sexta-feira, 24 novembro, 2017.
Política

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Contraditório, Rogério Marinho defende anistia para caixa dois

Maior representante da direita extremista no Rio Grande do Norte, o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) é daqueles políticos defensores do “para os inimigos a lei, para os amigos, e para mim mesmo, a razoabilidade”. Com seu discurso agressivo contra minorias ditas de esquerda e com tom de ódio contra o PT, o deputado disse, em entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, que “há dois ou três itens nas 10 leis contra a corrupção que são totalmente atentatórios contra o Estado de Direito”.

Apesar de ter sido favorável ao impeachment da presidenta Dilma que até hoje acusa o Congresso e o Senado de não provarem que ela cometeu crime, e de pedir, constantemente a prisão de lideranças de esquerda baseando-se apenas em delações, ele diz que “manter alguém preso até que ele confesse ou devolva recurso que teria sido subtraído antes do julgamento é voltar à idade média”.

Rogério chama de subjetivo o entendimento da nova lei ao “dizer que a prova obtida de forma ilegal pode ser legalizada se houver boa-fé do Ministério Público”. Ainda segundo o parlamentar, as delações contra gestores têm peso maior do que para quem não está exercendo mandado no Executivo. Como se não bastasse a contradição, Rogério ainda cita a criticada “convicção” para justificar a legalidade ou não das provas.

Para completar o show de incoerência, Rogério Marinho diz que os recursos recebidos da Odebrecht para a suas campanhas vieram do partido e não diretamente da empresa. Para ele, se houve alguma troca irregular para a chegada desse dinheiro, precisa ser investigado mais acima. Ou seja, mesmo se o dinheiro que ele usou tenha sido ilegal, ele não deve ser responsabilizado por “não saber” a origem desse recurso.

Um novo partido para a esquerda?

 

Temendo ser extinto, o PSOL estaria discutindo, junto com dissidentes do PT e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a criação de uma nova sigla partidária no Brasil. As informações são destaque em toda a imprensa nacional.

Isso porque a emenda à Constituição (PEC) que institui a chamada cláusula de barreira, aprovada em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e que deve ser votada em breve pelo plenário, pode reduzir para nove os 35 partidos existentes hoje no País.

Se isso acontecer, apenas PSDB, PMDB, PSB, PT, PDT, PP, DEM e PR continuarão existindo. Isso porque, o texto da PEC diz que para ter legitimidade, o partido precisa ter 2% dos votos válidos em todo o território nacional e alcançar o mesmo percentual em pelo menos 14 unidades da Federação.

Temer dá três calotes consecutivos nos municípios, acusa presidente da Femurn

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Ivan Júnior, acusa o Presidente da República, Michel Temer, de aplicar três calotes nos municípios brasileiros ao reduzir ou deixar de repassar recursos da repatriação de dinheiro mantidos por brasileiros no exterior sem declaração à Receita Federal. Com isso, segundo Ivan, acaba qualquer esperança que o governo dele poderia ser municipalista. “Isto é lamentável para o país”.

Nesta sexta-feira, 18, a Federação lançou uma nota de repúdio e avisou que entrará na Justiça para garantir os repasses de juros e multas da repatriação. De acordo com a nota, as cidades tiveram redução de 99% nos recursos da segunda parcela, a ser paga no próximo dia 20 de novembro. O valor seria de aproximadamente R$ 200 milhões para todos os municípios do país, mas caiu para R$ 2 milhões.

Antes da queda na segunda cota, os municípios já haviam sido excluídos do recebimento de multas e juros dos valores da repatriação; e receberam a primeira parcela 15% menor que o estimado inicialmente, concretizando os três calotes. Com a queda, o recebimento dos recursos se torna praticamente nula. Os municípios de coeficiente 0,6 irão receber apenas R$ 142,16, e os de coeficiente 0,8 receberão R$ 189,55. Mesmo os municípios de maior coeficiente, que é 4,0, receberão apenas R$ 947,73.

Alan Silveira deve começar com minoria na Câmara de Apodi

O jogo parece que vai se inverter em Apodi. Se o prefeito Flaviano Monteiro (PC do B) não conseguiu maioria na Câmara Municipal durante todo o seu governo, parece que agora será a vez de sua oposição, vencedora da última campanha, sentir o gostinho da oposição legislativa. É que, apesar de ter perdido a eleição, Flaviano acabou fazendo maioria na Câmara e, pelo que se desenha, o prefeito eleito Alan Silveira (PMDB) vai ter de conviver com a minoria dos vereadores.

