domingo, 25 junho, 2017.
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Proibição de bebidas na Estação pode ser exigência de patrocinador

A justificativa apresentada pela Prefeitura de Mossoró para proibir a entrada de bebidas na Estação das Artes durante os shows do Mossoró Cidade Junina não convenceu. A Prefeitura proibiu a entrada de qualquer bebida, em qualquer embalagem, na Estação alegando motivos de segurança.
A proibição, no entanto, pode ser uma forma do município garantir o cumprimento da cláusula de exclusividade bastante comum em contratos de patrocínios com empresas de bebidas, e assim garantir que somente produtos de uma determinada marca, o que inclui refrigerantes e água sejam consumidos no evento, garantindo assim o retorno do investimento do patrocinador.

Há pelo menos 10 anos é permitida somente a entrada de bebidas em embalagens plásticas, o que faz sentido ser apresentado como motivo a segurança.

Totalmente interditado, Cidade Junina pode não começar amanhã

“É a pior estrutura que já vi”, afirma o major Antônio Queiroz, do Corpo de Bombeiros. Temendo a segurança da população, todas as estruturas do Mossoró Cidade Junina foram interditadas hoje e o evento corre o risco de não começar amanhã.

De uma vez só o Corpo de Bombeiros interditou os palcos da Estação, Chuva de Bala, Cidadela, camarote institucional e arena das quadrilhas. A falta de alvarás seria o motivo principal.

O Corpo de Bombeiros considerou todo o material utilizado até agora na estrutura do Mossoró Cidade Junina como “amador”. O major, em entrevista ao portal Mossoró Hoje, acrescentou que fez diversas perguntas aos responsáveis pela montagem das estruturas e eles não sabem sequer responder.

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Para se ter uma noção do quanto é séria a interdição, de acordo com o major, “a Polícia Militar já avisou que não vai permitir que os PMs subam na Torre de Segurança da forma como está. Em todas as estruturas faltam aterramento”.

Segundo o major só haverá a liberação das estruturas se tiver tudo ok. Caso haja qualquer situação que possa haver algum risco, o evento não será liberado.

A desorganização do Mossoró Cidade Junina mostra a falta de compromisso da atual gestão com o evento. Mais de 100 artistas mossoroenses ficaram de fora desta edição, que também foi diminuída. Até mesmo a ornamentação deixa a desejar, contando apenas com algumas bandeiras colocadas no dia anterior ao Pingo da Mei Dia.

A Prefeitura já pagou quase R$ 800 mil antecipados para algumas atrações, de acordo com dados registrados no Portal da Transparência. Somente no show que pode ser realizado amanhã, de Aviões do Forró, foram gastos mais de R$ 227 mil.

Com interdições e desorganizado, Cidade Junina pode não acontecer

A desorganização do Mossoró Cidade Junina 2017 tem sido vista desde o seu planejamento, que ocorreu em pouco mais de um mês. Na manhã de hoje, o Corpo de Bombeiros interditou diversos pólos que estão sem alvará de funcionamento.

O espaço do espetáculo “Chuva de Bala”, à Cidadela e o festival de quadrilhas foram lacrados pelos Bombeiros e correm o risco de ficar de fora dos festejos. Há poucos dias da estreia do evento, que foi diminuído em sua integralidade e pouco prestigiou os artistas mossoroenses, a sensação que dá é que não há comando. Está sendo tudo feito a base do jeitinho brasileiro do “se colar, colou”.

De acordo com o major Antônio Queiroz, em entrevista à Inter TV Cabugi, “como este é um evento de rua, a Prefeitura de Mossoró deveria ter enviado solicitação de alvará técnico aos bombeiros cinco dias úteis antes, mas não cumpriu o prazo”.

Ele adianta que “O Corpo de Bombeiros fez contato com a prefeitura municipal, que informou que a responsabilidade da apresentação desses projetos e da solicitação da concessão pra montar essa
estrutura é da empresa licitada. A empresa fez o inverso, ela começou a montar e não apresentou toda a documentação necessária”.

