sábado, 21 julho, 2018.
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Abatedouros clandestinos vendem carne sem higiene em Mossoró, diz economista

Em artigo publicado no blog de Carlos Santos, o economista e consultor ambiental Carlos Duarte denuncia que parte da carne abatida em Mossoró não atende as mínimas condições de higiene, colocando em risco a saúde o consumidor.

Segundo ele, a população consome, anualmente, cerca de 1,5 milhão de aves que são abatidas em ambientes fétidos, insalubres e contaminados. “Ao todo, são 28 ‘abatedouros clandestinos’ que operam com precarização total, no que se refere às legislações de meio-ambiente, de saúde e de proteção ao consumidor”, diz no artigo.

Carlos diz ainda que situação pior é encontrada nos abatedouros de carne suína. Ele alerta que os porcos geralmente são alimentados com restos de comida de restaurantes. Precários também, ainda de acordo com o economista, são os abatedouros de gado e ovelha, instalados nas áreas periféricas da cidade.

Ainda no artigo, Carlos Duarte denuncia que a carne vendida no mercado e até em alguns restaurantes também não atende minimamente aos critérios e parâmetros legais exigidos. “Se a população está desavisada, o mesmo não ocorre com os órgãos de fiscalizações (Idema, Idiarn e Covisa) e promotorias do Ministério Público Estadual (MPE). Sabem nome e endereço de cada ponto clandestino. Já foram provocados, há anos”, afirma.

Centenas de pessoas procuram vaga na AeC. Veja o vídeo

Uma fila gigantesca se formou nas intermediações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, durante toda a manhã desta segunda-feira.

Isto porque a empresa de telemarketing AeC abriu seleção 400 vagas de emprego, sendo que a seleção aconteceu nas dependências da secretaria.

A morte de Wilma e o fenômeno da pós-verdade

Por José de Paiva Rebouças/Jornalista

Muita gente divulgou nesta semana o falecimento da vereadora e ex-governadora Wilma de Faria (PT do B). Diagnosticada com um tumor no intestino há mais de um ano, ela está em São Paulo fazendo tratamento de saúde e neste processo teve de desmentir sua própria morte. Segundo sua assessoria de imprensa, Wilma deve voltar para Natal na próxima semana e retomar sua agenda de trabalho, mais uma prova de que ela ainda está viva.

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Notícia da morte de Wilma divulgada no WhatsApp

Contudo, não será estranho se, a qualquer momento, chegar em algum grupo de WhatsApp a mesma informação já desmentida. Não estranhe ainda se algumas pessoas teimarem que se trata de uma verdade ou que aquela seria uma informação nova. Também não se preocupe caso fique em dúvida e se obrigue a pesquisar em fontes mais seguras se o fato aconteceu ou não. Tudo isso faz parte de um fenômeno em curso e atomizado que ganhou o sugestivo nome de “pós-verdade”.

O termo foi definido pela Oxford Dictionaries, departamento da universidade de Oxford responsável pela elaboração de dicionários, como a palavra da língua inglesa no ano de 2016. De acordo com a instituição, a pós-verdade – post-truth, em inglês – é um adjetivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

De acordo com o jornalista André Cabette Fábio, em matéria para o Nexo, a palavra é usada por quem avalia que a verdade está perdendo importância no debate político. “Por exemplo: o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negaram esta história”, diz.

O termo pós-verdade foi usado pela primeira vez em 1992 pelo dramaturgo sérvio-americano Steve Tesich, mas ganhou maior notoriedade durante a campanha do presidente norte-americano Donald Trump, fazendo o uso da palavra crescer 2000% no ano passado, segundo Cabette.

Em artigo publicado no Observatório da Imprensa, o jornalista Carlos Castilho diz que as evidências desta nova era estão nas manchetes de jornais, em declarações como as do candidato republicano Donald Trump ou nas dos procuradores e acusados na Lava Jato. “Se antes havia verdade e mentira, agora temos verdade, meias verdades, mentira e afirmações que podem ser verdadeiras, conforme afirma o escritor norte-americano Ralph Keyes, o autor do livro The Post Truth Era: Dishonesty and Deception in Contemporary Life”, destaca.

Castilho diz ainda que a pós-verdade é apenas um dos itens da era digital que estão abalando nossas crenças e valores. O problema é que, segundo a Oxford Dictionaries, não acontece apenas nas redes sociais. “Pós-verdade deixou de ser um termo periférico para se tornar central no comentário político, agora frequentemente usado por grandes publicações sem a necessidade de esclarecimento ou definição em suas manchetes”, escreve.

Cabette enfatiza ainda que plataformas como Facebook, Twitter e Whatsapp favorecem a replicação de boatos e mentiras. “Grande parte dos factóides são compartilhados por conhecidos nos quais os usuários têm confiança, o que aumenta a aparência de legitimidade das histórias”.

O problema nisso, ainda segundo ele, é que a imprensa, que é tradicionalmente responsável por checar os fatos e construir narrativas baseadas na realidade, tem tido obstáculos para disputar espaço nas redes sociais. “A imprensa que checa fatos antes de publicá-los compete por espaço com uma ampla gama de veículos de informações falsas. Um site com um bom design pode bastar para convencer um leitor da veracidade de uma informação”, completa.

