domingo, 21 julho, 2019.

Arquivos diários: 3 de maio de 2018

Cruzeta volta a ter água nas torneiras

Os moradores de Cruzeta, na região Seridó potiguar, voltaram a ter água na torneira nesta semana. A cidade, que desde setembro de 2017 estava em colapso, voltou a ter água fornecida pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). Com isso, a região Seridó não tem mais nenhuma cidade em situação de colapso, conforme a estatal.

Com as últimas chuvas, o açude público de Cruzeta acumulou água suficiente para voltar a abastecer a cidade. Por enquanto, o fornecimento de água é feito em sistema de rodízio.

No estado, 12 cidades continuam em colapso, mas a previsão da Caern é que nos próximos dias esse número reduza para duas (São Miguel e Pilões).

Mesmo com as chuvas, a Caern reforça a necessidade de usar água racionalmente.

Cidades em colapso no RN

  1. Luís Gomes, desde outubro de 2011;
  2. Tenente Ananias, desde agosto de 2014;
  3. João Dias, desde novembro de 2014;
  4. São Miguel, desde janeiro de 2015;
  5. Pilões, desde março de 2015;
  6. Rafael Fernandes, desde novembro de 2015;
  7. Paraná, desde dezembro de 2015;
  8. Marcelino Vieira, desde fevereiro de 2016;
  9. Almino Afonso, desde março de 2016;
  10. José da Penha, desde novembro de 2016;
  11. Messias Targino, desde janeiro de 2018;
  12. Patu, desde janeiro de 2018.

Por G1 RN – Foto: Prefeitura de Cruzeta/Divulgação

Caso de carro que explodiu próximo ao shopping será investigado como homicídio

No inicio da noite de segunda feira, 30 de abril, a policia localizou um carro totalmente carbonizado com um corpo dentro, numa estrada carroçável entre o Partage Shopping e o Assentamento Sol Nascente em Mossoró.
Com a identificação do carro, Corolla, de placa NOA 9049 de Governador Dix-Sept Rosado, é possível acreditar que o corpo seja de Antônio Arieudes Marcio de Menezes de 35 anos de idade, que utilizava o veiculo como taxi para transporte de passageiros em viagene para Fortaleza.
O que restou do corpo da vitima estava no banco de trás do veiculo que foi queimado e explodiu, ficando totalmente destruído.
A família registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia, informando o desaparecimento de Arieudes e acredita que o mesmo foi assassinado.
Segundo informações, a ocorrência foi repassada para da Delegacia de Plantão para a DHPP e será investigado como crime premeditado “inicialmente homicídio”.
As informações estão sendo mantida em sigilo para não prejudicar o andamento das investigações, mais segundo informações, ainda essa semana, familiares e amigos mais próximos de Antônio Arieudes Marcio de Menezes, serão ouvidos pela equipe da Divisão de Homicídios.
Texto e foto: blog Passando na Hora

‘Sangra’ o Açude Mendubim, um dos 10 maiores reservatórios de água do RN

Açude Mendubim, um dos 10 maiores reservatórios do Rio Grande do Norte, está transbordando. A ‘sangria’ – nome que o sertanejo dá quando as águas sobrepassam as paredes de contenção – começou ainda na tarde da quarta-feira (2), por volta das 15h. A barragem fica na cidade de Assu, na região Oeste do estado.

Segundo o Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), o Mendubim tem capacidade para 76,3 milhões de metros cúbicos. Apesar de não ter captação para abastecimento por sistemas de adutoras, é uma importante reserva técnica. Suas águas deságuam no Rio Açu, e também são fundamentais para as comunidades do entorno e suas produções.

100% cheios

Além do Mendubim, outros sete reservatórios do estado também estão com o nível máximo de armazenamento. São eles: Apanha Peixe e Santo Antônio (em Caraúbas), Encanto (Encanto), Brejo (Olho D’Água do Borges), Riacho da Cruz II (Riacho da Cruz), Beldroega (Paraú) e Pataxó (Ipanguaçu).

Abril chuvoso

O sertanejo tem mesmo o que celebrar. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), o mês de abril foi o mais chuvoso dos últimos 7 anos no estado. A média foi de 208 milímetros, 45,5% acima da média histórica para o mês, que é de 143 mm.

Seca histórica

Os últimos seis anos foram castigantes no interior do Rio Grande do Norte. Com chuvas abaixo da média, o estado enfrentou a seca mais severa de todos os tempos. As chuvas que caíram no início do ano ainda não foram suficientes para reabastecer os grandes reservatórios, e os efeitos ainda são preocupantes.

Dos 167 municípios potiguares, 153 estão em situação de emergência por causa da escassez de água – o que representa 92% do estado. Além disso, 12 cidades ainda estão em colapso (Luís Gomes, Tenente Ananias, João Dias, São Miguel, Pilões, Rafael Fernandes, Paraná, Marcelino Vieira, Almino Afonso, José da Penha, Messias Targino e Patu) e outras 84 possuem sistemas de rodízio para garantir água encanada.

