domingo, 26 maio, 2019.

Arquivos Mensais: julho 2018

Moradores do Assentamento Jurema denunciam dificuldades no atendimento em posto de saúde

Do blog do Ismael Sousa

O atendimento à saúde básica no Assentamento Jurema, na zona rural de Mossoró, tem sido alvos de reclamações da população pois, para conseguir atendimento, é preciso passar a madrugada em uma fila de espera e ser atendido em um prédio inadequado. A insatisfação de muitos usuários da rede pública de saúde parte, entre outras situações, a falta de profissionais para atender a demanda.

O posto de saúde funciona em um prédio emprestado pela associação dos moradores, de forma improvisada e que também é usada para outros fins, como reuniões de moradores de sítios próximos. A comunidade, localizada as margens da rodovia RN 013 que leva à cidade-praia de Tibau, cobra do poder público a instalação de um prédio próprio, pois existe um projeto pronto na Prefeitura de Mossoró, mas a obra nunca foi realizada.

Ainda segundo os assentados, o atendimento é feito apenas uma vez durante a semana e quando os profissionais aparecem. Por muitas vezes, para se conseguir uma ficha de atendimento, eles precisam passar a madrugada em uma fila para serem atendidos na semana seguinte. Por falta de salas, alguns dos atendimentos são feitos no pátio do prédio na frente de todos.

“Há muito tempo lutamos por um posto de saúde pois até temos uma população grande, mas ninguém olha para cá. Estamos reivindicando os nossos direitos, pois pagamos nossos impostos. A gente merece coisa bem melhor com um posto de saúde com estrutura para receber os pacientes”, relatou a moradora Micaele Oliveira que entrou em contato com o BLOG para denunciar o problema.

O pacto oligárquico

Por Bruno Barreto

As ultratradicionais oligarquias Alves, Rosado e Maia estão juntos e misturados, isso tudo meio a contragosto, diga-se. Ontem (ver AQUI) se confirmou a aliança que faltava para fechar o cenário político no Rio Grande do Norte em 2018.

A prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) indicou o filho Cadu como vice de Carlos Eduardo Alves (PDT). O acordo só foi selado quando se entenderam a respeito da reeleição do sobrinho afim dela, Beto Rosado.

Tudo resolvido em família.

Acordo feito e incluindo no mesmo balaio o senador José Agripino (DEM) deslocado para a Câmara dos Deputados tirando momentaneamente o filho Felipe Maia da política. O líder demista fez um “sacrifício” por ele mesmo para se manter na política. Tudo para Carlos Eduardo não prejudicar seu projeto de chegar ao Governo do Estado e garantir as reeleições dos primos Garibaldi e Walter Alves.

As famílias se entenderam.

Se fosse há 20 anos e com alguns ajustes envolvendo personagens já falecidos ou aposentados da política essa aliança seria imbatível. Mas naqueles tempos as oligarquias eram mais fortes divididas em Alves x Maias cada uma com o suporte dos Rosado torados em duas bandas. Praticamente todos estão juntos para sobreviver politicamente.

Nas décadas de 2000 e 2010 os oligarcas do Rio Grande do Norte começaram a perder força. Primeiro permitiram uma terceira via vitoriosa saindo de dentro de suas entranhas. Refiro-me a Wilma de Faria que derrotou Alves e Maia após circular por esses dois grupos e ela mesma tendo uma origem oligarca.

Em 2006, Alves e Maia se uniram para derrota-la, mas Wilma vence. Em 2010, o voto casado colou e as oligarquias deram o último suspiro reelegende Garibaldi e Agripino e levando uma Rosado, Rosalba, ao Governo depois de 60 anos.

Em 2014, Rosalba é jogada no escanteio da política e se junta a Robinson Faria (outrora vice dissidente) e ao PT. Numa aliança reduzida e com a então governadora dando apoio velado derrotam Alves e Maia para Governo e Senado.

O recado do eleitor estava dado e as vitórias em Natal e Mossoró deram uma ilusão de poderio as oligarquias. Mas as pesquisas em 2018 mostram um cenário desalentador aos três grupos familiares.

Carlos Eduardo não decola nas pesquisas, Rosalba é mal avaliada em Mossoró e Garibaldi nunca iniciou uma campanha tão enfraquecido. Para completar a situação, José Agripino sequer teve condições de tentar a reeleição ao Senado.

O ano de 2018 pode ser o último suspiro das oligarquias em nível estadual, sacrificando talvez o seu quadro tecnicamente mais qualificado, Carlos Eduardo.

O pacto oligárquico tem tempo e meios para virar o jogo em 2018, mas também pode se afogar num mar de repulsa popular que eles parecem não perceber.

Teremos este ano um colapso das oligarquias? É possível que sim.

Rio Grande do Norte registra 21 homicídios no fim de semana, diz Obvio

O Observatório da Violência no Rio Grande do Norte (Obvio), registrou 21 homicídios entre a sexta-feira, 13, e o domingo, 15. O município de Parnamirim foi o que registrou o maior número de crimes violentos, com quatro. Apodi, Mossoró e Natal estão em seguida, com três cada. Os demais municípios registraram dois (Areia Branca) e um (Assu, Baía Formosa, Caicó, Maxaranguape, São Vicente e Senador Elói de Souza).

