Segurança pública é um problema de todos

2017 caminha para o ser o ano mais violento da história de Mossoró. Em apenas 24 dias, até agora, foram 16 homicídios registrados. A maioria, jovens, com alguma ligação com o tráfico de drogas. Crianças que muito cedo se envolvem em pequenos delitos, e que terminam desta forma terrível.

Em 2013, quando assumimos a Prefeitura de Mossoró, adotamos a segurança como uma de nossas prioridades. A ex-prefeita Cláudia Regina havia instalado a Base Integrada Cidadã, a tão famosa BIC, como forma de diminuir os índices de violência, que na época eram muito menores que hoje. Ao invés de extinguir a BIC por se tratar de um projeto de uma adversária política, nós não apenas mantivemos, como ampliamos e instalamos outras 10 bases em todas as regiões de Mossoró.

Infelizmente a atual gestora não entende que projetos que trazem benefícios para a cidade precisam continuar independente de quem seja “o pai da criança”. O discurso de que segurança pública é obrigação do Governo do Estado já está ultrapassado. E quem diz isso não sou eu, mas uma das maiores autoridades em segurança pública do país, Ricardo Balestreri, ex-secretário nacional de segurança, que esteve em Mossoró e elogiou a preocupação do município com o problema e por não “tirar o braço da seringa” quanto a esta questão.

Guarda municipal não é vigia de prédio público. São homens e mulheres concursados e preparados para contribuir para devolver à população a sensação de segurança, e merecem ser valorizados e respeitados. Esta é, sem dúvidas, uma grande contribuição que a Prefeitura pode dar para a segurança pública em Mossoró.

Deixe uma resposta