segunda-feira, 23 outubro, 2017.
Política

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Vereadores manifestam publicamente apoio a Alex do Frango

Iniciado logo após as eleições de 2 de outubro, o grupo formado por 12 vereadores diplomados mostra cada vez mais força em relação à sucessão na Câmara de Vereadores de Mossoró. Nesta quarta-feira (21), o grupo se reuniu mais uma vez e assinou manifesto de apoio à candidatura de Alex do Frango (PMB) à presidência do legislativo.
No documento, os vereadores assumem ainda o compromisso de uma Câmara mais transparente, independente e próxima do povo mossoroense.
Formado em sua maioria por vereadores de primeiro mandato, o grupo afirma que a sociedade deixou um recado nas urnas, de que quer renovação, e é isso que o grupo se compromete a defender. “Estamos unidos por uma nova forma de pensar e de fazer política. A sociedade clama por um grupo independente, que seja uma caixa de ressonância dos anseios da sociedade”, afirmou Alex do Frango.
Compõem o grupo de apoio à candidatura de Alex do Frango, os vereadores: Zé Peixeiro (PTC), Petras Vinícius (DEM), Ozaniel Mesquita (PR), Aline Couto (PHS), Genilson Alves (PMN), Rondinell Carlos (PMN), Tony Cabelos (PSD), Emílio Fernando (PSD), Raério Cabeção (PRB), Manoel Bezerra (PRTB) e Flávio Tácito (PPL).

Robinson segue trocando aliados por inimigos no interior

O governador Robinson Faria segue abandonando seus aliados no interior. A nova vítima é o vereador de Caicó, candidato derrotado na eleição municipal, Nildoson Dantas (PSD). Ele manteve uma campanha dura na principal cidade do Seridó, mas não contou com a ajuda esperada do governador. Antes, de Nildosn, Robinson já havia abandonado a jovem Francielle Lopes (SDD) que, por muito tempo, foi seu único apoio na cidade.

Para Nildons, Robinson confirma não ter ajudado na campanha e ainda manda um recado: “Tem um ditado que diz que quem tiver feliz que fique, quem não tiver que saia. Político tem livre arbítrio de escolher onde quer ficar”.

Robinson tem um jeito muito estranho de fazer política. Abandona seus liderados se estes não tiverem condições de se eleger e em seguida anuncia aliança com seus opositores. Rastreando as pequenas cidades do Estado, essa cena se repete, não importa a história que ele tenha com as pessoas. Mossoró é o principal exemplo desse comportamento.

Sem Francisco José Júnior (PSD), Robinson Faria não seria governador. Foi a maioria conquistada em Mossoró contra o acordão de Henrique Alves (PMDB) que garantiu Robinson no segundo turno e a garantia da vitória em seguida. Mas Robinson virou as costas para a cidade de Mossoró, abandonou Francisco na campanha e agora mandou dizer que instalará o governo em Mossoró nos primeiros meses de governo da ex-desafeta Rosalba Ciarlini (PP).

MPF pede cancelamento de concessão de emissoras de José Agripino

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) ajuizou uma ação civil púbica contra a União, TV Tropical, Rádio Libertadora Mossoroense e outras quatro rádios com o objetivo de obter o cancelamento da concessão do serviço de radiodifusão sonora ou de som e imagens. O MPF sustenta que fere a Constituição Federal o fato de o senador José Agripino Maia e o filho dele, deputado federal Felipe Catalão Maia, figurarem como sócios dessas empresas.

A ação civil pública é resultado de dois inquéritos civis que foram instaurados a partir de denúncias de possível violação aos preceitos constitucionais decorrentes da figuração de titulares de mandato eletivo no quadro societário de pessoas jurídicas que detêm a outorga para explorar o serviço de radiodiufusão. Durante o trâmite dos inquéritos, o MPF apurou que tanto a TV Tropical como a Rádio Libertadora Mossoroense – e as outas quatro rádios -, autorizadas a explorar o serviço de radiodifusão no estado, têm entre seus sócios José Agripino (senador desde 1995) e Felipe Maia (deputado federal desde 2007).

De acordo com ação, o serviço de radiodifusão constitui importante veículo de comunicação, sendo a adequada execução essencial para concretizar diversos preceitos fundamentais. O procurador da República Rodrigo Telles, que assina a ação, destaca que a liberdade de expressão, o direito à informação, a proteção da normalidade e legitimidade das eleições, do exercício do mandato eletivo e os demais preceitos fundamentais decorrentes do princípio democrático precisam ser preservados.

