terça-feira, 24 Abril, 2018.

Arquivos diários: 2 de Janeiro de 2018

Saúde do governo Rosalba foi ao precipício em 2017

Quando assumiu, em 1o de janeiro de 2017, Rosalba teve pela frente a missão de dar continuidade aos índices que estavam dando certo na saúde, ao contrário disso, fechou diversos serviços e copiou outros da gestão passada, trocando apenas o nome.

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) sofreram o ano inteiro com o desabastecimento, onde até mesmo o básico faltou. Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) idem. Foi uma calamidade absoluta.

Desde o início de sua gestão, nos primeiros dias, a atitude foi cortar tudo o que a gestão anterior fez. Por exemplo, de 3 a 4 médicos de plantão, hoje se tem notícias de que só 1 atende. as vezes 2. Presença da guarda municipal nas UPAs, que foram retiradas e depois da pressão popular, retornaram.

“Chegamos lá e percebemos que não existiam remédios para diabetes, nem para pressão, nem para pacientes com problemas mentais e nem gaze”, denuncia a vereadora Isolda Dantas, após inspeção na Unidade de Saúde da comunidade Jucuri, zona rural de Mossoró.

“Está faltando medicamentos nas unidades de saúde do município, o lixo hospitalar não está sendo recolhido por falta de pagamento da empresa que faz este serviço, os médicos não recebem desde julho, as cirurgias eletivas estão suspensas desde o início do ano e o repasse do SUS para os hospitais de Mossoró estão sendo retidos ilegalmente na Prefeitura desde o dia 10 de setembro”, disse o vereador Alex do Frango.

“Faltam insumos básicos, faltam diversos remédios, muitos serviços são bancados pelos próprios funcionários. Tem até médico que vai trabalhar usando mototáxi, por falta de transporte público”, relata o vereador Petras Vinicius.

Aberta na gestão Francisco José Jr, a UPA do Belo Horizonte abrigava um serviço importante para a população, a ortopedia. Fechada por Rosalba assim que assumiu o governo. Mossoró também conta com um raio-x de última geração, que valeu milhões, comprado pelo antigo gestor e que também não está sendo operacionalizado na atual gestão. Está encostado. Sem uso.

O PAM do Bom Jardim, que funcionava aos sábados, trazendo ainda mais saúde para a população foi fechado. A abertura aos sábados trazia ainda mais conforto para quem não podia se deslocar na semana.

A Maternidade Almeida Castro sofreu uma transformação e hoje é referência. Até anos atrás as mães de Mossoró eram levadas para outros municípios para terem seus filhos. Após uma intervenção judicial e total apoio da Prefeitura, os partos se tornaram mais humanizados. O governo Rosalba tem retido os repasses mês a mês, muitas vezes só realizando o pagamento após decisão judicial.

Outro fator impactante na vida dos usuários das Unidades Básicas do município foram os constantes assaltos. Algumas unidades já chegaram a ser assaltadas mais de 10 vezes. Algumas não mais abriram por medo e colocaram faixas em frente dos prédios alegando não abrir mais por conta da insegurança.

 

NOTÍCIAS DA ÉPOCA DE GOVERNADORA MOSTRAM DESPREPARO COM A SAÚDE

a) O Ministério Público do Rio Grande do Norte protocolou uma ação civil pública contra a governadora Rosalba Ciarlini e os secretários de Saúde e Planejamento, Isaú Gerino e Obery Rodrigues, respectivamente, por causa do desabastecimento das unidades de saúde mantidas pelo estado.

A promotora Iara Maria Pinheiro de Albuquerque pede a fixação de multa diária e pessoal no valor de R$ 10 mil a cada um deles até que os estoques dos hospitais sejam reabastecidos ininterruptamente. Desde 4 de julho, a governadora decretou estado de calamidade na saúde. (16.08.2012 – G1/RN)

b) Rosalba acaba de decretar estado de calamidade na saúde pública do RN. A ação, segundo ela, visa dar celeridade às ações para melhorar o atendimento da precária rede pública. 

É fundamental apontar a falta de prioridade e planejamento por parte da administração rosada. A gestão estadual não pode apenas apresentar soluções de momento, mas planejar às atividades a longo e médio prazo. A governadora já está administrando o Estado há mais de 500 dias. Teria todas as condições de efetivar um planejamento, sem aperreios, de uma área tão sensível, sobretudo, para os mais pobres. O caos na saúde é a derrota de Rosalba – médica pediatra.

