O silêncio de Rosalba sobre a insegurança em Mossoró

Nos bastidores da política local, muita gente estranha – inclusive aliados – o fato de a prefeita Rosalba Ciarlni não ter se manifestado oficialmente sobre a crítica situação de insegurança na cidade. Mesmo depois da chacina que vitimou cinco jovens e deixou outros gravemente feridos, não se viu qualquer manifestação da parte dela.

Foto: Mossoró Notícias
Foto: Mossoró Notícias

Como o governador Robinson Faria, novo-velho aliado, também não falou nada, há quem diga que ela está tirando o corpo fora para não se “queimar” com os acontecimentos. No entanto, parece muito estranho que uma prefeita não tenha nada a dizer sobre tanta violência, principalmente numa gestão que tem uma secretaria de Segurança.

Ao contrário de Rosalba, o prefeito de Apodi, Alan Silveira, agiu rápido quando tentaram incendiar a sede da Prefeitura de lá, na madrugada do sábado, 11, poucas horas antes da chacina em Mossoró. Ele lançou uma nota dizendo que a violência não irá intimidar sua gestão.

Alan disse na nota ainda que levará a sério e até as últimas consequências o ato criminoso de vandalismo que foi praticado na cidade. Aqui em Mossoró, nem a ação de bandidos que destruíram com fogo e bala três contêineres onde funcionavam as Bases Integradas Cidadãs, da Prefeitura, gerou qualquer posicionamento de Rosalba.

Depois de acabar com as BICs, é provável que a prefeita acabe, na próxima reforma administrativa, com a Secretaria de Segurança Pública da cidade e o motivo é não querer se envolver neste problema que, na visão dela, é responsabilidade unicamente do Estado.

Rosalba Governadora

Foto: Josemar Gonçalves/Reuters
Foto: Josemar Gonçalves/Reuters

Pode ser que muitos esqueçam, mas antes de ser prefeita, Rosalba foi governadora do RN. O próprio Robinson Faria a acusa de ser responsável por parte dos problemas da segurança no Estado e motivos ele tinha para dizer isso.

É que Rosalba é alvo de ação do Ministério Público Federal e Ministério Público do Estado por devolver R$ 14,3 milhões ao governo federal que deveriam ser utilizados na construção de unidades e reforma em unidades prisionais potiguares.

Segundo representantes do MPF e MP/RN, os recursos devolvidos ao Departamento Penitenciário Federal (DEPEN) dariam para criar mais de 1.500 novas vagas para internos do sistema penitenciário estadual. “No entanto, por absoluta inação, nenhuma delas foi criada, tendo havido a devolução de milhões de reais em verbas federais, além de ter sido frustrada a liberação de outros milhões”, diz o processo.

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