quarta-feira, 23 agosto, 2017.
Opinião

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Onde estão os adoradores da Rosa?

O emocionante hino à Rosalba “Viva todas as rosas” vem caindo no esquecimento. A legião de seguidores que reconduziram Rosalba Ciarlini ao seu quarto mandato de prefeita de Mossoró segue calada diante das cobranças dos mossoroenses pelas promessas de colocar Mossoró no “caminho certo”.

É desolador ver a “grande líder do povo de Mossoró” cumprindo agenda com três ou quatro secretários e mais ninguém.

Embora soubesse da realidade financeira do município, bem diferente de quando ela foi prefeita em seus três primeiros mandatos, Rosalba Ciarlini se colocou como salvadora da pátria, fada madrinha que poderia resolver todos os problemas que atingem a cidade. Mas o pote de ouro não está mais no fim do arco-íris.

Passada a eleição, as promessas não foram cumpridas, a cidade está pior e a super prefeita precisa se esconder dos protestos dos servidores, faltar a compromissos, enviar representantes para evitar vexames, situações que ela foi obrigada a passar quando foi governadora e que não possui condições psicológicas para lidar novamente. Agenda com o povo só se for de surpresa, como aconteceu na feira do bode.

Para evitar protesto dos servidores, Roslaba faltou à abertura da Feira do Bode e realizou uma visita surpresa nesta sexta-feira, acompanhada de alguns secretários e vereadores. Ainda assim, a recepção não foi muito boa.

O motivo é um só. A cidade está um caos. Assaltos todos os dias em unidades de saúde do município,  escolas arrombadas, o lixo tomando conta da cidade, as ruas esburacadas, os ônibus ameaçando ir embora, a população desempregada e sendo sacrificada, tendo que pagar a maior taxa de IPTU da história da cidade. A saúde está pedindo socorro. Falta tudo nas Unidades de Saúde, inclusive médicos. As cirurgias eletivas seguem suspensas, e a falta de repasse para a maternidade beira uma situação que as mães mossoroenses não querem relembrar.

Ah minha Mossoró, o que ela está fazendo com você? Oito meses apenas e a prefeitura voltou a ser um cabide de emprego. A politicagem voltou a indicar quem ocupa os cargos. O critério de escolha não é competência mas o apadrinhamento.

Ah minha Mossoró, até quando ficarás mas mãos de uma família que só quer sugar de um povo bravo e batalhador que vive o descaso de uma administração de fachada, que mente, engana, maqueia e diz que está tudo bem?

Ah, minha Mossoró!

Julianne pode ser única alternativa de Robinson

Não é segredo que o governador Robinson Faria  (PSD) tem muito o que explicar não apenas ao povo do Rio Grande do Norte como também à justiça pelo “suposto” envolvimento na Operação Dama de Espadas, que investiga esquema de corrupção por meio de funcionários fantasmas quando Robinson era presidente da Assembleia Legislativa, e da Operação Lava-Jato, onde aparece ao lado do seu filho, o deputado Fábio Faria nas delações.

Com tantos problemas, Robinson resolveu se precaver e tenta viabilizar o nome da primeira dama Julianne Faria, para que a família continue na política, já que problemas familiares tendem a afastar o deputado “bonitão” Fábio Faria das urnas.

E Julianne tem feito o dever de casa. Tem distribuído simpatia nos muitos municípios do Rio Grande do Norte e aparecido demasiadamente no material de divulgação do Governo do Estado. A Primeira dama também tem formado “claques” para  acompanha-la nos diversos compromissos, e adjetivos como “linda”, “muito bem” e “aí sabe o que fala” não são raros nos discursos Rio Grande do Norte a dentro.

Mas com a rejeição do marido, que continua pagando o funcionalismo com atraso de até um mês, apesar do crescente aumento de arrecadação, será necessário reforçar a claque se quiser virar parlamentar.

E o tempo está correndo!