Por Anderson Barbosa, G1 RN – Foto: Bruno Andrade/BaDroneRN

Palanque de Carlos Eduardo pode ter 4 ex-governadores e duas décadas de poder

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT) decidiu no último fim de semana iniciar sua peregrinação pelo interior do Estado, ao lado do senador José Agripino, um dos seus potenciais companheiros de chapa, e já pleiteando o apoio da ex-governador Rosalba Ciarlini (PP). E confirmando a parceria entre Carlos Eduardo, Agripino, Rosalba e mais o senador Garibaldi Alves Filho (MDB), esse palanque poderá acumular quase 50 anos de gestão estadual, participando de forma direta ou indireta dos governos que se sucederam ao longo dos anos.

Contando apenas os anos que Agripino, Rosalba e Garibaldi comandaram o Estado, já se somam 17 anos de chefia do Executivo Estadual unido pela eleição do pré-candidato Carlos Eduardo Alves. Acrescentando a possibilidade de ter, ainda, o apoio do PSDB de Geraldo Melo, esse essa somaria fecharia com duas décadas de gestão estadual, agora, querendo lançar o nome do ex-prefeito como “opção” de renovação da chefia do Executivo Estadual.

Isso porque o PSDB tem, atualmente, o pré-candidato ao Senado Geraldo Melo, que assim como Agripino, Garibaldi e Rosalba, foi governador do Estado. Essa possibilidade, inclusive, foi ressaltada em análise do jornalista mossoroense e cientista social Bruno Barreto, que acompanhou boa parte das entrevistas que Carlos Eduardo concedeu enquanto esteve no Seridó.

“Carlos tem como principais companheiros o primo Garibaldi e o senador José Agripino. Nas entrevistas oscilou entre dizer que os dois são ‘inamovíveis’ da chapa majoritária e o reconhecimento de que um dos dois pode cair fora da disputa para acomodar alguém de fora. O foco, logicamente, é o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e seu séquito de oito deputados estaduais. O nome do tucanato para a vaga seria o do ex-senador Geraldo Melo, que não disputa uma eleição há 12 anos”, analisou Barreto.

“Para vice, a preferência é por um nome de Mossoró indicado pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP). A bola da vez é a ex-vice-prefeita Ruth Ciarlini (PP), que está fora da política desde 2012. Se já tem optado por um palanque pesado pelo desgaste, as alternativas apresentadas a Carlos Eduardo não propõem leveza nem ao menos um calço de jovialidade que sustente um projeto marcado pela união das três mais tradicionais oligarquias familiares da política potiguar. As alternativas apresentadas até aqui exalam um ‘cheiro’ da naftalina que ficava impregnado nas roupas que ficavam muito tempo nos armários de antigamente”, acrescentou o cientista social.

Alternância

Além de somar um palanque com quatro ex-governadores, os integrantes do grupo político do palanque do ex-prefeito, apoiaram outros nomes (alguns deles, familiares) quando não estiveram no poder. Pode-se dizer que essa alternância começou ainda em 1961, com o governador Aluizio Alves, tio de Garibaldi; continuou durante os governos Tarcísio Maia (pai de Agripino), Radir Pereira, Vivaldo Costa e Fernando Freire (vices de Agripino e Garibaldi) e não caiu nem durante a gestão Wilma de Faria, visto que parte desse palanque, como Garibaldi, Carlos Eduardo e Henrique, a apoiou durante alguns momentos de sua gestão.

Rompimento oficial mesmo com a máquina só ocorreu em 2014, quando o grupo foi derrotado pelo atual governador, Robinson Faria. Alias, o grupo inteiro não, uma parte dele, visto que, afirma-se, que Rosalba Ciarlini teria apoiado Robinson, extraoficialmente, com a intenção de derrotar o ex-aliado Agripino Maia.

Por Ciro Marques/Agora RN – José Aldenir / Agora Imagens

“Ladrões estão sendo candidatos e o povo votando neles”, diz Geraldo Melo

Em uma entrevista exclusiva ao Agora RN, Geraldo Melo afirmou que quer focar na discussão sobre segurança, mas sem fugir do debate de questões importantes, como a reforma previdenciária, tributária, da saúde e da educação. “O Brasil é um país que precisa ter humildade de reconhecer os equívocos que cometeu. E, dentro disso, está o conjunto de ideias de que levo”, avaliou. Confira a entrevista completa:

AGORA RN: O que motivou o senhor a voltar ao cenário político e ser novamente candidato, desta vez, provavelmente, ao Senado Federal?
GERALDO MELO: Sou um cidadão brasileiro que vive, intensamente, o momento atual do meu país. A sociedade está mobilizada para encerrar um ciclo triste da vida pública nacional e reconstruir o país. Tudo que desejo é participar dessa reconstrução. Não é obrigado ser com candidatura nenhuma. Agora, se eu puder participar com um mandato e puder escolher, prefiro como senador. Embora eu não recuse nenhuma missão que a sociedade me dê. Não pretendo ensinar ninguém a fazer isso. Acho que o comando do Brasil não deve ser entregue mais a minha geração. Precisa ser entregue às novas gerações que aí estão. E não quero ser professor das novas gerações. Quero ser colaborador delas, oferecendo a elas minha experiência.

