Saúde do governo Rosalba foi ao precipício em 2017

Quando assumiu, em 1o de janeiro de 2017, Rosalba teve pela frente a missão de dar continuidade aos índices que estavam dando certo na saúde, ao contrário disso, fechou diversos serviços e copiou outros da gestão passada, trocando apenas o nome.

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) sofreram o ano inteiro com o desabastecimento, onde até mesmo o básico faltou. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) idem. Foi uma calamidade absoluta.

Desde o início de sua gestão, nos primeiros dias, a atitude foi cortar tudo o que a gestão anterior fez. Por exemplo, de 3 a 4 médicos de plantão, hoje se tem notícias de que só 1 atende. as vezes 2. Presença da guarda municipal nas UPAs, que foram retiradas e depois da pressão popular, retornaram.

“Chegamos lá e percebemos que não existiam remédios para diabetes, nem para pressão, nem para pacientes com problemas mentais e nem gaze”, denuncia a vereadora Isolda Dantas, após inspeção na Unidade de Saúde da comunidade Jucuri, zona rural de Mossoró.

“Está faltando medicamentos nas unidades de saúde do município, o lixo hospitalar não está sendo recolhido por falta de pagamento da empresa que faz este serviço, os médicos não recebem desde julho, as cirurgias eletivas estão suspensas desde o início do ano e o repasse do SUS para os hospitais de Mossoró estão sendo retidos ilegalmente na Prefeitura desde o dia 10 de setembro”, disse o vereador Alex do Frango.

“Faltam insumos básicos, faltam diversos remédios, muitos serviços são bancados pelos próprios funcionários. Tem até médico que vai trabalhar usando mototáxi, por falta de transporte público”, relata o vereador Petras Vinicius.

Aberta na gestão Francisco José Jr, a UPA do Belo Horizonte abrigava um serviço importante para a população, a ortopedia. Fechada por Rosalba assim que assumiu o governo. Mossoró também conta com um raio-x de última geração, que valeu milhões, comprado pelo antigo gestor e que também não está sendo operacionalizado na atual gestão. Está encostado. Sem uso.

O PAM do Bom Jardim, que funcionava aos sábados, trazendo ainda mais saúde para a população foi fechado. A abertura aos sábados trazia ainda mais conforto para quem não podia se deslocar na semana.

A Maternidade Almeida Castro sofreu uma transformação e hoje é referência. Até anos atrás as mães de Mossoró eram levadas para outros municípios para terem seus filhos. Após uma intervenção judicial e total apoio da Prefeitura, os partos se tornaram mais humanizados. O governo Rosalba tem retido os repasses mês a mês, muitas vezes só realizando o pagamento após decisão judicial.

Outro fator impactante na vida dos usuários das Unidades Básicas do município foram os constantes assaltos. Algumas unidades já chegaram a ser assaltadas mais de 10 vezes. Algumas não mais abriram por medo e colocaram faixas em frente dos prédios alegando não abrir mais por conta da insegurança.

 

NOTÍCIAS DA ÉPOCA DE GOVERNADORA MOSTRAM DESPREPARO COM A SAÚDE

a) O Ministério Público do Rio Grande do Norte protocolou uma ação civil pública contra a governadora Rosalba Ciarlini e os secretários de Saúde e Planejamento, Isaú Gerino e Obery Rodrigues, respectivamente, por causa do desabastecimento das unidades de saúde mantidas pelo estado.

A promotora Iara Maria Pinheiro de Albuquerque pede a fixação de multa diária e pessoal no valor de R$ 10 mil a cada um deles até que os estoques dos hospitais sejam reabastecidos ininterruptamente. Desde 4 de julho, a governadora decretou estado de calamidade na saúde. (16.08.2012 – G1/RN)

b) Rosalba acaba de decretar estado de calamidade na saúde pública do RN. A ação, segundo ela, visa dar celeridade às ações para melhorar o atendimento da precária rede pública. 

É fundamental apontar a falta de prioridade e planejamento por parte da administração rosada. A gestão estadual não pode apenas apresentar soluções de momento, mas planejar às atividades a longo e médio prazo. A governadora já está administrando o Estado há mais de 500 dias. Teria todas as condições de efetivar um planejamento, sem aperreios, de uma área tão sensível, sobretudo, para os mais pobres. O caos na saúde é a derrota de Rosalba – médica pediatra.

E não adianta usar o argumento retrovisor. Apesar da saúde no passado não ter funcionado a contento, é fato, por exemplo, que Rosalba Ciarlini fez cortes no orçamento deste ano de 2012 para a saúde. Em que pese os recordes mensais que a arrecadação não cansa de apresentar, a pasta teve diminuição orçamentária de 1,3%. Isto implica uma perda de 18 milhões em relação a 2011.

E aí, portanto, cabe a pergunta: se não tivesse cortado no início do ano, planejado e investido desde o começo de 2012, a situação não estaria menos desfavorável? (04.07.2012 – Carta Potiguar)

c) A governadora fez um apelo aos grevistas para que usassem o “espírito humanitário” e negociassem a pauta de reivindicações com a greve encerrada. O Sindsaúde avalia a disposição como “no mínimo duvidosa”. “Durante mais de dois meses, nosso sindicato tentou em vão uma negociação com a Secretaria de Administração, que chegou a dizer que ‘não tinha agenda’ para receber os servidores”, diz a nota do sindicato. (05.08.2013 – G1/RN)

d) A prefeita de Natal, Micarla de Sousa e a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, trocaram acusações públicas através do Portal Nominuto.com. Ambas tentam se eximir da culpa pelo caos na saúde que toma conta do municício e do Estado, alegando boicote político e neglicência. Em nenhum dos dois casos, entretanto, assumiu-se qualquer responsabilidade pelos problemas que se agravam a cada dia. 

A situação mostra claramente o despreparo das duas gestoras em relação à manutenção do bem estar público. Ao invés de pactuar para melhorar a situação vivenciada pelos norte-riograndenses, ambas preferem promover um bate-boca público e irresponsável. (01.06.2012 – Portal do deputado Mineiro)

Continua em uma próxima postagem…

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