segunda-feira, 22 julho, 2019.

Arquivos diários: 25 de maio de 2018

Mossoroenses vão as ruas pedir paz

Dezenas de mossoroenses foram às ruas na manhã desta sexta-feira, 25, para pedir paz e justiça às vítimas de violência, uma iniciativa da qual participaram familiares e amigos dos jovens Ewerton Pinto Tomaz e Fabrício de Mendonça Costa, mortos este ano vítimas da criminalidade.
Com camisetas brancas com os rostos de Ewerton e Fabrício, o grupo seguiu em caminhada que teve início na Igreja do Alto de São Manoel descendo a Avenida Presidente Dutra. Os organizadores enfatizaram que a caminhada é em defesa da vida. Cartazes e faixas com frases cobrando das autoridades políticas públicas de segurança foram exibidas na manifestação.
“Mossoró precisa de uma intervenção, e a intervenção não é simplesmente armada. A intervenção é social, com amor, com educação, com esporte. Roubaram tudo isso. Esses gestores estão aí fazendo um conchavo com o mal deixando a sociedade a mercê pagando o preço por essas coisas”, conclamou Léo Gois, coordenador da marcha.
Um dos pontos altos do protesto aconteceu no trecho entre a Câmara Municipal e a Catedral de Santa Luzia, onde os presentes fizeram uma oração e criticaram o poder público pela ausência e a falta de apoio no protesto. Em seguida, a marcha seguiu até a Praça do Teatro Municipal onde aconteceu o encerramento.
Fabrício e Ewerton
Entre as mortes violentas em Mossoró neste ano de 2018, dois casos ganharam destaques nas últimas semanas: as mortes de Fabrício de Mendonça Costa, de 22 anos, baleado na cabeça no Santo Antônio no dia 21 de abril e morto dias depois após se recusar a entregar sua motocicleta, e Everton Pinto Tomaz, de 28 anos, que acabou sendo baleado após fugir de assaltantes no dia 14 deste mês no bairro Nova Betânia.
Do blog Passando na Hora

Mossoró recebe quase R$ 2 milhões em royalties no mês de maio

Por Maricelio Almeida

A Prefeitura de Mossoró recebeu, na última terça-feira, 23, R$ R$ 1.958.428,15 da Agência Nacional de Petróleo (ANP), repasse referente aos royalties da Petrobras. Com o desconto obrigatório do PASEP, de R$ 19.584,27, o Município ficou com um saldo de R$ 1.938.843,88. No mesmo período do ano passado, o repasse da ANP totalizou R$ 1.519.530,52.

Somados os cinco primeiros meses do ano, a Prefeitura já acumula um saldo de R$ 9.510.765,96 em royalties. No mesmo período de 2017, foram transferidos R$ 8.498.978,85.

Confira o saldo mês a mês:

Janeiro de 2018: R$ 1.816.945,13

Fevereiro de 2018: R$ 1.906.865,56

Março de 2018: R$ 2.055.966,94

Abril de 2018: R$ 1.792.144,05

Maio de 2018: R$ 1.938.843,88

Em nota, empresário nega ter estuprado adolescente em Mossoró

Por meio da sua assesoria jurídica, o empresário Zenilson Menezes, apontado pela polícia como autor de um estupro brutal contra uma adolescente de 16 anos na madrugada de segunda-feira, 21,divulgou uma nota de esclarecimento, nesta sexta-feira, 25.
O advogado, assegura que Zenilson Menezes não está foragido e, sim, viajando a trabalho, e que, quando retornar, vai “se apresentar as autoridades pra elucidar as imputações e provará que não praticou o ato que está sendo atribuído a sua pessoa”. Zenilson teve a prisão preventiva decretada nesta quarta-feira, 23.
A nota enviada pelo advogado assegura ainda que Zenilson Menezes “é um pai de família, trabalhador e sempre respeitou a lei e as autoridades”.
Segue a nota:
“Que Zenilson nega a autoria do que está a ele sendo imputadas, que já foram tomadas as medidas judiciais cabíveis,  através de seus advogados. Que ele, sendo um pai de família, trabalhador e sempre respeitou a lei e as autoridades, encontra-se em viagem de trabalho e quando chegar irá se apresentar as autoridades pra elucidar as imputações e provará que não praticou o ato que esta sendo atribuído a sua pessoa.”
No dia 24, a delegada Cristiane Magalhães disse que acertou com os advogados de Zenilson Menezes para que ele se apresentasse a Polícia até às 18 horas. Prometeu, inclusive, coloca-lo numa cela reservada na Cadeia Pública de Mossoró. Entretanto, Zenilson fugiu.
Diante disto, a delegada enviou a ordem de prisão para todas as forças de segurança, inclusive a Policia Federal.
Do blog Passando na Hora

