terça-feira, 21 novembro, 2017.
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Taxa de empreendedorismo inicial no Brasil chega a 19,6%

De cada grupo de dez brasileiros, aproximadamente dois deles estão de alguma forma envolvidos em um negócio em estágio inicial. A constatação vem da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2016), que é realizada anualmente pelo Sebrae e Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBPQ). O estudo mostra que a Taxa de Empreendedorismo Inicial (TEA), composta por empreendedores nascentes e novos, alcançou no ano passado o valor de 19,6%, inferior a 2015, quando o índice foi de 21%.

Nesse grupo, 6,2%  dos empreendedores nascentes que estavam envolvidos na estruturação de um negócio do qual eram proprietários, porém, o negócios não permitiu a retirada de pró-labores, ou qualquer outra forma de remuneração por mais de três meses. Já a Taxa Total de Empreendedores (TTE) apresentou valor de 36 % em 2016, percentual que também é inferior ao verificado no ano anterior, 39,3%. A pesquisa não apresenta dados específicos sobre o Rio Grande do Norte, já que não tem recorte por estado.

De acordo com o estudo, a taxa de empreendedorismo feminino entre os novos empreendedores – aqueles que possuem um negócio com até 3,5 anos – é de 15,4%, já a masculina é de 12,6%.  Além de terem uma taxa mais alta de empreendedorismo, as mulheres abrem uma empresa mais por necessidade do que os homens. Entre os novos empresários, 48% delas o fazem porque precisam, já entre os homens esse número cai para 37%. “

A pesquisa do Sebrae ainda traça um perfil dessas mulheres. De acordo com o estudo, 40% delas têm até 34 anos, já entre os homens, esse número cai para 36%. E apesar delas serem mais escolarizadas, ainda ganham menos: 73% recebem até três salários mínimo, contra 59% do universo masculino.

O levantamento também revela que quase metade das empreendedoras iniciais atua em apenas quatro atividades, enquanto que a mesma proporção de homens está concentrada em nove. As mulheres abrem empresas que atuam com serviços domésticos, cabeleireiros e tratamento de beleza, comércio varejista de roupas e acessórios e serviços de bufê e de comida preparada.

A  pesquisa GEM é parte do projeto Global Entrepreneurship Monitor, iniciado em 1999 com uma parceria entre a London Business School e o Babson College, abrangendo dez países no primeiro ano. Em 2016, participaram 65 países, cobrindo 70% da população global e 83% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. No Brasil, a pesquisa é feita desde 2000 e, no ano passado, foram entrevistados 2 mil adultos entre 18 e 64 anos de todas as regiões do país, e 93 especialistas em empreendedorismo.qual-é-o-verdadeiro-objetivo-do-empreendedorismo

Procura por crédito para o varejo junto ao atacado cresce 5,5% no 1º semestre

A procura por crédito dos varejistas junto aos atacadistas, ou seja, o abastecimento dos pequenos e médios comércios varejistas nos grandes distribuidores, cresceu em todo o país 5,5% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação, a demanda geral das empresas por crédito caiu 4,5% neste primeiro semestre em relação a 2016.

O crescimento do setor atacadista é comemorado após recuo de 13,8% em 2016 ante 2015. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 07, em São Paulo, pela Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) durante o maior encontro da cadeia de abastecimento em São Paulo.

“Isso significa que o varejo está procurando, não significa que já impactou no resultado do atacado, mas isso vem corroborar a expectativa que o segmento atacadista está tendo de um melhor segundo semestre”, disse o responsável pela área institucional e relações governamentais da Serasa Experian, Paulo Melo. A empresa de consultoria de crédito fez a pesquisa.

A região Centro-Oeste foi a que mais evidenciou essa retomada no primeiro semestre, com crescimento de 27,4% em relação ao mesmo período de 2016. “A safra agrícola foi muito forte, isso faz com que essas regiões que têm essa alavancagem cresçam mais por uma demanda maior”, ressalta Melo.

Em segundo lugar, vem a região Sul, com aumento de 11,1%, seguida pelo Sudeste (1,5%) e Nordeste (1,4%). A região Norte manteve o desempenho negativo no primeiro semestre com retração de 4,8% na comparação semestral 2016/2017.

Inadimplência

A inadimplência do varejo recuou 7,2% entre janeiro e junho deste ano em relação a igual período do ano passado. Segundo a Serasa, a queda foi mais expressiva que o recuo da inadimplência da economia em geral, de 6,4%.

“[Isso] traz uma boa notícia de que realmente a tendência de melhora existe. Podemos colocar também o índice de confiança do consumidor e do varejo, são situações positivas com tendência a melhoria”, explicou Melo. Segundo dados da Abad, 53,7% do consumo nacional são abastecidos diretamente pelo atacado.

