segunda-feira, 21 agosto, 2017.
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Salário mínimo subirá para R$ 979

O presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018, que estipula, entre outras coisas, o aumento do salário mínimo de R$ 937 para R$ 979 – reajuste de 4,5%. Também projeta um crescimento real da economia brasileira de 2,5%, taxa básica de juros (Selic) em 9%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,5% no ano e o dólar a R$ 3,40 no fim de 2018.

A LDO estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte e orienta a elaboração da lei orçamentária anual. O texto sancionado está publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União. Na mensagem presidencial enviado ao Senado, o governo justifica que vetou alguns pontos por “contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade”.

Um dos vetos foi ao item que registrava que o Executivo adotaria providências e medidas, inclusive com o envio de proposições ao Legislativo, com o objetivo de reduzir o montante de incentivos e benefícios de natureza tributária, financeira, creditícia ou patrimonial. A justificativa ao veto é que “o dispositivo poderia tornar ilegal medidas de caráter concessivo que se apresentem prementes ao longo do exercício.”

Outro ponto vetado é o que previa que projetos de lei e medidas provisórias relacionadas ao aumento de gastos com pessoal e encargos sociais não poderiam ser usados para conceder reajustes salariais posteriores ao término do mandato presidencial em curso. O governo argumentou que “a limitação prejudica a negociação das estruturas salariais com os servidores dos três poderes, impondo um marco final curto para a concessão de reajustes salariais”. O texto lembra que muitas vezes reajustes são concedidos de forma parcelada em mais de um exercício fiscal.

Entenda a LDO

A LDO define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte, orienta a elaboração da lei orçamentária anual e fixa limites para os orçamentos dos poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público.

O texto sancionado mantém a meta fiscal proposta pelo governo e prevê, para 2018, um deficit primário de R$ 131,3 bilhões para o conjunto do setor público consolidado (que engloba o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais), sendo R$ 129 bilhões para os orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e R$ 3,5 bilhões para o Programa de Dispêndios Globais. Esta será a primeira LDO a entrar em vigor após aprovação do teto de gastos públicos, que atrela os gastos à inflação do ano anterior, por um período de 20 anos.

Número

2,5% é o crescimento real previsto para a economia brasileira no ano que vem.dinheiro3

Tite chama Cássio e Luan para duelos contra Equador e Colômbia

A seleção brasileira terá novidades em seus dois próximos confrontos. Com o goleiro Cássio e o atacante Luan entre os convocados, o técnico Tite divulgou nesta quinta-feira a lista de convocados para os duelos contra Equador e Colômbia, nos dias 31 de agosto e 5 de setembro, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Para fechar a lista, Tite teve uma reunião com a comissão técnica na manhã desta quinta, pouco antes da convocação. O objetivo era incluir nas observações os duelos da última quarta-feira, pela Taça Libertadores e Copa Sul-Americana, quando entrarem em campo Atlético-MG, Grêmio, Flamengo e Palmeiras.

Já classificado para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, o Brasil enfrentará o Equador no dia 31 de agosto, em Porto Alegre, e a Colômbia, 5 de setembro, em Barranquilla, pelas eliminatórias.

Confira a lista completa:

Goleiros: 
Alisson (Roma)
Cássio (Corinthians)
Ederson (Manchester City)

Zagueiros: 
Rodrigo Caio (São Paulo)
Marquinhos (PSG)
Miranda (Inter de Milão)
Thiago Silva (PSG)

Laterais: 
Daniel Alves (PSG)
Fagner (Corinthians)
Filipe Luis (Atlético de Madrid)
Marcelo (Real Madrid)

Meias: 
Casemiro (Real Madrid)
Fernandinho (Manchester City)
Paulinho (Guangzhou Evergrande)
Renato Augusto (Beijing Guoan)
Philippe Coutinho (Liverpool)
Willian (Chelsea)
Luan (Grêmio)
Giuliano (Zenit)

Atacantes: 
Taison (Shakhtar)
Gabriel Jesus (Manchester City)
Neymar (PSG)
Roberto Firmino (Liverpool)

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Taxa de empreendedorismo inicial no Brasil chega a 19,6%

De cada grupo de dez brasileiros, aproximadamente dois deles estão de alguma forma envolvidos em um negócio em estágio inicial. A constatação vem da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2016), que é realizada anualmente pelo Sebrae e Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBPQ). O estudo mostra que a Taxa de Empreendedorismo Inicial (TEA), composta por empreendedores nascentes e novos, alcançou no ano passado o valor de 19,6%, inferior a 2015, quando o índice foi de 21%.

Nesse grupo, 6,2%  dos empreendedores nascentes que estavam envolvidos na estruturação de um negócio do qual eram proprietários, porém, o negócios não permitiu a retirada de pró-labores, ou qualquer outra forma de remuneração por mais de três meses. Já a Taxa Total de Empreendedores (TTE) apresentou valor de 36 % em 2016, percentual que também é inferior ao verificado no ano anterior, 39,3%. A pesquisa não apresenta dados específicos sobre o Rio Grande do Norte, já que não tem recorte por estado.