Para Castilho, o leitor está cada vez mais confuso e desconfiado em relação à imprensa. “É uma resistência intuitiva ao fenômeno da complexidade informativa gerada pela internet”, diz, acrescentando que a pós-verdade é talvez o maior desafio para o jornalismo contemporâneo porque ela afeta a relação de credibilidade entre o jornalista e o público. “Quando uma nova conjuntura informativa interfere nesta confiabilidade, temos serias razões para nos preocupar, e muito, sobre o futuro da profissão”.

Procuradoria de Justiça divulga carta escrita pelo servidor que atirou contra os promotores

Por Anna Ruth/Política em Foco

A Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do RN, por meio de sua assessoria de imprensa, divulga imagens dos documentos entregues pelo servidor GUILHERME WANDERLEY LOPES DA SILVA, instantes antes de iniciar os disparos contra o Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis, O Procurador-Geral de Justiça Adjunto Jovino Pereira Sobrinho, e o Coordenador Jurídico Wendell Beetoven Agra na manhã de ontem.

Em coletiva, Procurador-Geral conta como foi o atentado no MP

O procurador-geral do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Rinaldo Reis, disse em entrevista coletiva que estava na sala quando o assessor, Guilherme Wanderley, entrou e efetuou os disparos de arma de fogo, atingindo o procurador adjunto Jovino Pereira e o promotor Wendell Beethoven. A ação aconteceu por volta das 10h30 da manhã e Reinaldo era o alvo, mas não foi atingido.

Momento do atentado no MP

O procurador negou que o Guilherme estivesse afastado, como chegou a ser divulgado, e disse ainda que ele não respondia processo administrativo. Áudios distribuídos pelo WhatsApp com vozes de pessoas que se anunciam como colegas do atirador, dizem que ele era uma pessoa tranquila e que, possivelmente, tenha “surtado”.

Acompanhe trechos da entrevista coletiva do Procurador-Geral do MP, Rinaldo Reis.

Acusado não tinha motivos, diz MP

Segundo a assessoria do MP estadual, o autor dos disparos, Guilherme Wanderley Lopes da Silva, está foragido. Ainda é desconhecida a razão para Silva ter entrado na sala onde o procurador-geral e o promotor participavam de uma reunião administrativa e disparado contra os presentes.

Guilherme Wnaderley_Atentado no MP

Silva é servidor concursado do órgão e trabalhava como assessor de uma procuradoria. A assessoria, no entanto, não soube informar se ele estava de serviço no momento do crime, que ocorreu por volta das 10h30, na sede do MP, em Natal.

Apontado como um dos alvos do atirador, o procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis, disse, há pouco, em entrevista coletiva, que Silva nunca respondeu a nenhum procedimento administrativo e era considerado um funcionário “normal e simpático”, jamais tendo apresentado qualquer “anormalidade”.

Baleados não correm risco de morte

As vítimas do atentado foram inicialmente levados para o Pronto-Socorro Clóvis Sarinho e, de lá, transferidos para o hospital público Monsenhor Walfredo Gurgel, onde foram operados e permanecerão no Centro de Recuperação até que possam ser transferidos para o hospital particular São Lucas.

Diferentemente do que havia sido inicialmente divulgado, a equipe médica do Walfredo Gurgel informou que o procurador-geral foi atingido por um tiro no abdômen, e não no tórax, e que Beetoven Ribeiro, sim, foi alvejado no tórax

Segundo o promotor e ex-procurador-geral, Fernando Vasconcelos, não correm risco de morte. O procurador adjunto Jovino Pereira, se submeteu a uma laparotomia exploratória, em que constatou que o tiro não atingiu nenhum órgão vital. Já o promotor Wendell Beethoven, atingido nas costas, está com uma bala alojada próxima a um dos pulmões, conforme mostrou a tomografia.

Procurador geral adjunto de Justiça do RN, Jovino Pereira Sobrinho; e o promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra - Fotos: Frankie Marcone/Futura Press/Estadão Conteúdo
Procurador geral adjunto de Justiça do RN, Jovino Pereira Sobrinho; e o promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra – Fotos: Frankie Marcone/Futura Press/Estadão Conteúdo

Sindicato dos servidores divulga nota

Nota do Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Rio Grande do Norte, sobre o episódio envolvendo um servidor e dois promotores.

Nota
O Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Rio Grande do Norte (Sindsemp-RN) vem a público repudiar e lamentar o episódio ocorrido, na manhã de hoje (24), dentro das dependências da Procuradoria-geral de Justiça envolvendo um servidor da Casa.

Infelizmente, uma atitude impensada acabou vitimando o procurador-geral adjunto, Jovino Pereira Sobrinho, e o promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra, além de ter colocado tantas outras vidas em risco.

O Sindsemp-RN aguardará a apuração dos fatos e desde já se solidariza com os membros atingidos, os quais estão sob cuidados médicos, e seus familiares. Esperamos que a recuperação seja breve, e os culpados devidamente punidos.

Desde logo, independentemente da motivação, já estamos mantendo contato com a Secretaria de Segurança Pública para que ao acusado sejam garantidos os direitos contitucionais.

Atenciosamente,
Diretoria do SINDSEMP/RN

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