Prefeitura de Mossoró já gastou quase metade da estimativa de retorno do MCJ

Se tudo ocorresse bem no Mossoró Cidade Junina, o evento poderia gerar algo em torno de R$ 3 milhões em renda para os 3 mil empregos criados neste período. A informação foi divulgada pela Prefeitura de Mossoró, com base no relatório de impacto financeiro elaborado pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, UERN.

Essa informação, no entanto, começa a preocupar quem acompanha as finanças do município. Até o momento, a Prefeitura já sacou de seus cofres mais de R$ 1 milhão pela estrutura, que tem apresentado inúmeros problemas, e por alguns shows, ou seja, quase metade do que o evento poderia gerar.

Outra preocupação é de que esta estimativa de retorno não se concretize. Com o fim do pólo cultural, que funcionava na Praça de Eventos, o movimento de pessoas na feira de artesanato e de gastronomia caiu, as vendas despencaram e o prejuízo já começa a ser sentido pelos barraqueiros.

A preocupação se torna maior já que alguns projetos como o Festival de Quadrilhas Juninas não aconteceu justamente por problemas estruturais, afetando também o movimento no entorno de onde funcionaria a Arena.

Na Cidadela percebe-se o mesmo, com o agravante que foi o último pólo a funcionar, e ainda assim, sem os atrativos do espaço registrados nos anos anteriores.

Na Estação das Artes a situação não é diferente. Os barraqueiros reclamam das vendas, bem aquém das expectativas e do registrado nos anos anteriores.

Comércio e hotelaria também amargam uma visível retração para a expectativa deste período. Sem grandes atrações nacionais na programação, e sem divulgação, o Mossoró Cidade Junina 2017 não está conseguindo atrair o público vindo de cidades e estados vizinhos. O maior movimento até agora nesses setores foi o Pingo. Já para o restante da temporada a expectativa de retração é de mais de 50%.

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