domingo, 25 agosto, 2019.

Arquivos diários: 11 de abril de 2018

IBGE: ricos receberam 36 vezes acima do que ganharam os pobres em 2017

Em 2017, os ricos do país ganharam 36,1 vezes mais do que metade dos mais pobres. Este grupo 1% mais rico da população brasileira, em 2017, teve rendimento médio mensal de R$ 27.213. O valor representa, em média, 36,1 vezes mais do que metade do que receberam os mais pobres – cujo renda mensal foi de R$ 754 naquele ano. Em 2016, o grupo mais rico ganhava 36,3 vezes mais do que a média do rendimento de metade dos mais pobres.

Os dados fazem parte da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017, divulgada hoje (11) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

A publicação revela que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, em 2017, foi de R$ 263,1 bilhões. Deste total, os 10% da população com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% do total. Os 10% menores rendimentos detinham apenas 0,7% da renda.

Para o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, os números mostram que a desigualdade ainda é grande no país. “Vamos separar a população inteira, do mais baixo ao mais alto. Se você pega metade dela, verá que a média de rendimento médio dos 50% que ganham menos é de R$ 754, valor mais que 36 vezes menor do que o rendimento da população que ganha os maiores salários, e que chega a R$ 27.213. Os 10% com os maiores rendimentos chegam a deter 43% do total recebido”, afirmou.

Concentração

Na região Sudeste, a concentração de renda foi ainda maior. Nesta região, está a maior parcela da população e reúne rendimento médio mensal real do grupo de 1% mais ricos. No Sudeste, este grupo chegou a ter concentração 33,7 vezes superior ao rendimento médio mensal real de 50% da população com os menores rendimentos – em 2016 era de 36,3 vezes.

A região que apresentou a menor relação foi a Sul (25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016). Em 2016, o número era 36,3 vezes maior.Também foi o Sul que teve a menor desigualdade  com 25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016.

O estudo do IBGE compara o rendimento da população do ponto de vista da distribuição por Grandes Regiões, tipo de rendimento, sexo, cor ou raça, nível de instrução, levando em consideração os indicadores de concentração de renda. Também são avaliados os programas de transferência de renda do governo federal.

Rendimento do trabalho

Os dados do IBGE indicam que, em 2017, as pessoas que tinham rendimento de todos os trabalhos correspondiam a 41,9% da população residente, o equivalente a 86,8 milhões de pessoas, percentual afetado pela crise econômica que afetou o país. Em 2016, o percentual chegava a 42,4% Em 2017, 24,1% dos residentes (50 milhões) possuíam algum rendimento proveniente de outras fontes. Em 2016 este percentual era menor: 49,3 milhões de pessoas tinham rendimento de outras fontes, o equivalente a 24% dos residentes.

O rendimento de outras fontes, mais frequente na população, vinha de aposentadoria ou pensão. Em 2017, 14,1% da população recebia por aposentadoria ou pensão; 2,4%, por pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador; 1,9%, por aluguel e arrendamento; enquanto 7,5% recebiam outros rendimentos, como seguro-desemprego, programas de transferência de renda do governo, rendimentos de poupança, valores similares aos de 2016.

Para o coordenador da Pnad Contínua, os números derrubam o mito de que principalmente nas regiões Norte e Nordeste, os programas de transferência renda respondem pela maior parte do rendimento das famílias.

“Isso não é verdade. Quando olhamos o país como um todo, observamos que 73,8% da composição do rendimento da família vem do trabalho, !9,4% de aposentadoria ou pensão e outros rendimentos como aluguel (2,4%), e o restante de pensões, doação de não morador.”

Bolsa Família

Com relação aos programas de transferência de renda do governo federal, a pesquisa constatou que o percentual das famílias brasileiras que recebiam o Bolsa Família caiu 0,6 ponto percentual entre 2016 e 2017, ao passar de 14,3%para 13,7%.

Segundo a pesquisa, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família em 2017 foi de R$ 324, bem inferior ao rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos que não recebiam, que era de R$ 1.489.

Os dados indicam que os maiores percentuais de famílias que recebiam algum tipo de benefício dos programas de transferência de renda do governo estavam localizados, no ano passado, nas regiões Norte e Nordeste, com respectivamente 25,8% e 28,4% dos domicílios.

Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) era recebido por 3,3% dos domicílios do país, que tinham rendimento médio real domiciliar per capita de R$ 696 reais. As regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores percentuais (5,6% e 5,2%, respectivamente).

Desigualdade por cor, sexo e instrução

Os números da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017 mostram a continuidade de distorção histórica do mercado de trabalho do país: a desigualdade salarial entre homens e mulheres, cor e raça e por nível de escolaridade.

A pesquisa ratifica a persistência do salário maior para os homens do que para as mulheres. Enquanto o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, no Brasil, foi de R$ 2.178; entre os homens, esta média chegou a R$ 2.410. Já para as mulheres, o rendimento médio mensal registrado foi de R$ 1.868, ou seja: o equivalente a 77,5% do rendimento masculino. Em 2016, essa proporção era ainda menor: 77,2%.

