Desembargadores alegam suspeição e adiam votação do afastamento de Ricardo Motta

Sete dos 15 desembargadores que compõem o Pleno do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte alegaram suspeição e não havendo quórum para a votação da manutenção do afastamento do deputado estadual Ricardo Motta (PSB) da Assembleia Legislativa.

Os desembargadores que alegaram suspeição foram: Expedito Ferreira, Amaury Moura, Judite Nunes, Claudio Santos, João Rebouças, Saraiva Sobrinho e Virgílio Macedo.

Desde o dia 8 de junho o deputado foi afastado do cargo por decisão do desembargador Glauber Rêgo. Hoje, o Pleno votaria pela manutenção ou suspensão dessa resolução. Com a falta de quórum, vale a decisão inicial que mantém Motta fora da Assembleia por seis meses.

Ricardo Motta Motta foi denunciado pelo Ministério Público do Estado após a Operação Candeeiro, que investiga o desvio de R$ 19 milhões do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). Desse total, o deputado teria ficado com a maior parte: R$ 11 milhões.

Além do afastamento do cargo, ele também foi proibido de acessar a sede da Assembleia por 180 dias, embora continue recebendo salário.
O deputado também não pode manter contato com testemunhas de acusação e com os colaboradores que firmaram acordo com o Ministério Público nem deixar Natal por mais de 15 dias sem avisar à Justiça.

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