Faltando dois dias para o início do evento não se sabe se as estruturas serão liberadas pelo Corpo de Bombeiros em tempo hábil. Mais um vexame para o mossoroense que recebe visitantes nessa época do ano.

Bombeiros interditam palco do Cidadela e Chuva de Balas e Prefeitura coloca culpa em Ferdebez

O Corpo de Bombeiros interditou as estruturas onde será encenado o espetáculo Chuva de Bala e onde irá funcionar a cidadela junina.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a Prefeitura não apresentou a documentação necessária para a liberação, o que precisa acontecer até cinco dias úteis artes da realização do evento.

Sobre o assunto, a Prefeitura de Mossoró será pronunciou através de nota, afirmando que a culpa é da empresa ganhadora da licitação, a Ferdebez.

Veja a nota na íntegra

Nota de esclarecimento
A Prefeitura de Mossoró informa que a responsabilidade pela estrutura física para exibição do espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró” e obtenção de licenças é da empresa vencedora da licitação, Ferdebez Produções, conforme previsto no Edital de licitação e no contrato.
O Município acompanha todo o trabalho realizado, por meio das equipes das Secretarias de Cultura e de Infraestrutura.
O Município vê com naturalidade a ação fiscalizatória do Corpo de Bombeiros, cuja liberação atestará a segurança dos artistas e da população em geral.

Cerca de 2 bilhões de pessoas não terão acesso à água em 2025

Em 2025, ou seja, em menos de oito anos, 1,8 bilhão de pessoas padecerão da mais absoluta escassez de água, e dois terços da humanidade sofrerá de estresse hídrico – a não ser que a comunidade internacional reaja e tome providências.

Cresce atualmente o medo de que o avanço da seca e dos desertos, assim como a progressiva escassez de água e a insegurança alimentar gerem um “tsunami” de refugiados e imigrantes climáticos. Diante disso, não é de estranhar que a Convenção das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês) considere a seca como “um dos quatro cavaleiros do Apocalipse”.

A demanda por água poderá aumentar 50% em 2050. Com o crescimento demográfico, particularmente nas terras secas, cada vez mais pessoas dependem do abastecimento de água potável em terras que se degradam, alerta Monique Barbut, secretária da UNCCD, que tem sede em Bonn, Alemanha.

A escassez hídrica é um dos grandes desafios do século 21. A seca e a falta d’água são consideradas os desastres naturais com maiores consequências, pois geram perdas ecológicas e econômicas a curto e a longo prazo, além de causar impactos secundários e terciários.

Para mitigar as consequências, é preciso haver uma preparação para a seca, que seja sensível às necessidades humanas e ao mesmo tempo preserve a qualidade ambiental e os ecossistemas. É necessário contar com a participação de todos os atores, inclusive dos usuários e provedores do serviço, na busca de soluções – afirma a UNCCD. “Atribui-se à seca — um perigo natural complexo, que avança lentamente e tem consequências ambientais e socioeconômicas generalizadas — mais mortes e deslocamentos de pessoas do que qualquer outro desastre natural.”

Seca, escassez hídrica e refugiados

Monique Barbut lembrou que as regiões propensas à seca e à escassez hídrica são, em geral, locais de origem de muitos refugiados. Nem a desertificação nem a seca são causas de conflitos ou migrações forçadas, mas podem elevar o risco de sua ocorrência e intensificar os já existentes, explicau ela.

“Fatores convergentes como tensões políticas, instituições frágeis, marginalização econômica, ausência de redes de segurança social ou rivalidade entre grupos criam as condições que levam as pessoas a não conseguir fazer frente às dificuldades. Um dos últimos exemplos conhecidos são a seca e a escassez de água contínuas na Síria, de 2006 a 2010”, lembrou Barbut.

Em 2045 haverá 135 milhões de pessoas desabrigadas?

A UNCCD ressalta que os desafios geopolíticos e de segurança que ameaçam o mundo são complexos, mas com a implantação de melhores práticas de gestão territorial pode-se ajudar as populações a adaptar-se às mudanças climáticas, assim como a construir capacidade de resistência à seca.