Na última sexta-feira, 18, os vereadores da “Nova Geração” – grupo de Flaviano – voltaram a se reunir para um almoço na isolada área de alimentação da Barragem Santa Cruz. Participaram os reeleitos Genivan Varela e Chico de Marinete, do PCdoB, Júnior Carlos (PSB) e Soneth Ferreira (PP), além recém-eleitos Charton Rêgo e Gilvan Alves do PT do B e Paulo de Telécio do PSD que retorna à casa. O grupo conta ainda com o apoio do também eleito Bebé Gama (PTdoB), mas este não compareceu.

Vereadores da
Vereadores da “Nova Geração” voltaram a se reunir em Apodi. (Foto: Apodiário)

É provável que saia desse grupo o próximo presidente da Câmara de Apodi, afinal eles são oito dos 13 vereadores da Casa. Para virar o jogo, Alan Silveira precisaria atrair no mínimo dois desses nomes para a sua base. Até pode ser possível, mas as últimas legislaturas mostraram que é mais interessante para o Legislativo ser independente. Além disso, a participação do Gilvan Alves nesta articulação, diminui muito as chances do prefeito eleito.

Quem terá mais força para eleger o novo presidente da Câmara de Mossoró?

Não será fácil escolher o novo presidente da Câmara de Mossoró. O silêncio sobre o pleito é uma indicação de que, nos bastidores, muita coisa está acontecendo. Eleitos e reeleitos pouco tocam no assunto, sugerindo apenas que “ainda não é o momento”. Por hora, apenas o grupo do prefeito Francisco José Júnior (PSD) ensaia algum avanço tendo como suposto nome o vereador reeleito Alex do Frango (PMB). Não para menos, afinal a coligação do prefeito elegeu 13 dos 21 candidatos no último pleito. Embora desses, alguns tenham se bandiado para o lado da prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP), ainda assim a oposição segue com maioria. Há ainda a chance de contar com o apoio do PT que elegeu apenas Isolda Dantas, ex-secretária de Cultura do Município.

Vereador Alex do Frango estaria costurando apoio da maioria eleita na coligação do prefeito Francisco José Júnior
Vereador Alex do Frango estaria costurando apoio da maioria eleita na coligação do prefeito Francisco José Júnior

Na possibilidade de se manter a união entre os grupos de Francisco José Júnior e de Tião Couto (PSDB), o número de vereadores dessa coalisão pode se manter entre 13 e 16, caso os dissidentes retornem à base ao menos para a eleição. Rosalba que elegeu apenas quatro se mantém silente, mas esse comportamento ela vem adotando desde a pré-campanha. Não quer se comprometer, nem aceita ninguém em seu grupo com poder para desafiá-la. Isso pode comprometer a candidatura de Sandra Rosado (PSB) que já deu sinais de que quer o cargo. É possível que isso tenha sido colocado na mesa de negociação para o acordo com Rosalba no último pleito, mas resta saber quantos estão dispostos a acompanhar a ex-deputada e seu gênio forte.

O salto alto de Rosalba é outro fator que pode fazê-la perder a presidência da Câmara. É que, assim como na campanha, ela não está disposta a ceder. Acostumados com a gestão Francisco José Júnior, possivelmente a que mais beneficiou os aliados, os vereadores não se contentarão com o pouco que, nos bastidores, dizem que vem sendo oferecido por ela. Neste sentido, independente, a Câmara terá muito mais força, visto que os vereadores poderão ganhar mais visibilidade e atenção do povo fazendo oposição à Rosa.

Por fora, dois nomes já foram cogitados: Isabel Montenegro (PMDB) e Francisco Carlos (PP), no entanto, sozinhos nem um nem outro apresenta condições de arregimentar suas candidaturas. Isabel até ontem era aliada do prefeito Francisco José Júnior, mas sua virada para Rosalba logo no início do pleito a afastou do grupo. A situação da vereadora fica ainda mais complicada após recente decisão do Juiz Cláudio Mendes Júnior, que determinou a perda de mandato da vereadora.

Francisco Carlos é do partido de Rosalba, mas já teve sua chance como presidente do Legislativo, sendo eleito a duras penas com grande apoio do governo para quem virou as costas pouco tempo depois. Na Câmara há quem diga que ele não seria um nome de consenso e, portanto, neste momento, é praticamente carta fora do baralho.

 

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