“Tais preceitos, em sua dimensão objetiva, são desrespeitados quando o serviço de radiodifusão não é prestado de forma adequada, situação que ocorre quando titulares de mandato eletivo figuram como sócios ou associados de pessoas jurídicas que exploram referido serviço. O potencial risco de que essas pessoas utilizem-se do serviço de radiodifusão para a defesa de seus interesses ou de terceiros, em prejuízo da escorreita transmissão de informações, constitui grave afronta à Constituição brasileira”, destaca trecho da ação.

Para o MPF, ao proibir que deputados e senadores firmem ou mantenham contrato com empresa concessionária de serviço público, o artigo 54, inciso I, alínea “a”, da Constituição, veda que parlamentares sejam sócios ou associados de pessoas jurídicas concessionárias do serviço público de radiodifusão. “E, assim o é em razão de seu potencial (da radiofusão) de funcionar também e, no mais das vezes, preponderadamente, como órgão de imprensa, impondo-se assim que a vedação incida inevitavelmente em face das empresas concessionárias que detenham em seus quadros sociais deputados e senadores”.

Na ação, o MPF pede o cancelamento da concessão, permissão e/ou autorização do serviço de radiodifusão sonora e de som e imagem outorgado à TV tropical, Rádio Libertadora Mossoroense, Rádio Ouro Branco, Alagamar Rádio Sociedade Ltda., Rádio Curimataú de Nova Cruz Ltda. e Rádio A Voz do Seridó.

Além disso, pede que a União, por intermédio do Ministério das Comunicações, seja condenada a realizar nova licitação para os serviços de radiodifusão outorgadas às rés e a se abster de conceder renovações ou futuras outorgas do serviço de radiodifusão às rés ou a outras pessoas jurídicas das quais José Agripino e Felipe Maia sejam ou venham a ser sócios, enquanto titulares de mandato eletivo.

Após o recebimento da ação (protocolada sob o número 0812074-38.2016.4.05.8400) pela Justiça Federal, José Agripino e Felipe Maia serão citados para apresentar contestação.

Carlos Augusto desdenha de Alex do Frango e manda primeiro recado para a Câmara

O ex-deputado e esposo da prefeita diplomada Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto Rosado, foi irônico ao dizer ao jornalista Bruno Barreto que Alex do Frango seria o próximo presidente da Câmara. Ao fazer isso, Carlos não só desdenhou do vereador de segundo mandato, como também mandou um recado para a Câmara Municipal: ele acredita que não só vai interferir no órgão, como pretende decidir o rumo da prosa na casa que tem como obrigação fiscalizar o Executivo.

Carlos que é tido como o principal articulador político do Oeste, fama que ganhou sobretudo pela imprensa paga ou construída por ele mesmo, vem de um período de derrocadas. Ao assumir o comando do governo do Estado como Secretário Chefe de Gabinete, à época em que sua mulher foi governadora, tentou impor seu poder à Assembleia Legislativa, mas acabou batendo a cara contra o muro. Provocou crises monumentais e terminou saindo como pior governo da história do RN: mais de 90% de rejeição.

Aqui em Mossoró, ele acredita ter poder absoluto e nem de longe tem obrigação de respeitar os novos políticos. Alex do Frango não é a única vítima do desdém de Carlos, mas toda a Câmara Municipal, sobretudo os recém eleitos, que terão de fazer reverência ao velho líder rosalbista, pelo menos é assim que ele pensa. Resta saber se Carlos Augusto está certo ou se a maioria dos vereadores terão a dignidade de não se deixar cair em tentação e se livrar do mito do maior articulador dos Rosados.

Rosalba pede “fim das picuinhas”, mas não garante nada da parte dela

Durante entrevista à TV Cabo Mossoró, a prefeita diplomada Rosalba Ciarlini (PP) disse que é hora de “deixar de picuinha” e pensar em Mossoró. Ela se refere ao processo impetrado pela coligação do ex-candidato Tião Couto (PSDB) que pede a cassação de seu mandato por desaprovação das contas de campanha. Tião também tentou impedir a diplomação dela e da vice no dia deste evento, alegando o mesmo problema. Não conseguiu.

Rosalba pede paz para ela, mas passou três anos ordenando que sua emissora de rádio, a Rede Potiguar de Comunicação (RPC), atacar, despudoramente, o prefeito Francisco José Júnior (PSD). Durante todo este período, mesmo quando patrocinada pela Prefeitura, a grade de programação da Rádio era voltada, desde as primeiras horas da manhã até o seu encerramento, para atacar a atual gestão sem dar direito de voz ao outro lado.

Rosalba foi inimiga política da prima Sandra Rosado (PSB) durante décadas. Foi Sandra quem conseguiu, através da Justiça, a cassação de Cláudia Regina (DEM) e quem colocou Rosalba em situação de não poder concorrer à reeleição em 2014. As duas mantiveram a picuinha até que uma rosa precisou da outra para se manterem na política. Como se observa, o pedido foi conveniente, mas ela não garante nada de sua parte.

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