terça-feira, 21 novembro, 2017.
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Governo Robinson faz teatro sobre regionalização da Saúde

O governo Robinson Faria (PSD) não falhou apenas na Segurança Pública. A falta de ação enérgica na Saúde gerou um caos muito complicado em toda a estrutura de Saúde do Estado, principalmente depois que, na tentativa de redefinir a regionalização da pasta, o governo começou a fechar hospitais no interior.

Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) realizou a terceira reunião do Grupo de Trabalho para a implantação dessa Regionalização, mas esses encontros não passam de pura burocracia. Segundo nota, o encontro serviu para “apresentar um diagnóstico da IV Região de Saúde”, o que demonstra despreparação de um governo que já tem dois anos.

Ainda segundo a nota, foi apresentado ao secretário estadual de Saúde, George Antunes, que a Região que representa o Seridó do Estado, conta com uma população de 311.531 habitantes, e tem 126 equipes do Programa da Família com 100% de cobertura, além de informações sobre grupos de famílias atendidas. Questões técnicas que deveriam estar disponíveis na mesa do secretário desde que assumiu a pasta.

No encontro, o resultado foi a ausência de resultados, uma vez que a falta de definição das ações futuras não garante uma articulação do grupo da saúde da região. Os servidores ficaram esperando alguma informação sobre as mudanças, mas essa parte ficou para outros encontros, sem data exatamente definida.

Depois de negociar com Estado, facções criminosas dão intervalo em rebelião

A imagem divulgada pela assessoria de imprensa do governo Robinson Faria (PSD) de presos dominados dentro do presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta, tenta passar a imagem de que foi colocada ordem no caos instalado há mais de uma semana no Rio Grande do Norte. Mas o que poucos contam é que a suposta paz só aconteceu depois que o governador cedeu as exigências da facções criminosas que aceitaram uma trégua.

Fotografia divulgada recentemente mostra o momento em que um agente da polícia conversa com um preso num ato claro de negociação. Nesta semana, um vídeo de integrantes que se diziam do Primeiro Comando da Capital (PCC) deu um ultimato ao governo exigindo retirada dos inimigos de Alcaçuz entre outras questões. A ameaça, caso não fossem cumpridas as solicitações, era caos nas ruas e morte de policiais de todas as categorias.

Apesar da situação atual parecer favorável ao governador Robinson, ela não representa segurança para a população que continua refém dos bandidos. Assaltos, assassinatos e medo tomam conta das ruas e agora todo mundo sabe a origem e o objetivo dessas abordagens. Se o Estado é incapaz de manter a ordem dentro dos presídios, dificilmente evitará o caos nas ruas provocada por um crime cada dia mais organizado.

Governo Rosado tenta enfraquecer Hospital Almeida Castro, de novo.

A falta de repasse da Prefeitura de Mossoró para o Hospital Maternidade Almeida Castro, única maternidade de toda a região, pode significar mais uma tentativa do grupo de enfraquecer o órgão que está sob intervenção judicial.

Comandada pela família da vereadora Sandra Rosado (PSB) por toda a vida, foi parar nas mãos da Justiça depois de fechar as portas por falta de condições de funcionamento em 2014. No processo de retomada dos serviços, foram encontrados desvios milionários nas contas da unidade, o que gerou uma série de ações judiciais contra família.

Apesar de contar com recursos federais, estaduais, municipais, de convênios e apoio filantrópicos, os Rosados não foram capazes de manter a unidade aberta. Com a intervenção da Justiça e apoio da Prefeitura na gestão Francisco José Júnior, o Hospital foi reaberto. Ganhou UTIs, aumentou os leitos de 30 para 130 e passou a realizar cirurgias eletivas. Agora, sem o apoio do governo Rosalba Ciarlini (PP), o medo é de que a unidade volte a viver momentos de dificuldades, sem médicos, serviços e com salários atrasados.

As teorias da conspiração apontam que há muito interesse de ver o fim desta unidade, primeiro para desarticular o grupo de Sandra (o que já aconteceu), depois com intuito pessoal de ajudar unidades particulares da cidade. Teoria ou não, o fato é que quando o Almeida Castro está em crise, a população paga um alto preço e a vida de gestantes e bebês entram em risco, principalmente depois do fechamento do Hospital da Mulher, pelo governo Robinson Faria (PSD).

Criminosos dão ultimato ao governo do Estado

Criminosos com protocolo e código de conduta, é essa realidade do Brasil hoje que nitidamente perdeu a guerra para o crime. Em vídeo, homens ditos do Primeiro Comando da Capital (PPC), encapuzados e de armas em punho, fazem reivindicações e mandam recado para o governo do Rio Grande do Norte, alertando que a separação das facções já havia sido protocolada desde o confronto ocorrido em Caicó no ano passado.

Depois da utilização de contêineres para separar os grupos dentro do presídio de Alcaçuz, o vídeo é mais um elemento de desmoralização da Secretaria de Segurança do Estado que não tem força para vencer os inimigos. Após a exposição negativa na mídia nacional e necessidade de pedir apoio às forças Nacional e Militares, o governador Robinson Faria (PSD) deixa claro que não tem condições de administrar essa que já é a maior crise do sistema prisional do RN.

Para piorar a situação, militantes do governador iniciaram uma guerra de acusações nas redes sociais com o grupo do ex-deputado Henrique Alves (PMDB). Ataques e palavras de ordem marcaram o domingo que teve reportagem exclusiva no Fantástico que, por meio de manobras não explicadas, conseguiu imagens exclusivas de dentro do presídio de Alcaçuz.

PCC ameaça matar policiais de todas as categorias

Uma guerra. É assim que os que se dizem ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) se referem ao momento que atravessa o Rio Grande do Norte e o País. Em vídeo gravado recentemente, eles ameaçam matar policiais de todas as categorias se suas reivindicações não forem atendidos e avisam que a “guerra é contra o governo e quem os oprime”.

Os bandidos querem a retirada de todos os presos ditos do Sindicato do Crime do RN, outra organização criminosa, do presídio de Alcaçuz. Dizem que se não forem atendidos, reiniciarão a guerra nas ruas de vários estados. Prometem não queimar ônibus, postos de saúde ou escolas, mas garantem ir atrás da Polícia e dos órgãos de segurança.

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