Dados foram constituídos por informações do Itep, Datasus, Ciosp e MPE. Foram considerados, na contabilização dos registros, os homicídios, lesões seguidas de mortes, latrocínios e outras condutas que possam resultar em mortes.

Deste registro, 20 crimes foram realizados com o uso de armas de fogo e um com arma branca. Cerca de 10 aconteceram em vias públicas, pela parte da manhã. O Estado soma 862 homicídios até o momento.

Do Agora RN – Foto: José Aldenir / Agora Imagens

Policiais civis fecham delegacias em Natal em protesto contra falta de pagamento do 13º de 2017

Policiais civis do Rio Grande do Norte realizam nesta sexta-feira (13) um protesto contra o atraso no pagamento do 13º salário de 2017. O ato foi batizado de Operação Zero. Na capital, apenas a Delegacia de Plantão da Zona Norte está atendendo a população. No interior, os registros de ocorrências e flagrantes podem ser feitos nas delegacias regionais. O protesto começou de 7h e só deve terminar às 17s, segundo o sindicato da categoria.

“A Operação Zero está sendo realizada para cobrar do governo do estado o pagamento do 13º salário (2017) dos policiais civis, pagamento dos pensionistas da Polícia Civil, o pagamento das promoções, incluindo retroativos, a reestruturação das delegacias, bem como o cumprimento do Termo de Acordo assinado pelo governador ainda em janeiro, e a retomada das negociações do projeto de reestruturação dos servidores da Secretaria de Segurança Pública”, afirmou o Sinpol.

“Infelizmente, o governo não tem tratado os policiais civis como tem atendido outras categorias da segurança pública. A prioridade tem sido investir em propaganda de ostensividade para tentar enganar a população e esconder o verdadeiro problema da segurança, que é a falta de investimentos em ferramentas de investigação e inteligência policial”, acrescentou Nilton Arruda, presidente do Sinpol.

Secretária da Segurança Pública e da Defesa Social, Sheila Freitas disse ao G1 que tem conhecimento das reivindicações e que o governo vem cumprindo os acordos firmados com a categoria, a exemplo do pagamento das promoções e níveis, mas que é preciso aguardar a chegada de recursos para que o 13º possa ser pago. A secretária ressaltou que resta receber, independente do órgão em que são lotados, os servidores que ganham acima de R$ 3 mil.

A Delegacia de Plantão da Zona Norte de Natal fica na Avenida Dr. João Medeiros Filho, 2141, no conjunto Potengi.

Por G1 RN – Foto: Sinpol-RN

Juiz concede liberdade ao ex-ministro Henrique Alves

Por Fernanda Zauli e Nathallya Macedo, G1 RN

O ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB) teve a prisão domiciliar revogada pelo juiz Francisco Eduardo Guimarães Farias, da 14ª Vara Federal de Natal. Com isso, ele passará a responder em liberdade ao processo da operação Manus, em que é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em investigação de desvios na construção da Arena das Dunas. A defesa acredita que o processo “caminha para absolvição”.

Alves foi preso no dia 6 de junho de 2017 por causa da operação Manus e também da operação Sépsis, que investigou desvios no Fundo de Investimentos do FGTS. Ele ficou detido na Academia de Polícia Militar, em Natal, até o dia 3 de maio de 2018 quando passou a cumprir prisão domiciliar.

Henrique Alves foi ministro do Turismo nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer e presidente da Câmara Federal.

Investigações

A operação Manus investigou um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas. Além de Henrique Alves, também foram denunciados na operação o ex-deputado Eduardo Cunha, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, o ex-dirigente da Odebrecht Fernando Reis e mais duas pessoas ligadas ao ex-ministro.

Os dois ex-deputados são acusados pelos procuradores da República de terem recebido propinas disfarçadas de doações eleitorais, oficiais e não oficiais. Segundo o MPF, em troca do suborno eles teriam atuado para favorecer empreiteiras como OAS e Odebrecht nas obras da Arena das Dunas, em Natal, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

Depoimentos da Operação Manus

Na última segunda-feira (9), o ex-ministro prestou depoimento na Justiça Federal. Na ocasião, Alves negou à Justiça Federal todas as acusações contra ele e disse acreditar que “o MP agiu por desinformação”.

Em nota, o advogado de Alves, Marcelo Leal, afirmou que acontecerá, nesta sexta, o último ato de instrução do processo com o interrogatório de Eduardo Cunha, por videoconferência, também no processo da operação Manus.

“Após a oitiva de quase uma centena de testemunhas, com todas as provas favoráveis à defesa, o processo caminha a passos largos para a absolvição de Henrique”, disse Leal.

Operação Sépsis

A operação Sépsis foi deflagrada em 1º de julho de 2016 como desdobramento da operação Lava Jato. O objetivo da operação Sépsis foi investigar um suposto esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do FI-FGTS.

Além de Henrique Alves, também são réus o ex-deputado Eduardo Cunha, Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, o empresário Alexandre Margotto e Lúcio Funaoro, apontado como operador de propinas do MDB.

No dia 3 de maio de 2018 a Justiça Federal revogou a prisão de Henrique Alves pela operação Sépsis. Ele passou então a cumprir prisão domiciliar pela operação Manus.

A denúncia do Ministério Público que originou o processo afirma que os investigados cobraram e receberam propina de empresas interessadas em obter empréstimos do FI-FGTS.

Veja também

Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com