Já são 1500 pessoas assassinadas em 2017 no RN

Uma triste realidade apavora os norte riograndenses. Só em 2017, 1500 pessoas morreram vítimas de homicídio no estado governado pelo homem que prometeu acabar com a insegurança no Rio Grande do Norte.

Os números apavoram mas a realidade é mais cruel. Ela comprova que qualquer um de nós está sujeito à violência. Não são mais bandidos matando bandidos, o que já seria um absurdo, mas são pais, mães, filhos e filhas que deixam uma lacuna que nunca será preenchida.

Os números escondem histórias como a do pai de família que dormia após o almoço e foi surpreendido por bandidos dentro de sua casa e na tentativa de salvar o filho, levou um tiro fatal. Esconde a história do líder comunitário que sonhava com uma comunidade pobre livre da bandidagem, enfrentou os bandidos, levou um tiro, morreu e sua família precisou sair da cidade. Esconde a história do menino que foi confundido e morreu dentro de casa.

Nem mesmo os policiais escapam. Sem a mínima condição de trabalho, viaturas sucateadas e sem combustível, efetivo reduzido, coletes vencidos, os policiais estão perdendo a guerra para os bandidos.

Enquanto a sociedade pede justiça, o governador Robinson Faria culpa o Instituto que mapeia o crime no Rio Grande do Norte e a imprensa pelo clima de terror que tomou conta da  população potiguar.

Um absurdo, partindo justamente de quem sabe muito bem que o problema foi agravado pela herança maldita deixada por Rosalba com a falta de investimento em segurança durante quatro anos e a inércia de quem está perdido no meio do tiroteio e não sabe que atitude tomar.

Não adianta achar culpados. A polícia está sucateada, os programas sociais só servem para promover a primeira dama e a educação do RN é uma das piores do país.

Quando tudo vai mal, o resultado é o caos.

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