecada no RN, está com salários, terceirizados e fornecedores atrasados. Na mesma situação estão RJ, MG e RS.

No entanto, como não é do nosso interesse bater de frente nem fazer oposição irresponsável, alertamos apenas aos servidores que deixamos dinheiro em caixa e programado para pagar os salários em atraso, bastando a eles cobrarem dentro do seu direito.

Câmara Municipal: Independência não significa oposição

A composição de um grupo de vereadores independente para a eleição da Câmara de Mossoró tem gerado discussões em torno do tema nos últimos dias. O que é necessário entender que uma coisa é a eleição da Mesa Diretora e outra, a posição dos vereadores em relação ao Palácio da Resistência ao longo do seu mandato.

Ao longo da história, o Palácio da Resistência determinou a composição da Mesa Diretora da Câmara de Mossoró em troca da total subserviência do Legislativo às vontades do Executivo. Este ciclo foi interrompido há seis anos, quando um grupo de vereadores se reuniu para propor uma opção de mudança e de compromisso com os interesses da população, e de resgate da imagem da Câmara.

Vejo muita semelhança neste movimento com este processo que agora se desenha. Vemos que se aproximam os antigos vícios do Palácio da Resistência, quando a Câmara Municipal era muito mais uma super secretaria para garantir as vontades da prefeita, que um poder instituído constitucionalmente.

É preciso independência, mas essa independência não significa uma oposição desenfreada e irresponsável, como a que travou importantes projetos de interesse da população. Vários vereadores já expressaram que foram eleitos pelo povo, e estarão lá para defender o povo, votando projetos de acordo com a vontade de quem os elegeu, independente da autoria do projeto. Esse é o novo jeito de se fazer política. O cidadão mossoroense pediu renovação na Câmara, e é isso que este grupo está fazendo.

 

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