Criação do Centro de Referência em Luto é discutida na Comissão de Saúde

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal realizou uma reunião, nesta segunda-feira (21), na qual foi discutida a criação do Centro de Referência em Luto, um complemento à Lei Karol Álvares que dá prioridade às famílias de vítimas da violência no acesso a serviços jurídicos e psicológicos na capital potiguar. Lei que foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares, todavia, teve um artigo vetado pela Prefeitura, justamente o que dava condições ao município de oferecer suporte psicológico para as famílias.

“Mas conseguimos reverter a situação. Juntamente com a equipe da Secretaria Municipal de Saúde conseguimos formatar a estrutura do Centro de Referência em Luto, que será o primeiro da América Latina. Já existe o local e profissionais para colocar a iniciativa em funcionamento, tornando o apoio às famílias vítimas da violência urbana uma política pública em nossa cidade”, pontuou a vereadora Carla Dickson.

Na sequência, o vereador Preto Aquino sugeriu à Comissão de Saúde visitar o almoxarifado da SMS e o local onde são armazenados os medicamentos que são distribuídos para a população, além do setor de transportes para checar a situação dos veículos.

“Em tempo: temos que saber como andam os serviços essenciais da saúde pública em Natal. Às vezes muitas coisas não andam por falta de um pequeno ajuste ou iniciativa. Por isso, as visitas fiscalizatórias que este colegiado faz são tão importantes, haja vista que incentiva os gestores a resolverem os problemas e atenderem as demandas da comunidade”, concluiu o parlamentar.

Câmara participa de discussões sobre reforma trabalhista e liberdade sindical

A Câmara Municipal de Natal participou, nesta quinta-feira (24), do lançamento do I Seminário Sindical e da Reforma Trabalhista realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), dentro da agenda de eventos do Maio Lilás.

O evento foi criado para enfatizar a importância dos sindicatos na defesa dos direitos do trabalhador com o objetivo de estimular a conscientização dos trabalhadores quanto aos direitos. Ao longo do mês, serão realizadas diversas atividades em torno da promoção da liberdade sindical e da participação dos trabalhadores nas lutas coletivas para a defesa de direitos.

O vereador Fernando Lucena (PT), que representou a Câmara no evento e que tem um currículo de lutas sindicais, destacou a importância dos debates diante das mudanças nas relações de trabalho provocadas pela Reforma Trabalhista, que estão em vigor desde o final do ano passado.

“Esse é o momento de enfrentarmos esse debate. A reforma é um retrocesso gigantesco nas relações do trabalho. Os principais prejudicados são os trabalhadores com sindicatos desorganizados. A retirada de direitos foi muito grande. Essa reforma atinge em cheio o movimento sindical. O Ministério Público do Trabalho está fazendo esse trabalho mostarndo a preocupação dos trabalhadores nesse momento tão difícil que estamos atravessando”, contou.

O procurador-chefe do MPT, Luiz Fabiano Pereira, reforçou a necessidade dos debates diante da possibilidade de enfrequecimento dos sindicatos e das implicações da nova legislação trabalhista com a Constituição Federal.

“Estamos iniciando um ciclo de palestras sobre a reforma trabalhista. E estamos iniciando justamente com os temas que são mais afetos à organização do sindicato, a preservação da liberdade sindical e a compatibilidade dessas leis com a Constituição. É de suma importância que, nesse momento de perda de direitos, em um momento de crise, que os sindicatos estejam organizados para enfrentar as demandas que estão batendo na porta das instituições”, disse.

Maio Lilás

A campanha Maio Lilás teve início em 2017, como uma das ações da coordenadoria de Promoção da Liberdade Sindical (Conalis), e, neste ano, ganha relevo em especial por conta da reforma trabalhista. Entre as ações previstas estão a iluminação das sedes do MPT com a cor lilás, assim como a aplicação de laços e fitas nos edifícios públicos.

A cor lilás é uma homenagem às 129 mulheres trabalhadoras que foram trancadas e queimadas vivas em um incêndio criminoso numa fábrica de tecidos, em Nova Iorque (EUA), em 8 de março de 1857, por reivindicarem um salário justo e redução da jornada de trabalho. No momento do incêndio, era confeccionado um tecido de cor lilás.

Texto: Marcius Valerius – Fotos: Verônica Macedo

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