Câmara Municipal: Independência não significa oposição

A composição de um grupo de vereadores independente para a eleição da Câmara de Mossoró tem gerado discussões em torno do tema nos últimos dias. O que é necessário entender que uma coisa é a eleição da Mesa Diretora e outra, a posição dos vereadores em relação ao Palácio da Resistência ao longo do seu mandato.

Ao longo da história, o Palácio da Resistência determinou a composição da Mesa Diretora da Câmara de Mossoró em troca da total subserviência do Legislativo às vontades do Executivo. Este ciclo foi interrompido há seis anos, quando um grupo de vereadores se reuniu para propor uma opção de mudança e de compromisso com os interesses da população, e de resgate da imagem da Câmara.

Vejo muita semelhança neste movimento com este processo que agora se desenha. Vemos que se aproximam os antigos vícios do Palácio da Resistência, quando a Câmara Municipal era muito mais uma super secretaria para garantir as vontades da prefeita, que um poder instituído constitucionalmente.

É preciso independência, mas essa independência não significa uma oposição desenfreada e irresponsável, como a que travou importantes projetos de interesse da população. Vários vereadores já expressaram que foram eleitos pelo povo, e estarão lá para defender o povo, votando projetos de acordo com a vontade de quem os elegeu, independente da autoria do projeto. Esse é o novo jeito de se fazer política. O cidadão mossoroense pediu renovação na Câmara, e é isso que este grupo está fazendo.

 

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