Exonerações no interior do RN são o atestado de óbito do governo Robinson

A pior crise na segurança pública da história do Rio Grande do Norte, servidores recebendo salários atrasados há mais de ano e agora uma crise indiscutível na saúde pública, agravada pela polêmica em torno do fechamento, ou como o governador Robinson Faria prefere, a readequação dos hospitais do interior do Estado.

Este é o retrato da gestão Robinson Faria, a menos de um ano e meio do fim do seu mandato. As últimas decisões do governador estão sendo consideradas a assinatura do atestado de óbito de sua gestão, um caminho sem volta.

Só nesta semana, o Diário Oficial do Estado trouxe exonerações importantes por motivações políticas, entre elas a do diretor do Hospital Regional de Apodi, Leandro Maia, em uma clara atitude de retaliação ao protesto realizado contra o fechamento do hospital, que foi destaque em todo o Rio Grande do Norte e já motivava outros protestos pelo interior do Estado.

No mesmo dia, a exoneração da diretora administrativa do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, Lúcia Bessa, mais uma vez por perseguição política, gerou o pedido de exoneração do diretor do hospital, Jarbas Mariano, considerado o melhor administrador do hospital nos últimos tempos.

Nos dois anos e quatro meses em que estiveram à frente do Tarcísio Maia, Jarbas e Lúcia conseguiram transformar a realidade do atendimento graças a não interferência política na administração. Os problemas que costumeiramente levavam o hospital à mídia, deixaram de acontecer e hoje os problemas enfrentados pelos pacientes são causados pela inoperância dos municípios de origem dos pacientes e do próprio governo do Estado.

O ex-diretor do Tarcísio Maia afirmou que não tinha clima para continuar no cargo após a exoneração da diretora administrativa simplesmente por perseguição política, pegando de surpresa não apenas ele, como também o secretário de saúde do Estado.

Ao priorizar conveniências políticas em detrimento à competência técnica, em todas as áreas, o governador acaba de vez com qualquer possibilidade de seu governo conseguir sair do buraco, de forma que dificilmente terá condições sequer de colocar seu nome à disputa da reeleição em 2018.

Para advogado, liberação do MCJ é absurda

Se fosse no governo de Silveira, o mundo tinha caído e a imprensa comprada estaria estampando nas primeiras páginas, como ocorreu no ano passado. Mas… estamos no País de Mossoró, onde existem os INTOCÁVEIS.

Lamento. A lei é pra todos e não para uma parte. O Nogueirao faz parte da Sociedade e desde outubro/16 que estamos (desportistas) lutando pela liberação do Nogueirao. Mossoró mostrou-se a terra da resistência e da Liberdade, mas apareceu aqui em Mossoró um novo Virgulino Lampião, revestido de CMB, chamado Cap. Daniel e impôs aos políticos a Lei (que diga-se de passagem é aplicada pela legislação do Estado de São Paulo, aliás não são leis e sim Instruções Técnicas do Estado de SP).

Méritos ao Capitão, que mostrou força e não tenho nada contra, mas o tratamento que foi dado ao MCJ deveria ter sido o mesmo dado na nossa praça futebolística. Lamentável. Essa é minha opinião. Se não liberou o NOGUEIRÃO, que é menos grave, que não se libere o MCJ, que é extremamente mais grave e põe em risco a população, num geral.

Minha opinião, respeito a dos demais, mas não poderia deixar de mostrar minha indignação. VERGONHA. ISSO SE CHAMA SAFADEZA E SUBMISSÃO.

Abraão Dutra Advogado.

Lava-Jato já havia chegado a Mossoró antes da delação da JBS

A Lava Jato já havia chegado a Mossoró através de suposto recebimento de propina pela prefeita Rosalba.

Só lembrando, Rosalba havia recebido o codinome de “Carrossel”.

Agora, a JBS implica alguns políticos do nosso Estado, dentre eles Robinson e Fábio Faria.

Imagina quando a OAS começar a falar sobre a obra da Arena das Dunas…

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