sexta-feira, 22 junho, 2018.
Estado

Estado

Sindicato de agentes diz que R$ 3 mil encontrados em celas são para os presos comprarem água e gelo

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte afirma que os R$ 3 mil encontrados na terça-feira (19) no Complexo Penal Regional de Pau dos Ferros, no Oeste potiguar, pertencem aos presos e são usados para comprar água e gelo na cantina da unidade. O dinheiro foi encontrado pela corregedoria da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado (Sejuc).

O caso está sendo apurado pela Comissão Especial de Procedimento Administrativo da pasta. Isso porque, segundo a Sejuc, a entrada de dinheiro no presídio é proibida, assim como qualquer prática de comércio.

Contudo, em nota, o Sindasp-RN alega que a presença do montante no Complexo Penal é respaldada pela Lei de Execuções Penais. O sindicato afirma que o dinheiro é usado pelos detentos para compras nas cantinas existentes nessa e em outras unidades.

Vilma Batista, presidente do Sindasp-RN, diz que a Lei de Execuções Penais permite que sejam criadas cantinas nos estabelecimentos prisionais para suprir a ausência de produtos que não são fornecidos pelo Estado, e que sejam de necessidade básica dos presos.

No caso do Complexo Prisional de Pau dos Ferros, segundo o sindicato dos agentes, a cantina oferece aos internos água e gelo. “O Estado não disponibiliza aos detentos água potável, por isso ela é vendida na cantina, juntamente com o gelo”, argumenta Vilma Batista.

Além disso, a presidente do Sindicato diz que o dinheiro encontrado nas celas é registrado pela direção do presídio. “Todo dinheiro que entra para que os presos possam usar na cantina é catalogado. Já o dinheiro arrecado nas vendas é todo revertido para melhorias no funcionamento da própria unidade prisional, haja vista que a Secretaria de Justiça não fornece tal manutenção”, critica.

Sobre o caso, o G1 procurou o diretor do complexo, Francisco Caio Sampaio, mas ele não atendeu às ligações. Em contato com a Inter TV Costa Branca, ele negou que tenha havido qualquer caso como o noticiado no complexo.

Por G1 RN – Foto: Sejuc/Divulgação

Suspeito de chefiar facção criminosa no RN e de participar da rebelião de Alcaçuz é preso

Um homem apontado como um dos líderes de uma facção criminosa que atua no Rio Grande do Norte foi preso nesta quinta-feira (21). John Everton da Silva Martins, conhecido como Mano Braw, era foragido da Justiça e foi autuado por participar da rebelião de Alcaçuz, em janeiro de 2017, quando ainda estava preso.

A prisão foi feita por policiais do Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), após uma informação encaminhada ao disque denúncia do Ministério Público do RN. Mano Braw estava com uma espingarda calibre 12 no bairro Jardim Aeroporto, em Parnamirim, na Grande Natal.

Ele é apontado como chefe da organização criminosa na comunidade da Baixa, em Macaíba, também na Região Metropolitana. Mano Braw tem um mandado de prisão para o cumprimento de pena em regime fechado por 10 anos e 6 meses, pelos crimes de roubo, tráfico e corrupção de menores.

Além desses crimes, o suspeito também foi autuado em flagrante junto a um grupo de detentos durante a rebelião da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, por dano qualificado, apologia ao crime, associação criminosa, resistência e motim de presos.

Denúncia

O Disque Denúncia 127 é um canal direto do MPRN para denúncias de crimes em geral. O cidadão pode ligar gratuitamente para o número. A identidade da fonte será preservada.

Além do telefone, as denúncias também podem ser encaminhadas por Whatsapp para o número (84) 98863-4585 ou e-mail para disque.denuncia@mprn.mp.br. Os cidadãos podem encaminhar informações em geral que possam levar à prisão de criminosos, denunciar atos de corrupção e crimes de qualquer natureza. No Whatsapp, são aceitos textos, fotos, áudios e vídeos que possam comprovar as informações oferecidas.

Por G1 RN – Foto: Divulgação/MPRN

MPRN investiga desabastecimento de gás de cozinha no Estado

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) vai investigar o desabastecimento do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), conhecido popularmente como o gás de cozinha, em razão de possível redução da produção desse gás pela Petrobrás no Estado. O procurador-geral de Justiça (PGJ), Eudo Rodrigues Leite, constituiu uma comissão formada por seis promotores de Justiça para apurar a falta do produto. A portaria que constitui a comissão será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (20).
A medida foi tomada após a instituição tomar conhecimento da situação, ao ser procurada pelo presidente do Sindicato Patronal dos Revendedores de GLP do Estado (Singás-RN), Francisco Alessandro Correia dos Santos. A informação repassada ao PGJ é de que 95% dos pontos de revendas começarão a ficar sem o produto a partir desta terça-feira (19) porque a Petrobrás teria reduzido a produção. Ainda de acordo com o Singás, muitos revendedores não estão conseguindo cumprir contratos com órgãos públicos, como escolas e hospitais, e os maiores atingidos são as pessoas mais carentes, que utilizam os chamados “botijões” de gás de cozinha.
A comissão que vai investigar esse desabastecimento será formada pela procuradora-geral de Justiça adjunta (PGJA), Elaine Cardoso, e pelos promotores de Justiça Carlos Henrique Rodrigues da Silva, Leonardo Cartaxo, Marcus Aurélio de Freitas Barros, Maria Danielle Simões e Sérgio Luiz de Sena.