AGORA: O senhor já começou a andar pelo estado. Como as pessoas têm lhe recebido?
GM: Confesso que estou surpreso com a grande acolhida que estou tendo por parte da população. É uma manifestação carinhosa generalizada e de grande confiança. Não esperava que alguém que estava afastado da vida política, sem mandato e, até um dia desses, sem partido, pudesse ter a situação que estou encontrando.

AGORA: O senhor é uma opção para os eleitores, que terão neste ano, novamente, as candidaturas à reeleição de Garibaldi Filho e José Agripino, que são amigos do senhor. Como pretende fazer campanha sem entrar em atrito com essas duas opções?
GM: Se o partido me transformar em candidato, pretendo fazer a minha campanha e espero que cada um faça a sua. Não estou interessado em fazer campanha a respeito de candidato A ou B que possa estar competindo comigo. Quero fazer campanha a respeito do nosso país e do nosso estado.

AGORA: Quais são as principais propostas que o senhor pretende levar ao Senado?
GM: Há umas que são óbvias, por exemplo, a segurança pública. Tenho uma experiência conhecida nessa matéria, mas não pretendo dizer o que deve ser feito. Primeiro, eu não sou especialista. Sou como alguém dizia no passado: “especialista em ideias gerais”. Uma pessoa que conhece um pouco do assunto e reconhecer que essa é uma prioridade nacional e uma emergência que precisa ser encarada pelo Congresso.

AGORA: Com relação à pauta nacional, qual a posição do senhor em relação às reformas previdenciária e tributária?
GM: Eu nunca fiz segredo sobre essa posição. Primeiro, acho que a estrutura tributária do Brasil é ridícula. Um país que tem a pretensão de ser um grande protagonista na economia mundial – e pode ser – precisa primeiro pensar em competitividade. O Brasil precisa ser capaz de competir com os outros. Enquanto no EUA se compra um veículo por 20 mil dólares e chega no Brasil por 70 mil, porque 30, 40 mil é imposto, você não vai poder competir. Reforma tributária: acho que não existe ninguém no país que não concorde que a reforma precisa ser feita e é urgente. Agora, isso não quer dizer que eu vou tirar do bolso uma fórmula dizendo que essa deve ser a reforma tributária. Acho que isso é um tema que deve ser levado à tribuna do Senado com toda energia necessária e com mobilização para que se possa comparar a economia do Brasil com a do resto do mundo.

AGORA: E a reforma da Previdência?
GM: É indiscutível que a Previdência ser reformada. Isso não quer dizer que a proposta mandada ao Congresso é a melhor. É preciso reformar bem, a Previdência precisa renascer. Ser recriada. Passar a ter um mecanismo de seguro social em que a população confie e tanto o contribuinte possa pagar quanto ela possa pagar o contribuinte. Não sou contra nem a favor da reforma que está no Congresso, mas é preciso aprovar a melhor reforma.

AGORA: O senhor defende discussões sobre outros temas? 
GM: A questão da saúde pública e da educação também precisam ser discutidas. Na educação, por exemplo, o país gasta a maior parte dos seus recursos com educação universitária e quase nada com a fundamental. É um país que precisa ter humildade de reconhecer os equívocos que cometeu. E, dentro disso, está o conjunto de ideias que levo.

AGORA: O senhor foi político, teve um mandato no Governo e no Senado em outros tempos, quando não existia tanta rede social. Hoje é mais fácil ou está mais difícil ser político?
GM: São momentos completamente diferentes, mas acho que a sociedade ganhou com a tecnologia um acesso muito maior às informações básicas e uma possibilidade maior de acelerar a sua intervenção. Então, a sociedade toma conhecimento hoje rapidamente do que está acontecendo, só não toma quem não quer, e pode agir. Então, acho que isso aumenta muito a pressão e a responsabilidade sobre o político e aumenta a transparência da classe política com a sociedade. Graças a isso, se começou a mostrar a realidade da vida política brasileira. E sobre isso eu faço uma reflexão: está todo mundo falando mal de político, embora seja uma injustiça também você generalizar, mas o que está acontecendo é que os ladrões estão sendo candidatos e o povo está votando neles. Se o povo não votasse neles, não iria para o Congresso, para o Governo, para qualquer canto. Agora, se é ladrão e o povo vota, é que está estabelecida uma situação que precisa mudar, e acho que isso a sociedade brasileira irá fazer. Por cima de todas as transformações que já foram feitas, pelo trabalho extraordinário que o MP, que a Justiça e que a Polícia Federal têm feito, é preciso corrigir os excessos que afetem, eventualmente, essas instituições. Mas é preciso, realmente, contribuir um Brasil novo para todos nós.

Por Ciro Marques/Agora RN – José Aldenir / Agora Imagens

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