domingo, 25 junho, 2017.
Geral

Geral

Sem quadrilhas, Mossoró Cidade Junina perde sua essência

Quando criou o Mossoró Cidade Junina a prefeita Rosalba Ciarlini reuniu, em um só espaço, todos os pequenos arraiás que existiam nos bairros da cidade.

O evento cresceu, ganhou notoriedade nacional e se tornou um dos principais eventos juninos do Nordeste, com um brilho especial para o Festival de Quadrilhas Juninas, em suas diversas categorias.

Neste ano, no entanto, uma série de problemas não conseguiram ser contornados pela Prefeitura e não foi possível a realização do Festival. O primeiro, e que desencadeou todos os outroa, um processo licitatório realizado às pressas, de forma fracionada, reservando um curto espaço de tempo para a montagem da Arena Deodete Dias, o que não possibilitava imprevistos.

E aconteceu o pior. A Arena não ficou pronta e o evento foi transferido às pressas para o ginásio da Escola Municipal Manoel Assis. A tentativa no entanto também não obteve sucesso. A polícia ambiental foi acionada, o evento interrompido e o Mossoró Cidade Junina ficou sem suas quadrilhas.

Mossoró possui grupos de quadrilha junina de destaque em festivais regionais e até nacionais. Quem conhece a rotina dos grupos de quadrilha junina sabe do empenho, dedicação e investimento financeiro  de seus membros para deixar tudo pronto para as apresentações e manter uma das maiores tradições da cultura nordestina. Mesmo quem não conhece, com certeza já foi abordado por alguns de seus membros  em um semáforo pedindo alguma colaboração para os figurinos, e pode ter noção de sua grandiosidade.

Apesar de todo esforço, não haverá concurso, tradicional nem estilizado. Nem alegria, nem irreverência. Apenas o descontentamento de centenas de pessoas que trabalharam tanto “para nada”.

E mais uma vez, ao brincar de Deus, Rosalba faz Mossoró perder.

Perde o Mossoró Cidade Junina, que ficou sem o brilho das quadrilhas.

Perde os grupos de quadrilhas, que após tanta dedicação e investimento não poderão se  apresentar.

Perde as finanças do município, que tanto gastou para erguer a Arena e ainda terá que pagar indenização aos grupos.

Perde o mossoroense.

Perde a cultura nordestina.

 

Prefeitura gasta R$ 300 mil em estrutura que não usa e transfere quadrilhas para ginásio

A desorganização do Mossoró Cidade Junina parece não ter fim. Mesmo investindo R$ 300 mil na arena das quadrilhas, o espaço ainda está sendo montado, mesmo depois do início do evento.

Por conta disso, as apresentações dos quadrilheiros foram transferidas para o ginásio da Escola Manoel Assis, que foi construído na gestão passada.

Sem bandeiras ou adereços juninos, as quadrilhas que representam outras cidades e as de Mossoró terão que se contentar com mais uma gambiarra de última hora da Prefeitura.

Na foto, ginásio da Escola Manoel Assis, que mais parece que vai sediar um jogo de Futebol de Salão do que uma competição junina.