Moradores montam ‘sala de TV’ em meio à rua alagada e convidam prefeito para assistir jogo do Brasil

Dois sofás em frente a uma televisão, no meio da rua, no dia do primeiro jogo do Brasil na Copa da Rússia, que aconteceu neste domingo (17). Este foi o cenário que moradores de Touros, município do litoral Norte potiguar, utilizaram para protestar contra um alagamento na Rua Avelino André de Souza, no conjunto Frei Damião. Amarrada em uma estrutura de madeira, uma placa chama o prefeito da cidade para o local: “Compareça Assis, venha assistir a Copa aqui”.

“Cadê o prefeito para ajeitar a rua da gente aqui?”, pergunta um dos moradores no vídeo acima, que mostra outras pessoas sentadas no sofá em frente a televisão e ao alagamento da rua. “Chega Assis, tomar um banho de piscina aqui”, completa o homem em relação ao acúmulo de água.

Moradora da região há oito anos, Sandra Rodrigues conta que o problema existe há bastante tempo sempre que chove. “Essa rua de barro fica toda alagada, as vezes a água entra na nossa casa. É um sufoco”, diz a cozinheira de 42 anos.

Ela conta ainda que o protesto se estenderá durante todo o período de Copa ou até o problema ser resolvido pelos órgãos competentes. “Se continuar assim, sexta-feira vamos fazer o movimento de novo”, afirma.

De acordo com o prefeito da cidade, Francisco de Assis Pinheiro de Andrade (PP), o problema se dá porque o conjunto Frei Damião foi construído no local que era uma lagoa e, por isso, as águas das chuvas tendem a se acumular na região.

Ele disse também que ainda nesta segunda (18) uma bomba irá retirar o acúmulo de água da rua e haverá a remoção dos galhos que interditam a via. O prefeito afirmou que está sendo elaborado um projeto para sanear e calçar as ruas do conjunto.

Por Lucas Cortez*, G1 RN – Foto: Reprodução

‘Estamos à beira de um colapso no abastecimento de gás de cozinha no RN’, diz Singás

O Rio Grande do Norte pode sofrer um colapso no abastecimento de gás de cozinha, de acordo com o presidente do sindicato das empresas revendedoras do setor, Francisco Correia. Segundo ele, atualmente todos os 167 municípios potiguares convivem com a falta do gás. “Estamos à beira de um colapso”, reforça.

Correia afirma que a quantidade que atualmente chega ao estado potiguar só consegue abastecer à metade da demanda. “Para se ter uma ideia, antes nós mandávamos mil botijões para a cidade de Canguaretama por semana. Agora nós mandamos 100”, revela o presidente do Singás.

Francisco Correia diz que a Petrobras produz hoje na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, 50% do gás de cozinha demandado pelo Rio Grande do Norte. Os outros 50% são divididos entre o Ceará e Pernambuco. “Mas os navios que levam o gás a Fortaleza estão atrasando, e eles pararam de nos mandar. Em Pernambuco, o Ministério Público entrou com uma ação com relação ao desabastecimento deles, e o estado pernambucano também não está mais enviando o gás para o RN”, explica.

Através de nota, a Petrobras alegou que as vendas de gás de cozinha estão acima do volume contratado com as distribuidoras para o mês de junho. “Além disso, frisamos que os estoques da Petrobras desse produto no país se encontram em níveis confortáveis”, diz a nota.

A empresa afirmou também que a sua produção do gás no estado é “historicamente inferior” às vendas das distribuidoras no RN, conforme consumo aparente publicado pela Agência Nacional de Petróleo. Assim, a Petrobras confirmou que, regularmente, parte do gás de cozinha vendido para a população potiguar é oriundo de instalações da Petrobras fora do Rio Grande do Norte.

Os proprietários de distribuidoras afirmam que farão uma movimentação nesta terça-feira (19), para procurar apoio do Ministério Público Federal (MPF) e também do Governo do Estado. A ideia é tentar fazer com que a Petrobras amplie a produção em terras potiguares. Segundo o Singás, a produção começou a diminuir nos últimos quatro anos, até atingir os atuais 50%.

Por G1 RN – Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi

Veja também

Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com