Faturamento do setor

O presidente da Abad, Emerson Luiz Destro, afirmou que o segundo semestre deve seguir a tradição de aumento nas vendas, mas que as reformas [a serem votadas pelo Congresso Nacional] podem impulsionar o faturamento.

“No nosso segmento, o segundo semestre representa 55% do faturamento do ano e a gente acredita que, com essas reformas estruturantes que estão acontecendo, seja na redução das taxas de juros, na reforma da Previdência e até uma minireforma tributária, elas vão trazer um nível de confiança para os comerciantes do setor, pela própria indústria e isso com certeza alavanca um crescimento”, finalizou.

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Petrobras anuncia reajuste de 6,9% em média para gás de cozinha

A Petrobras irá reajustar os preços do GLP P-13, o gás de cozinha em botijões para uso residencial, em 6,9% a partir deste sábado, informou a estatal em comunicado na sexta-feira (4).

Conforme a Petrobras, o ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos.

Segundo a estatal, se o reajuste for integralmente repassado ao consumidor, a companhia estima que o preço do botijão de GLP P-13 pode ser reajustado, em média, em 2,2%, ou cerca de R$ 1,29 por botijão, mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

“Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, destacou a Petrobras.

Segundo o Sindigás, que reúne as empresas distribuidoras, o reajuste oscilará entre 6,4% e 7,5%, de acordo com o polo de suprimento. “Com o aumento, o Sindigás calcula que o preço do produto destinado a embalagens até 13 quilos ficará 22% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento”, destacou.

Meses anteriores

Em julho, a Petrobras reduziu o preço do gás de cozinha residencial em 4,5%, após ter aumentado o valor em 6,7% no mês anterior.

Pela nova política de preços adotada pela Petrobras, o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), os preços serão revisados todos os meses.

Segundo a estatal, o preço final às distribuidoras será formado pela média mensal dos preços do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, mais uma margem de 5%.

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PF envia ao STF diálogo em que Cunha e Henrique Alves

BRASÍLIA – Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal apontou conversas mantidas por mensagens de texto entre os então deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, em período próximo às eleições de 2012, em que eles estariam falando de maneira cifrada sobre repasses do grupo JBS ao PMDB e mencionam então vice-presidente da República, Michel Temer. Alvos da Operação Lava Jato, Cunha e Alves estão presos preventivamente. O relatório se baseia em mensagens dos celulares de ambos.

Segundo a PF, em um dos trechos, Henrique Alves narra que interveio junto a Joesley Batista, dono do grupo JBS, para que, de 3 “convites” acertados com o grupo JBS, 1 fosse destinado ao Rio Grande do Norte, ao que Cunha reagiu afirmando que “isso vai dar m… com Michel”.

A PF afirma que “a utilização do termo ‘convites’ pode ser uma tentativa de mascarar uma atividade de remessa financeira ilegal”. “Caso fosse um procedimento que obedecesse estritamente as normas legais, não haveria o porquê do uso deste termo”, diz o relatório.

“Joes aqui. Saindo . Confirme dos 3 convites , 1 RN 2 SP!Disse a ele!”, teria dito Henrique Eduardo Alves.

“Ou seja ele vai tirar o de sao paulo para dar a vc? Isso vai dar m… com michel”, teria respondido Cunha.

A PF conclui que “Joes” seria Joesley Batista e que “michel” seria Michel Temer. “A hipótese seria que 3 (três) repasses originados do acerto com o grupo JBS fossem relacionados a Michel Temer, lembrando que era um momento eleitoral, porém houve a intervenção de Henrique Alves para que 1 (um) fosse direcionado ao Rio Grande do Norte, fato que poderia gerar alguma indisposição com Michel Temer, segundo Eduardo Cunha”.

Procurados, o Palácio do Planalto e a defesa de Eduardo Cunha informaram que não vão comentar. A reportagem ainda aguarda resposta da defesa de Henrique Alves. O empresário Joesley Batista disse por meio de sua assessoria que continua à disposição para cooperar com a Justiça.

Há outras menções a Joesley Batista e a Temer. Em uma delas, os deputados estariam falando sobre um encontro na “casa dele joeslei”.