As regiões Nordeste e Norte, apesar de terem os menores valores de rendimento médio mensal real para ambos os sexos dentre todas as demais regiões, apresentaram as maiores proporções de rendimento das mulheres em relação aos homens: Isto é, as maiores taxas de proximidades.

No Nordeste, o salário da mulher equivalia a 84,5% do salário do homem em 2017, enquanto no Norte este percentual era de 87,9%. Em 2016, o salário da mulher equivalia a 88,4% do homem no Nordeste e a 89,2% no Norte.

A Região Sudeste, que registrou a segunda maior média salarial para as mulheres (R$ 2.053) e a maior para os homens (R$ 2.810), foi, paralelamente, a região onde as mulheres registraram a menor proporção do rendimento masculino (73,1% em 2017 ante 71,7% de 2016).

“O Brasil é um país bastante desiguais quando se leva em conta os cortes por sexo, cor e raça, nível de instrução e regiões distintas do país. “Nós somos praticamente cinco país em um só demonstrados pelo retrato de cada uma das cinco regiões”, afirmou o coordenador da pesquisa.

Do ponto de vista da cor e da raça, o IBGE constatou que o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas era, em 2017, de R$ 2.814, maior que os rendimentos observados para as pessoas pardas (R$ 1.606) e pretas (R$ 1.570).

As mulheres brancas apresentaram rendimentos 29,2% superiores à média nacional de R$.2 178, enquanto as pardas e pretas receberam rendimentos 26,3% e 27,9%, respectivamente, inferiores a essa média.

A mesma distorção foi observada quando a análise é feita sob o ponto de vista do grau de escolaridade, com o nível de instrução se mostrando indicador importante na determinação do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, apresentando uma relação positiva, ou seja: quanto maior o nível de instrução alcançado, maior o rendimento.

“As desigualdades pelos cortes de cor (preta ou parda em relação a Branca) chega a quase à metade. A diferença persiste porque há, no Brasil, como em outras partes do mundo, maior rendimento para aqueles que tem nível superior. Só que a participação de pessoas de cor de nível superior no Brasil é muito baixa”, acrescentou Azeredo.

Segundo o levantamento, as pessoas que não possuíam instrução apresentaram o menor rendimento médio: R$ 842. Por outro lado, o rendimento das pessoas com ensino fundamental completo ou equivalente foi 67,3% maior, chegando a R$ 1.409.

Por fim, aqueles que tinham ensino superior completo registraram rendimento médio aproximadamente 3 vezes maior que o daqueles que tinham somente o ensino médio completo e mais de 6 vezes o daqueles sem instrução.

Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Comissão debate formas de garantir Educação Inclusiva nas escolas de Natal

Uma reunião da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, realizada nesta terça-feira (10), trouxe para o plenário da Câmara Municipal de Natal a discussão sobre a inclusão escolar na capital potiguar. O debate foi mediado pela vereadora Júlia Arruda e contou com a participação de gestores e professores das redes pública e privada de ensino, além das vereadoras Nina Souza e Carla Dickson e dos vereadores Franklin Capistrano e Preto Aquino.

Durante o encontro foram apresentados dados do último Censo Escolar, publicado em janeiro deste ano, com um recorte da educação assistiva na rede de ensino no Brasil. “O relatório mostra que ainda temos que avançar muito. A partir disso queremos saber como está a situação em Natal. Sabemos que existem dificuldades para receber e acolher pessoas com algum tipo de deficiência nas escolas públicas e particulares”, destacou a vereadora Júlia Arruda.

Segundo ela, é preciso ter em mente que o Rio Grande do Norte é um dos estados com maior número de pessoas com deficiência e qualquer mudança positiva na qualidade de vida desta parcela da população começa na educação. “Não podemos pensar em inclusão social sem que este conceito esteja completamente inserido nos alicerces das nossas escolas”, completou.

A chefe do setor de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação, Suedna Varela, aproveitou para expor as medidas que a Prefeitura tem tomado para incentivar a inclusão nas unidades de ensino. “Mensalmente realizamos cursos de capacitação focados na educação inclusiva com os professores da rede. As novas escolas estão sendo entregues completamente adaptadas e as antigas estão passando pelo mesmo processo de adaptação”.

Tânia Scarsanella, da Coordenadoria de Interação da Pessoa com Deficiência (CORDE), falou sobre a relevância do debate promovido pelo Legislativo natalense. “O que está sendo tratado aqui é muito importante, haja vista que a escola é o início de tudo e a pessoa com deficiência precisa ter acompanhamento desde os primeiros anos de vida. Somos uma coordenadoria estadual com a função de realizar a integração das políticas públicas de diversas secretarias do Governo do Estado que tenham relação com a temática da inclusão”, explicou.

