Rosalba parece ter esquecido juramento de Hipócrates e abandona maternidade

Mossoró vive um retrocesso em uma área que deveria ser prioritária em qualquer gestão, mais ainda quando o agente gestor é uma médica pediatra.
Durante anos ouvi o lamento de mães sobre a incerteza e a falta de condições para o nascimento de seus filhos em Mossoró. A situação era clara, quem tinha condições, ia ter seus filhos em outras cidades, como Natal ou Fortaleza. Quem não tinha, tentava a sorte na Almeida Castro.
Em 2014 uma denúncia do médico Manoel Nobre, delegado do Conselho Regional de Medicina, de que bebês estavam morrendo na barriga das mães por não ter onde nascer, resultou na intervenção federal no hospital. A situação era crítica. Funcionários sem trabalhar devido ao atraso de três meses nos salários, e dezenas de milhões de dívidas junto aos fornecedores, bancos e em decorrência de ações trabalhistas.
Com a decisão do juiz Orlan Donato Rocha, numa ação conjunta do Conselho Regional de Medicina, Ministério Público Federal, Estadual e do Trabalho, de nomear uma junta interventora, a maternidade foi reaberta, de forma eficiente, inclusive ampliando serviços, transformando em dois anos, o hospital em uma referência em Mossoró e região.
Após o fechamento do Hospital da Mulher, o Hospital Maternidade Almeida Castro é o único a realizar partos gratuitos em Mossoró. Só em 2016 nasceram 911 bebes prematuros e com baixo peso. Destes, aproximadamente 300 recém-nascidos não teriam a menor chance de viver se não fosse a UTI neonatal, o berçário e o canguru que foram instalados na maternidade.
O hospital também é referência em outras áreas. Só a UTI internou em 2016, 379 pacientes transferidos do Hospital Regional Tarcísio Maia.
Apesar da grande importância para a cidade, o atual administração não tem dado ao hospital a atenção necessária. Até a última sexta-feira, 20, o município não havia feito o repasse dos valores repassados pelo Governo do Estado referente ao Hospital da Mulher, ou a produção do SUS.
A atual gestão não pode deixar e contribuir com os interventores. Independente de partido, são vidas que estão em jogo!

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