Mossoró concentra quase 40% dos casos de hanseníase notificados no RN

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) diz que Mossoró é o município do estado com mais casos de hanseníase notificados em 2017.

Do total de 132 registrados nos nove primeiros meses do ano, a Capital do Oeste notificou 49 casos da doença. Logo em seguida, aparece a região Metropolitana com 25 casos.

Segundo a Sesap, os precisam estar atentos para detectar e tratar precocemente os casos novos, para interromper a cadeia de transmissão e prevenir as incapacidades físicas consequência da doença não tratada.

Os principais sintomas da doença são manchas na pele nas cores brancas, vermelhas ou marrons e também dormentes, ou seja, sem sensibilidade ao toque e a dor. Neste caso, a pessoa deve procurar uma unidade básica de saúde para diagnóstico. O tratamento é gratuito, e dura de 06 meses a 01 ano, dependendo da gravidade do caso.

“A Hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito e é necessário reduzir o preconceito com relação à doença, os pacientes não precisam ser isolados socialmente e devem continuar suas atividades laborais e de vida diária normalmente”, disse Paulo Nóbrega, coordenador estadual do Programa de Controle da Hanseníase.

A hanseníase é uma doença milenar conhecida por lepra desde os tempos bíblicos que traz consigo a marca do preconceito, discriminação e exclusão social. É uma doença de notificação compulsória e investigação obrigatória, devendo-se monitorar o progresso da eliminação da doença que ainda é considerada um problema de saúde pública. No Rio Grande do Norte, desde 2005, através da Lei Nº 8.685, foi instituído o dia 30 de setembro como “Dia Estadual de Controle à Hanseníase”.

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