Juliana Pinheiro, do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual Iapissara de Aguiar (CAP), disse que a reunião da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência constitui uma oportunidade para que o Poder Público possa tomar conhecimento das dificuldades enfrentadas diuturnamente pelas instituições empenhadas na inclusão social. “Também é uma chance para mostrar à sociedade o que estamos fazendo, como trabalhamos e o que pretendemos alcançar”.

Texto: Junior Martins
Fotos: Elpídio Júnior

Campanha de vacinação contra a gripe tem início dia 23 de abril

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2018 será realizada no período de 23 de abril a 1° de junho, sendo 12 de maio o “Dia D” de mobilização nacional. De acordo com a Coordenação Estadual de Imunizações (CEI), a estimativa para esta edição é vacinar mais de 54,4 milhões de pessoas em todo país e 879.430 no Rio Grande do Norte. Tendo como meta vacinar, pelo menos, 90% dos grupos prioritários.

Fazem parte dos grupos elegíveis para a vacinação as crianças na faixa etária de seis meses a menos cinco anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indivíduos a partir dos 60 anos, trabalhadores da saúde, professores de escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Segundo Katiucia Roseli, coordenadora de Imunizações, “em 2017, o RN vacinou 85,7% desta população, e para este ano a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) está concentrando esforços, por meio da CEI e das Unidades Regionais de Saúde, para que os municípios vacinem o máximo possível de pessoas pertencentes aos grupos prioritários. A ideia é que assim se possa reduzir as internações, complicações e óbitos causados por influenza”.

A influenza, mais conhecida como gripe, é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais). De acordo com a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesap, este ano, nos meses de janeiro e fevereiro foram notificados 18 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com dois óbitos.

A gripe é uma doença altamente contagiosa e pode se espalhar de forma rápida em locais fechados. No Brasil tem sua sazonalidade nos meses de maio até o final do inverno. O tempo de incubação do vírus pode variar de um a três dias. Os sintomas da doença podem prevalecer de três a sete dias e a recuperação do paciente pode levar até duas semanas. Os sintomas são geralmente: febre alta, dor no corpo, de garganta e de cabeça, corrimento do nariz, excesso de catarro, tosse e fraqueza muito grande. Quando não tratada corretamente pode evoluir para outras doenças como a bronquite e a pneumonia bacteriana.

“Para diminuir a proliferação do vírus alguns cuidados podem ser reforçados no período em que a pessoa estiver com gripe, como lavar sempre as mãos com água e sabão, ou, ainda, usar álcool 70%, principalmente após tossir e espirrar. Utilizar lenços descartáveis, deixar ventilado o ambiente, cobrir boca e nariz sempre que espirrar ou tossir, não tocar na região dos olhos, nariz e boca sem que a mão esteja limpa, não compartilhar objetos de uso pessoal, como garrafas, copos e talheres”, reforça Katiucia Roseli.

A coordenadora ainda enfatiza que para as pessoas que ainda não estão doentes, com alguns cuidados a influenza pode passar longe. Se for do grupo prioritário, é imprescindível a vacina, além disso, deve manter hábitos de vida saudáveis, praticar exercícios físicos regularmente e evitar um contato maior com pessoas doentes, como abraçar, beijar e dar apertos de mãos. “E se possível evitar participar de aglomerações em épocas em que o número de casos da doença for alto”, conclui Katiucia Roseli.

Servidores da Prefeitura de Mossoró poderão entrar em greve mais uma vez

Numa assembleia realizada hoje pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum) foi deliberada uma parada de advertência para o dia 24 deste mês, mesmo dia em que a diretoria do sindicato se reunirá pela terceira vez com a comissão de negociação da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Texto e foto do blog do Ismael Sousa

Apodi anuncia concurso para 2019 com vagas para nível médio e superior

O prefeito de Apodi Alan Silveira, na tarde de terça-feira (10), anunciou que irá realizar concurso público no município com vagas para os níveis médio e superior. O anúncio foi feito após reunião com sua equipe administrativa, financeira e jurídica.

Serão ofertadas vagas para a saúde, educação, administração e finanças para cadastro de titulares, com convocação imediata, e de reserva. A quantidade das vagas e os salários ofertados serão divulgados em breve.

O projeto do concurso será elaborado por uma comissão em até três meses e enviado para análise e aprovação pela Câmara de Vereadores. Depois disso, o município terá quatro meses para contratar a empresa que irá realizar o certame. As provas deverão acontecer no primeiro trimestre de 2019.

Para Alan, o concurso será uma forma de amenizar o déficit de servidores municipais. Ele destaca ainda que a sua realização foi um compromisso assumido ainda em campanha.

“O concurso público é uma necessidade do município e também um compromisso de campanha. Esses novos profissionais virão para aperfeiçoar ainda mais os nossos serviços, principalmente nas áreas da saúde e educação”, comentou o prefeito.

A última vez em que o município de Apodi realizou um concurso público foi em 2002, há mais de 15 anos.

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