E não adianta usar o argumento retrovisor. Apesar da saúde no passado não ter funcionado a contento, é fato, por exemplo, que Rosalba Ciarlini fez cortes no orçamento deste ano de 2012 para a saúde. Em que pese os recordes mensais que a arrecadação não cansa de apresentar, a pasta teve diminuição orçamentária de 1,3%. Isto implica uma perda de 18 milhões em relação a 2011.

E aí, portanto, cabe a pergunta: se não tivesse cortado no início do ano, planejado e investido desde o começo de 2012, a situação não estaria menos desfavorável? (04.07.2012 – Carta Potiguar)

c) A governadora fez um apelo aos grevistas para que usassem o “espírito humanitário” e negociassem a pauta de reivindicações com a greve encerrada. O Sindsaúde avalia a disposição como “no mínimo duvidosa”. “Durante mais de dois meses, nosso sindicato tentou em vão uma negociação com a Secretaria de Administração, que chegou a dizer que ‘não tinha agenda’ para receber os servidores”, diz a nota do sindicato. (05.08.2013 – G1/RN)

d) A prefeita de Natal, Micarla de Sousa e a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, trocaram acusações públicas através do Portal Nominuto.com. Ambas tentam se eximir da culpa pelo caos na saúde que toma conta do municício e do Estado, alegando boicote político e neglicência. Em nenhum dos dois casos, entretanto, assumiu-se qualquer responsabilidade pelos problemas que se agravam a cada dia. 

A situação mostra claramente o despreparo das duas gestoras em relação à manutenção do bem estar público. Ao invés de pactuar para melhorar a situação vivenciada pelos norte-riograndenses, ambas preferem promover um bate-boca público e irresponsável. (01.06.2012 – Portal do deputado Mineiro)

Continua em uma próxima postagem…

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O canteiro de Rosa vira um jardim de impostos num oásis de paciência do povo

No Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), assumiu o cargo de Wilma de Faria

Um ano difícil, mas sem maiores desgastes. Essa frase resume bem o ano da prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Mas o desgaste deveria ser muito maior se o povo de Mossoró mantivesse o espírito cidadão dos tempos de Francisco José Junior.

A mídia, via de regra, abandonou o estilo vibrante e fiscalizador do passado recente. Foram poucas denúncias, o povo se manifestou apenas em escassas postagens nas redes sociais.

Nada que se compare com o surto de cidadania do passado. O primeiro ano de governo foi um oásis de paciência.

Isso favoreceu a “Rosa”. Assim ela pôde iniciar o ano pagando o mico do ano anunciando para a amiga Betinha que Mossoró teria voos comerciais. A promessa não se cumpriu e nem era da prefeita, mas do governador.

Rosalba foi poupada.

Na Câmara Municipal ela fez o que quis. Escolheu quem seria governo e oposição bem ao estilo Carlos Augusto Rosado de fazer política. Na casa legislativa fez barba, cabelo e bigode aprovando a taxação de serviços de manicure e cabeleireiros. A base dela jura que não é bem assim.

O Canteiro da Rosa foi regado com muita água via aumentos que chegaram a 300% no IPTU. O povo de Mossoró aceitou resignadamente. Poucas foram as reclamações. A prefeita, claro, disse que não era bem assim e jogou a culpa em Francisco José Junior que encomendou o estudo que proporcionou aumento do tributo.

A passagem de ônibus subiu sem que os usuários fizessem protestos. Não teve pau de arara, só pau em cima de quem não tem transporte particular.

A prefeita foi eleita garantindo que fez e saberia fazer mais. Assumiu o cargo prometendo cortar 50% dos cargos comissionados num decreto que se autodesmentia. Não era bem assim, né? Os cortes excluíam diretores de escolas e unidades básicas de saúde. No fim das contas foram mais de 500 comissionados e nem mesmo ela sabia mais dizer quantos foram nomeados. O Ministério Público questiona o cumprimento do decreto.

A necessária Secretaria Municipal de Cultura foi recriada ampliando os quadros. Tudo bem confuso e não esclarecido. Até aqui a promessa do Rio Branco 2.0 da campanha não foi cumprida. A Praça da Convivência está aos cacos. Sem contar que o Mossoró Cidade Junina foi feito “nas coxas”.

A prefeita ainda suspendeu as cirurgias eletivas por quase todo o ano de 2017 e se viu envolvida num jogo de informação e contrainformação quanto ao número de procedimentos realizados após o retorno do serviço. Isso sem contar que os problemas do antecessor seguiram como a falta de medicamentos e médicos.

Um retrocesso com as digitais da prefeita foi a retirada das cirurgias ortopédicas da UPA do Belo Horizonte. Não teve protesto, mas aconteceu.