De acordo com o estudo, a taxa de empreendedorismo feminino entre os novos empreendedores – aqueles que possuem um negócio com até 3,5 anos – é de 15,4%, já a masculina é de 12,6%.  Além de terem uma taxa mais alta de empreendedorismo, as mulheres abrem uma empresa mais por necessidade do que os homens. Entre os novos empresários, 48% delas o fazem porque precisam, já entre os homens esse número cai para 37%. “

A pesquisa do Sebrae ainda traça um perfil dessas mulheres. De acordo com o estudo, 40% delas têm até 34 anos, já entre os homens, esse número cai para 36%. E apesar delas serem mais escolarizadas, ainda ganham menos: 73% recebem até três salários mínimo, contra 59% do universo masculino.

O levantamento também revela que quase metade das empreendedoras iniciais atua em apenas quatro atividades, enquanto que a mesma proporção de homens está concentrada em nove. As mulheres abrem empresas que atuam com serviços domésticos, cabeleireiros e tratamento de beleza, comércio varejista de roupas e acessórios e serviços de bufê e de comida preparada.

A  pesquisa GEM é parte do projeto Global Entrepreneurship Monitor, iniciado em 1999 com uma parceria entre a London Business School e o Babson College, abrangendo dez países no primeiro ano. Em 2016, participaram 65 países, cobrindo 70% da população global e 83% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. No Brasil, a pesquisa é feita desde 2000 e, no ano passado, foram entrevistados 2 mil adultos entre 18 e 64 anos de todas as regiões do país, e 93 especialistas em empreendedorismo.qual-é-o-verdadeiro-objetivo-do-empreendedorismo

Procura por crédito para o varejo junto ao atacado cresce 5,5% no 1º semestre

A procura por crédito dos varejistas junto aos atacadistas, ou seja, o abastecimento dos pequenos e médios comércios varejistas nos grandes distribuidores, cresceu em todo o país 5,5% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação, a demanda geral das empresas por crédito caiu 4,5% neste primeiro semestre em relação a 2016.

O crescimento do setor atacadista é comemorado após recuo de 13,8% em 2016 ante 2015. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 07, em São Paulo, pela Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) durante o maior encontro da cadeia de abastecimento em São Paulo.

“Isso significa que o varejo está procurando, não significa que já impactou no resultado do atacado, mas isso vem corroborar a expectativa que o segmento atacadista está tendo de um melhor segundo semestre”, disse o responsável pela área institucional e relações governamentais da Serasa Experian, Paulo Melo. A empresa de consultoria de crédito fez a pesquisa.

A região Centro-Oeste foi a que mais evidenciou essa retomada no primeiro semestre, com crescimento de 27,4% em relação ao mesmo período de 2016. “A safra agrícola foi muito forte, isso faz com que essas regiões que têm essa alavancagem cresçam mais por uma demanda maior”, ressalta Melo.

Em segundo lugar, vem a região Sul, com aumento de 11,1%, seguida pelo Sudeste (1,5%) e Nordeste (1,4%). A região Norte manteve o desempenho negativo no primeiro semestre com retração de 4,8% na comparação semestral 2016/2017.

Inadimplência

A inadimplência do varejo recuou 7,2% entre janeiro e junho deste ano em relação a igual período do ano passado. Segundo a Serasa, a queda foi mais expressiva que o recuo da inadimplência da economia em geral, de 6,4%.

“[Isso] traz uma boa notícia de que realmente a tendência de melhora existe. Podemos colocar também o índice de confiança do consumidor e do varejo, são situações positivas com tendência a melhoria”, explicou Melo. Segundo dados da Abad, 53,7% do consumo nacional são abastecidos diretamente pelo atacado.

Faturamento do setor

O presidente da Abad, Emerson Luiz Destro, afirmou que o segundo semestre deve seguir a tradição de aumento nas vendas, mas que as reformas [a serem votadas pelo Congresso Nacional] podem impulsionar o faturamento.

“No nosso segmento, o segundo semestre representa 55% do faturamento do ano e a gente acredita que, com essas reformas estruturantes que estão acontecendo, seja na redução das taxas de juros, na reforma da Previdência e até uma minireforma tributária, elas vão trazer um nível de confiança para os comerciantes do setor, pela própria indústria e isso com certeza alavanca um crescimento”, finalizou.

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Petrobras anuncia reajuste de 6,9% em média para gás de cozinha

A Petrobras irá reajustar os preços do GLP P-13, o gás de cozinha em botijões para uso residencial, em 6,9% a partir deste sábado, informou a estatal em comunicado na sexta-feira (4).

Conforme a Petrobras, o ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos.

Segundo a estatal, se o reajuste for integralmente repassado ao consumidor, a companhia estima que o preço do botijão de GLP P-13 pode ser reajustado, em média, em 2,2%, ou cerca de R$ 1,29 por botijão, mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

“Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, destacou a Petrobras.

Segundo o Sindigás, que reúne as empresas distribuidoras, o reajuste oscilará entre 6,4% e 7,5%, de acordo com o polo de suprimento. “Com o aumento, o Sindigás calcula que o preço do produto destinado a embalagens até 13 quilos ficará 22% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento”, destacou.

Meses anteriores

Em julho, a Petrobras reduziu o preço do gás de cozinha residencial em 4,5%, após ter aumentado o valor em 6,7% no mês anterior.

Pela nova política de preços adotada pela Petrobras, o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), os preços serão revisados todos os meses.

Segundo a estatal, o preço final às distribuidoras será formado pela média mensal dos preços do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, mais uma margem de 5%.

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