sexta-feira, 19 outubro, 2018.

Arquivos diários: 20 de julho de 2018

Moradores do Assentamento Jurema denunciam dificuldades no atendimento em posto de saúde

Do blog do Ismael Sousa

O atendimento à saúde básica no Assentamento Jurema, na zona rural de Mossoró, tem sido alvos de reclamações da população pois, para conseguir atendimento, é preciso passar a madrugada em uma fila de espera e ser atendido em um prédio inadequado. A insatisfação de muitos usuários da rede pública de saúde parte, entre outras situações, a falta de profissionais para atender a demanda.

O posto de saúde funciona em um prédio emprestado pela associação dos moradores, de forma improvisada e que também é usada para outros fins, como reuniões de moradores de sítios próximos. A comunidade, localizada as margens da rodovia RN 013 que leva à cidade-praia de Tibau, cobra do poder público a instalação de um prédio próprio, pois existe um projeto pronto na Prefeitura de Mossoró, mas a obra nunca foi realizada.

Ainda segundo os assentados, o atendimento é feito apenas uma vez durante a semana e quando os profissionais aparecem. Por muitas vezes, para se conseguir uma ficha de atendimento, eles precisam passar a madrugada em uma fila para serem atendidos na semana seguinte. Por falta de salas, alguns dos atendimentos são feitos no pátio do prédio na frente de todos.

“Há muito tempo lutamos por um posto de saúde pois até temos uma população grande, mas ninguém olha para cá. Estamos reivindicando os nossos direitos, pois pagamos nossos impostos. A gente merece coisa bem melhor com um posto de saúde com estrutura para receber os pacientes”, relatou a moradora Micaele Oliveira que entrou em contato com o BLOG para denunciar o problema.

O pacto oligárquico

Por Bruno Barreto

As ultratradicionais oligarquias Alves, Rosado e Maia estão juntos e misturados, isso tudo meio a contragosto, diga-se. Ontem (ver AQUI) se confirmou a aliança que faltava para fechar o cenário político no Rio Grande do Norte em 2018.

A prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) indicou o filho Cadu como vice de Carlos Eduardo Alves (PDT). O acordo só foi selado quando se entenderam a respeito da reeleição do sobrinho afim dela, Beto Rosado.

Tudo resolvido em família.

Acordo feito e incluindo no mesmo balaio o senador José Agripino (DEM) deslocado para a Câmara dos Deputados tirando momentaneamente o filho Felipe Maia da política. O líder demista fez um “sacrifício” por ele mesmo para se manter na política. Tudo para Carlos Eduardo não prejudicar seu projeto de chegar ao Governo do Estado e garantir as reeleições dos primos Garibaldi e Walter Alves.

As famílias se entenderam.

Se fosse há 20 anos e com alguns ajustes envolvendo personagens já falecidos ou aposentados da política essa aliança seria imbatível. Mas naqueles tempos as oligarquias eram mais fortes divididas em Alves x Maias cada uma com o suporte dos Rosado torados em duas bandas. Praticamente todos estão juntos para sobreviver politicamente.

Nas décadas de 2000 e 2010 os oligarcas do Rio Grande do Norte começaram a perder força. Primeiro permitiram uma terceira via vitoriosa saindo de dentro de suas entranhas. Refiro-me a Wilma de Faria que derrotou Alves e Maia após circular por esses dois grupos e ela mesma tendo uma origem oligarca.

Em 2006, Alves e Maia se uniram para derrota-la, mas Wilma vence. Em 2010, o voto casado colou e as oligarquias deram o último suspiro reelegende Garibaldi e Agripino e levando uma Rosado, Rosalba, ao Governo depois de 60 anos.

Em 2014, Rosalba é jogada no escanteio da política e se junta a Robinson Faria (outrora vice dissidente) e ao PT. Numa aliança reduzida e com a então governadora dando apoio velado derrotam Alves e Maia para Governo e Senado.

O recado do eleitor estava dado e as vitórias em Natal e Mossoró deram uma ilusão de poderio as oligarquias. Mas as pesquisas em 2018 mostram um cenário desalentador aos três grupos familiares.

Carlos Eduardo não decola nas pesquisas, Rosalba é mal avaliada em Mossoró e Garibaldi nunca iniciou uma campanha tão enfraquecido. Para completar a situação, José Agripino sequer teve condições de tentar a reeleição ao Senado.

O ano de 2018 pode ser o último suspiro das oligarquias em nível estadual, sacrificando talvez o seu quadro tecnicamente mais qualificado, Carlos Eduardo.

O pacto oligárquico tem tempo e meios para virar o jogo em 2018, mas também pode se afogar num mar de repulsa popular que eles parecem não perceber.

Teremos este ano um colapso das oligarquias? É possível que sim.

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