Onde está o canteiro de Rosas de Mossoró?

Chegou a Primavera, estação das flores e das cores, mas a promessa de campanha da prefeita Rosalba Ciarlini de transformar Mossoró em um “canteiro de rosas” foi somente mais uma que deixou de ser cumprida pela gestora.

É cada vez mais difícil encontrar os “adoradores da Rosa” em algum embate defendendo seus atos de gestão. Ao contrário, estão calados, envergonhados, sem argumentos para defender o indefensável. A gana antes explícita a cada crítica à gestão deu lugar a uma inércia digna de quem não acredita que o mito está chegando ao fim. Esse fenômeno observa-se no mundo virtual e no mundo real.

Para uma legião de mossoroenses, o estado do Rio Grande do Norte foi injusto com Rosalba Ciarlini durante os quatro anos em que esteve à frente do governo do Estado, e seu pífio desempenho como senadora era justificado pelo fato de “Rosalba ter perfil para o Executivo, não para o Legislativo…” e tentando tapar o sol com peneiras, os mossoroenses se recusavam a ver o óbvio: a fraude, não nos cofres públicos, mas na imagem de boa gestora que cultivou ao longo dos anos de fartura de quando foi prefeita de Mossoró.

Hoje a realidade é outra. Sem dinheiro, a máscara de Rosalba caiu, e a população tem sentido na pele (literalmente) o resultado de acreditar em uma fraude. Além de problemas na saúde, na educação, na segurança pública, na coleta de lixo, no transporte público, na geração de emprego e renda, na tributação, Rosalba enfrenta sérios problemas na gestão de pessoas. Seus auxiliares distribuem atos truculentos contra servidores do município, em sua maioria, professores, educadores que mereciam o mínimo de respeito por parte do município. Só no mês da primavera, uma servidora foi agredida por conduzir um cartaz em via pública e inúmeros servidores foram não apenas impedidos de entrar no prédio da Prefeitura como também de se proteger do sol de quase 40º.

Não faltam denúncias de agressão, assédio moral, perseguição, contra qualquer um que se coloque contra as atitudes vindas do Palácio da Resistência. As cenas lembram a ditadura militar, uma página que envergonha a história do Brasil e que ninguém quer trazer de volta. Liberdade de expressão não existe, assim como não existem outros valores que deveriam fazer parte do caráter de uma gestora tão experiente.

A primavera só está começando, mas a terra não foi preparada, a semente não foi regada e dificilmente a Rosa irá desabrochar em meio aos espinhos criados por ela mesma.

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