O ano se encerrou com o polêmico projeto que prevê a inclusão no SPC e Serasa dos cidadãos que atrasam impostos. A prefeita explica que não é bem assim mais uma vez.

A indústria da multa nunca esteve tão em alta como nesse primeiro ano de gestão. Até multa para quem dirigia “curioso” teve.

Na segurança Rosalba fechou as BICs sem anunciar. Ficou por isso mesmo. Sempre considerei duvidosos os resultados desse serviço, mas o fato é que Mossoró teve 249 homicídios em 2017. Um estouro no recorde anterior que era de 217. A prefeita teve culpa no cartório, mas encerrou o ano com mais um mico “padrão Betinha” tentando dizer que as tropas federais vieram graças a um pedido dela quando na verdade quem solicitou foi o governador Robinson Faria (PSD), única autoridade com prerrogativa constitucional para isso.

De positivo, a folha de pessoal em dia com alguns pagamentos fora do mês trabalhado. Mas alguns servidores alegam que não é bem assim…

As terceirizadas seguiram no destino trágicos de pais de família que passam necessidades. Mas a prefeita anunciou que pagou mais de R$ 20 milhões as empresas. Mas o rombo segue.

A quarta passagem de Rosalba pela Prefeitura de Mossoró é um reencontro com a governadora. O primeiro ano da prova dos nove para saber se ela é a gestora mítica das vacas gordas ou a ineficiente chefe do executivo estadual deixou um saldo negativo. Ela não foi bem.

Quem sabe com o caixa cheio graças ao aumento de impostos e indústria da multa no trânsito a todo vapor traga algum alento a uma gestão que não disse a que veio, ainda.

O canteiro da rosa virou um jardim de impostos no oásis de paciência do eleitor mossoroense.

Por Bruno Barreto (www.blogdobarreto.com.br)

No Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), assumiu o cargo de Wilma de Faria
No Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), assumiu o cargo de Wilma de Faria

Após decisão judicial, PMs começam a voltar às ruas no RN

Após decisão da Justiça do Rio Grande do Norte que determinou a prisão de policiais que promovam e defendam a paralisação iniciada no dia 19 de dezembro, policiais militares começaram a deixar os batalhões da região metropolitana de Natal para fazer patrulhamento, durante a manhã desta terça-feira (2). Algumas equipes permaneceram nas unidades.

A Justiça também determinou multa diária de R$ 100 mil para as associações que representam os militares. Apesar de as associação de militares negarem que haja uma greve, reforçaram que a operação ‘Segurança com Segurança’ – segundo a qual os militares só devem atuar com carros e equipamentos em condições de uso – continua.

Policiais militares, civis e bombeiros do estado estavam paralisados desde o dia 19 de dezembro, em protesto contra atrasos salariais. Sem policiamento nas ruas, houve aumento da violência. Foram registrados de arrombamentos, assaltos e homicídios. No último final de semana, o governo federal enviou 2,8 mil homens e mulheres das Forças Armadas para reforçar a segurança no estado.

Policiais civis, que atuam em regime de plantão desde o dia 20 de dezembro, tiveram reunião com a delegada-geral de polícia na manhã desta terça-feira (2) e agendaram uma assembleia para o período da tarde.

Carros circulando

No início da manhã, dois dos cinco carros do 9º BPM deixaram a unidade. Segundo os policiais, as outras viaturas não estavam em condições de uso. Nas horas seguintes, três carros saíram do 1º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento na Zona Leste da capital, e cinco viaturas do 5º Batalhão tomaram as ruas na Zona Sul da capital. As confirmações são dos comandantes e oficiais das unidades.

Até a metade da manhã, o 4º Batalhão na Zona Norte da capital não tinha carro circulando nas ruas. De acordo com os policiais, os veículos estavam sendo adequados para uso.

Na região metropolitana de Natal, também foi confirmada a saída de uma viatura do 11º Batalhão da PM em Macaíba. No 3º Batalhão de Parnamirim, duas viaturas foram levadas pelas equipes a uma oficina. De acordo com os policiais, o patrulhamento iria começar logo que os carros estivessem prontos.

Segundo os policiais, muitas viaturas não foram usadas por falta de condições de uso. Por causa disso, os comandantes aumentaram os números de policiais nos carros. Enquanto normalmente o patrulhamento é feito por três policiais, as equipes estão com cinco militares.

Em Mossoró, na região Oeste potiguar, 50% das viaturas estão fazendo patrulhamento, segundo a PM.

Por Igor Jácome, G1 RN

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