MP deflagra operação que investiga crimes cometidos por facção no RN

Após quase dois anos de investigação, o Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrou nesta sexta-feira (16) uma operação contra integrantes de uma facção criminosa que coordenavam – de dentro de presídios – ações relacionadas ao tráfico de drogas, roubo de veículos, estouros de caixas eletrônicos, homicídios, estruturação da facção, entre outros.
Denominada Juízo Final, a operação busca o cumprimento de 129 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de prisão e 24 conduções coercitivas. As medidas estão sendo cumpridas em Natal, Parnamirim, Ceará Mirim, Macaíba, Baía Formosa, Mossoró, Itajá, Felipe Guerra, Baraúna, Caraúbas, Martins, Pau dos Ferros, São Francisco do Oeste, Tenente Laurentino Cruz.
Também há cumprimento de mandados na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga (Pav. 5), Penitenciária de Alcacuz, Cadeia Pública de Natal, CDP Zona Norte, Complexo Penal João Chaves, CDP Pirangi, Penitenciária Estadual de Parnamirim, CDP Parnamirim, Cadeia Pública de Mossoró, Presídio Mário Negócio, Cadeia Pública de Caraúbas, Presídio de Pau dos Ferros, CDP Patu, CDP Parelhas, CDP Jucurutu.
De acordo com o MP, foram encaminhadas ao Poder Judiciário 26 denúncias contra os alvos da operação pelos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Outras denúncias ainda serão oferecidas.
A investigação mostrou que os alvos, que pertencem ao PCC, comandam o tráfico de drogas de dentro dos presídios apresentando uma área de atuação em praticamente todo o sistema carcerário potiguar e mantendo articulações com integrantes da investigada facção em outros estados do Brasil.
Na análise dos áudios interceptados, é revelado que os principais investigados integram uma organização criminosa com divisões de tarefas bem definidas visando a prática de crimes, além de acirrarem a rixa contra o Sindicato do RN, facção existente no Rio Grande do Norte.
Resgate de presos, assaltos, roubo de veículos, tráfico e plano para matar rivais são alguns dos assuntos discutidos entre os investigados durante o período que tiveram suas ligações telefônicas monitoradas. Em alguns dos áudios, é possível notar que alguns dos investigados estão comandando o tráfico de drogas de dentro dos presídios na Grande Natal e em Mossoró.
Cadernos apreendidos apontam a relação dos integrantes da facção criminosa com data de batismo, função e número de telefones. Além disso, documentos com dados bancários foram apreendidos, o que colaborou para demonstrar a movimentação financeira do grupo.
Finanças
A operação também revelou um esquema “familiar” usado pelos investigados que estão presos. De acordo com o MP, mulheres conhecidas como “cunhadas” fornecem seus dados bancários para transações financeiras dos presos. Houve o afastamento do sigilo bancário de 184 contas relacionadas com a facção, as quais movimentaram, em um período de dois anos, aproximadamente R$ 6 milhões.
Um caso, em especial, mostra que, em dois anos, uma das mulheres movimentou R$ 1,3 milhão na conta bancária em uma cidade do Oeste potiguar.
Os alvos da operação vão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outros. O material apreendido no cumprimento de outros mandados será analisado junto com o que já estava em posse dos promotores que atuaram na operação.
Rebelião e mortes
A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, um dos alvos de mandados nesta sexta, foi palco de uma rebelião que deixou 26 mortos em janeiro deste ano. A rebelião começou quando presos do pavilhão 5, que abriga integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), usando armas brancas, quebraram parte de um muro e invadiram o pavilhão 4, onde há presos que integram o Sindicato do Crime, facção criminosa rival do PCC. As duas facções travaram uma verdadeira guerra dentro da unidade prisional durante pelo menos seis dias.
No dia 31 de janeiro, cinco criminosos apontados como chefes do PCC foram transferidos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz para o presídio federal de Porto Velho, em Rondônia.

Prefeitura prioriza Aviões e estreia do Chuva de Bala é adiada

Ficou para amanhã, 16, caso a Prefeitura de Mossoró consiga cumprir todas as normas de segurança exigidas, a estreia do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró.

A estreia estava prevista para hoje, mas por problemas na estrutura, não houve a liberação do Corpo de Bombeiros.

Já a estrutura da Estação das Artes, incluindo palcos e camarotes, foi liberada graças a uma força-tarefa da Prefeitura para conseguir cumprir todos os itens.

Entre os artistas do Chuva de Bala um misto de tristeza e alívio. Tristeza pelo tratamento direcionado pela prefeitura que preferiu os artistas locais diante do show milionário da Estação das Artes, e de alívio em saber que suas vidas não estarão ameaçadas enquanto se apresentam no palco destinado ao espetáculo.

Prefeitura volta atrás e libera acesso com bebidas no Mossoró Cidade Junina

Após grande polêmica em torno da proibição do acesso à Estação das Artes com bebidas alcoólicas, a Prefeitura de Mossoró divulgou nota de esclarecimento com a liberação da bebida, desde que esteja em recipientes plásticos, como garrafas pet.

Veja a nota na íntegra

Nota de esclarecimento

A Prefeitura de Mossoró corrige a informação sobre o consumo de bebidas durante os shows na Estação das Artes. A orientação da Secretaria de Segurança Pública é de que é permitido levar a própria bebida, desde que esta esteja em recipientes plásticos, tais como garrafas pet.

A PMM reforça a preocupação com a segurança e diz que todas as medidas adotadas tem o único objetivo de garantir a integridade de quem participa da festa.

Veja também