“Acredita-se que Henrique Alves estaria interessado no suposto repasse que foi mencionado em dialogo anterior (dos 3 “convites”, 1 para o RN), contudo Eduardo Cunha sugere que resolveria de outra forma sem ter quer alterar o que seria relacionado a Michel Temer (“Vou resolver dentro de outra otica,sem tocar em michel) e, ainda, sobre “Joes’, diz “O cara foi malandro e vc caiu e nao vamos nos atritar por isso,ele vai resolver e pronto,deixa para lá’. Henrique Alves responde que não caiu e diz que seria problema de, supostamente, Joesley Batista e Michel Temer (“Cai nso. Me garantiu, concordei. De onde problema dele com Michel.,,! Ok.”), diz o relatório da PF.

As informações constam do Relatório de análise de Material apreendido nº 137/2016, parte da Ação Cautelar 4044, na qual Eduardo Cunha e Henrique Alves estão entre os investigados.

Em um ponto mais adiante no relatório, a PF faz ponderações sobre o teor das conversas e sobre o uso de termos como “convite”.

“Observa-se que algumas referências a repasses foram apresentadas neste tópico, uma fração continha características de doações eleitorais, contudo não se pode ainda evidenciar se tais remessas são lícitas ou motivadas por contrapartidas. Muito dos diálogos abrem campo para aprofundamento ou fornecem substancial informações para investigações que ocorrem paralelamente. Contudo, é importante ressaltar que em algumas conversas ocorreram tentativas de mascarar a intenção de transferências financeiras, coma exemplo o usa dos termos ‘convites’ e ‘turistas’. Fato este que sugere a possibilidade de serem recursos ligados a ilícitos”, diz a PF.

Ao concluir o relatório, o agente da PF Paulo Marciano Cardoso retoma este raciocínio.

“Das informações apuradas neste relatório, destaca-se atenção para os repasses financeiros, principalmente aqueles que há a suposição de utilização de termos para mascarar as transações, ‘convites’ e ‘turistas’. Pois, outras menções foram tratadas normalmente como valores e o fato da suposta tentativa de ocultar que seria remessas financeiras gera uma situação suspeita”, diz o agente da PF. (Por Breno Pires e Rafael Moraes Moura/Estadão)

Montante arrecadado com a repatriação foi de R$ 1,6 bilhão

Foi divulgado pela Receita Federal do Brasil (RFB), o quantitativo do que foi arrecadado com o programa de repatriação de recursos não declarados de brasileiros no exterior. O montante com o imposto de renda e multa de regularização foi de R$ 1,615 bilhão, valor que será distribuído para os entes nacionais. Os Municípios irão receber R$ 363,4 milhões, bem abaixo do que estava estimado tanto na Lei Orçamentária Anual (LOA) quanto no relatório de avaliação bimestral do governo.

Esses valores iniciais destinados aos Municípios ainda serão menores. Isso porque os recursos da repatriação estão sendo transferidos desde o segundo decêndio de abril deste ano do Fundo de Participação de Municípios (FPM). O recurso é repatriado, tributado e a sua arrecadação é repassada aos Municípios nos decêndios do FPM.

Até o mês de julho, já foi repassado para os Municípios entre multa e imposto de renda o total de R$ 88,5 milhões. Portanto, resta a ser transferido para as prefeituras o valor de R$ 274,8 milhões. Ainda de acordo com os dados da RFB, a nova repatriação permitiu a regularização de R$ 4,6 bilhões de ativos no exterior.

Critérios e prazos

Os valores da repatriação são creditados em conjunto com o repasse do FPM. Por isso, tem que ser respeitados os mínimos constitucionais (25% educação e 15% saúde) e têm as mesmas deduções – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e Pasep.

O prazo de adesão ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (Rerct) terminou no dia 31 de julho. No total, aderiram ao regime 1915 Pessoas Jurídicas e 20 Pessoas Físicas. Um ponto que influenciou bastante para a baixa arrecadação com a repatriação foi o anúncio de que a RFB vai fazer um pente-fino nas declarações e vai intimar nos próximos meses os contribuintes que aderiram à repatriação e declararam recursos com origem ilegal.

Divisão da arrecadação

Em março deste ano, o governo federal abriu pela segunda vez o processo conhecido como Repatriação de recursos remetidos ao exterior, onde os contribuintes poderiam ingressar no programa de Declaração de Regularização Cambial e Tributária (Dercat).

Nessa etapa, diferente da anterior, foi definido que dos contribuintes que efetuarem a declaração, seria cobrado 15% de Imposto de Renda (IR) do valor dos recursos repatriados e a multa seria de 20,25%. Ficou decidido também que os contribuintes teriam 120 dias para adesão. O prazo terminou no dia 31 de julho.

Dessa vez, do que foi arrecadado com imposto e multa, seria repassado o total de 46% do recurso aos entes subnacionais por meio dos Fundos de Participação, sendo destinado 21,5% ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), 22,5% ao FPM e aos 2% aos Fundos Constitucionais.

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