Além disso, é possível reduzir o risco de migrações forçadas e conflitos pela escassez de recursos naturais e assegurar a produção de uma agricultura sustentável e de energia. “A terra é a verdadeira aglutinadora de nossas sociedades. Reverter os efeitos de sua degradação e da desertificação por meio de uma gestão sustentável não só é possível como é o próximo passo lógico para as agendas de desenvolvimento nacionais e internacionais”, observou.

A UNCCD alerta que 12 milhões de hectares de terras produtivas tornam-se estéreis a cada ano, devido à seca e à desertificação, o que representa a redução da oportunidade de produzir 20 milhões de toneladas de grãos. “Não podemos seguir permitindo que as terras se degradem, quando deveríamos elevar a produção de alimentos em 70% para alimentar, em 2050, toda a população mundial”, ressalta.

“A intensificação sustentável da produção de alimentos com menos insumos, que evitam maior desmatamento e a expansão de cultivos em áreas vulneráveis, deve ser uma prioridade para os políticos responsáveis”, sugere. Além disso, a secretaria da UNCCD ressalta que o aumento das secas e das inundações repentinas — as mais fortes, mais frequentes e mais generalizadas — destroem a terra, principal reserva de água doce da Terra. “A seca mata mais pessoas que qualquer outra catástrofe ligada ao clima, e avançam os conflitos entre comunidades por causa da escassez de água”, afirmou. “Mais de um bilhão de pessoas não têm acesso à água, e a demanda aumentará 30% até 2030″, acrescentou.

Segurança nacional e migrações

Mais de 40% dos conflitos dos últimos 60 anos estão relacionados ao controle e à divisão de recursos naturais, o que expõe um número cada vez maior de pessoas pobres à escassez hídrica e à fome, e cria as condições para a falência de Estados e conflitos regionais, alerta a UNCCD.”Grupos não estatais aproveitam-se dos grandes fluxos migratórios e das terras abandonadas”, observa. “Quando bens naturais, como a terra, são mal administrados, a violência pode converter-se no principal meio para o controle dos recursos naturais, e isso os tira das mãos de governos legítimos”, alerta.

O número de migrantes vem crescendo rapidamente, em escala mundial, há 15 anos, chegando a 244 milhões em 2015, mais que os 222 milhões de 2010 e os 173 milhões de 2000. A UNCCD recorda a relação entre esse número de migrantes e as dificuldades em matéria de desenvolvimento, em particular as consequências da degradação ambiental, a instabilidade política, a insegurança alimentar e a pobreza, assim como a importância de atender os fatores e as causas de raiz da migração irregular.

A perda de terras produtivas faz com que as pessoas elejam opções arriscadas. Nas áreas rurais, onde elas dependem de terras pouco produtivas, a degradação dos solos é responsável pela migração forçada, explica a secretária. “A África é particularmente suscetível, pois mais de 90% de sua economia depende de recursos sensíveis ao clima, como a agricultura de subsistência, que precisa das chuvas.”

“A não ser que mudemos nossa forma de administrar a terra, nos próximos 30 anos poderemos deixar um bilhão de pessoas, ou mais, vulneráveis e sem opções, a não ser fugir ou lutar”, disse ela. Melhorar o rendimento e a produtividade da terra permitirá aumentar a segurança alimentar e o rendimento dos usuários de terras e agricultores mais pobres, recomenda a UNCCD. “Por sua vez, estabiliza a renda da população rural e evita o deslocamento desnecessário de pessoas e suas consequências.”

Por outro lado, a UNCCD trabalha com parceiros como a Organização Internacional para as Migrações para fazer frente aos desafios colocados pela degradação de terras, os movimentos massivos de pessoas e suas consequências. Também procura demonstrar como a comunidade internacional pode aproveitar as capacidades e habilidades dos migrantes e refugiados, além de ressaltar o valor das remessas que eles enviam a seus países para construir a capacidade de resistência

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