A verdade sobre os recursos que deixamos na Prefeitura

É preciso esclarecer que, apesar da dificuldade, antes de deixar a Prefeitura deixamos encaminhados os recursos para pagar débitos de pessoal mais urgente, garantindo a manutenção dos serviços essenciais. Deixamos R$ 10 milhões nas contas municipais, equivalente à repatriação e emendas para restruturação das Unidades Básicas da Saúde.

Desse montante, R$ 4 milhões eram só para a Saúde. Inclusive, com esses recursos a nova gestão já deveria ter pago aos 500 servidores que têm dinheiro a receber do mês de novembro. Já os recursos da repatriação foram programados para pagar quatro meses dos terceirizados.

Além disso, entramos na Justiça contra o governo do Estado para receber R$ 19 milhões devidos da saúde, recurso que dá, com pequeno incremento, para pagar a folha do mês de dezembro, mais os terceirizados. Portanto, nas mídias sociais se diz qualquer coisa, inclusive que deixamos dívidas mirabolantes, o que não é verdade.

A atual gestão da Prefeitura de Mossoró tenta vender um discurso velho como novidade para a população, mas qualquer cidadão que seja o mínimo antenado sabe que há muito tempo estamos dizendo, e repetindo, que a Prefeitura vem perdendo recursos mês a mês.

Desde 2014, a Prefeitura deixou de receber do Tesouro e royalties do petróleo cerca de R$ 300 milhões, dada a grave crise econômica e política do Brasil. Situação que dificultou a realização de muitas ações, mas que não foi uma exceção apenas em Mossoró. Natal mesmo, município que mais arrecada no RN, está com salários, terceirizados e fornecedores atrasados. Na mesma situação estão RJ, MG e RS.

No entanto, como não é do nosso interesse bater de frente nem fazer oposição irresponsável, alertamos apenas aos servidores que deixamos dinheiro em caixa e programado para pagar os salários em atraso, bastando a eles cobrarem dentro do seu direito.

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