domingo, 24 junho, 2018.
Política

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Vereadoras trocam farpas em votação polêmica

Na sessão ordinária desta quarta-feira (30) as vereadoras Sandra Rosado (PSDB) e Izabel Montenegro (MDB) não perderam a oportunidade de trocar farpas.

Após a votação que garantiu a manutenção do veto da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) ao projeto de Lei de autoria de Sandra Rosado (Leia AQUI),  as duas parlamentares se alfinetaram.

Sandra pediu a palavra, quando foi interrompida pela presidente: “Vossa excelência já falou e disse que se ausentaria da sessão”.

“Presidente, eu fui dar algumas entrevistas. Não disse que não voltaria. Vossa excelência mais uma vez está faltando com a verdade”, criticou a vereadora tucana.

“Disse, sim, vereadora”, insistiu Izabel, com sorriso irônico. “Vossa excelência vai cortar o meu direito à palavra de novo? Por aí vocês tirem como essa Casa é democrática”, criticou Sandra.

A palavra foi concedida a Sandra. A sessão continuou. E cada uma foi para o seu lado.

Do blog do Saulo Vale

Carlos Eduardo defende Agripino e Garibaldi de denúncias: “Homens honrados”

Pré-candidato ao Governo do Estado pelo PDT, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves afirmou que os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM), seus aliados, não deverão ser prejudicados por investigações judiciais porque são dois homens “honrados”.

“Os senadores estão tranquilos em relação a isso. Há denúncias, o Brasil passa por esse momento, mas não acredito que eles serão prejudicados até porque fizeram governos honrados. Eles são homens honrados, respeitados”, disse o ex-prefeito durante entrevista ao Potiguar Notícias nesta quarta-feira, 23.

Ainda em defesa de Agripino e Garibaldi, Carlos Eduardo assinalou que, quando foram governadores do Rio Grande do Norte, os dois aliados fizeram “governos equilibrados”. “Garibaldi fez obras estruturantes. No setor de recursos hídricos, houve um avanço de 100 anos. Agripino foi um governo obreiro. Eles nunca promoveram desequilíbrio fiscal no estado. Governaram pagando em dia e com o estado com capacidade de investimento”, registrou.

Na avaliação do ex-prefeito, a crise se instalou no Rio Grande do Norte após os governos de Agripino (1983-86 e 1991-94) e Garibaldi (1995-2002). “Depois é que a situação desandou. E hoje o Estado perdeu o controle. Estamos no fundo do poço, não temos gestão”.

Ainda ao Potiguar Notícias, Carlos Eduardo teceu críticas aos prováveis adversários na eleição de outubro Robinson Faria (PSD) e Fátima Bezerra (PT). Especificamente sobre a petista, o ex-prefeito destacou não vislumbrar chance de diálogo.

“Depois da queda de Dilma [impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016], o PT voltou para uma posição muito sectária, como era antes de chegar ao Governo Federal. Eles têm se limitado a conversar com poucos partidos. Nunca foi sinalizada a condição de dialogar conosco. Então, estamos seguindo para uma coligação mais simpática à nossa candidatura”, emendou.

Presidente do PDT estadual, ex-prefeito esquece nominata de deputados
Presidente do Diretório Estadual do PDT e responsável, portanto, por liderar as articulações políticas da legenda, o ex-prefeito Carlos Eduardo cometeu uma gafe durante a entrevista ao Potiguar Notícias ao ser perguntado sobre a costura de candidaturas para a eleição proporcional.

Perguntado se o PDT já definiu quem será candidato a deputado estadual e federal, Carlos Eduardo hesitou na resposta. “Estamos trabalhando essa chapa. Temos algumas candidaturas e outras que deverão se confirmar. Temos – exemplificou – a pré-candidatura de Júlia Arruda, que é uma vereadora muito bem votada em Natal… E temos outras candidaturas… A memória não me socorre agora, mas temos uma nominata…”, titubeou.

O pré-candidato a governador, entretanto, de certa forma justificou a falha. “Até porque a convenção [partidária, que vai selar as candidaturas do partido] será no final de julho, início de agosto. Então, temos pelo menos 60 dias, que é tempo suficiente para fazer uma nominata”, concluiu.

Do Agora RN – Foto: José Aldenir / Agora Imagens

Projeto vira queda de braço entre aliadas Sandra e Rosalba

O projeto que determina que 70% dos trabalhadores da construção civil sejam residentes de Mossoró tem provado ser uma verdadeira quebra de braço entre duas aliadas.

De um lado, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que já vetou o projeto e orientou a bancada do governo a manter o veto.

Do outro, a vereadora e aliada Sandra Rosado (PSDB), que trabalha com afinco para derrubar o veto da prefeita e que já conseguiu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal pela manutenção da proposta.

O veto está pautado para apreciação dos 21 vereadores nesta terça-feira (22).

Do blog do Saulo Vale

PSDB, PR, PP e PSB podem formar coligação com 400 mil votos na proporcional

A formação desse grupo, para muitos, inclusive, vai muito além de negociações de bastidor. Publicamente, não é segredo que PSB e PSDB caminham juntos desde o início do ano, com pessebistas presentes em eventos tucanos e vice-versa. Nem a condição de pré-candidato ao Governo do vice-governador Fabio Dantas (PSB), tem atrapalhado, até porque nas últimas semanas tem sido reforçada a tese que ele pode desistir disso para disputar outro cargo, como o Senado.

As parcerias entre o PSDB e o PP e o PR também são públicas. Há duas semanas, a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), e o marido dela, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, estiveram em reunião com os tucanos Ezequiel Ferreira (presidente estadual da sigla), Gustavo Carvalho e Larissa Rosado. A pauta do encontro foi a aliança para a proporcional, assim como a reunião ocorrida entre Ezequiel e João Maia, presidente estadual do PR, alguns dias depois.

No caso do PR, inclusive, a coligação ainda é mais clara. João Maia, em entrevistas alguns dias depois, confirmou que os partidos deverão sim caminhar juntos e, aliados na proporcional, discutir quem apoiarão para o Governo do RN. “Tenho entendimento com o presidente do PSDB, o deputado Ezequiel, para ver se fazemos um esforço se PR e PSDB tomam uma decisão conjunta e convence outros partidos em cima de outros projetos. Nós vamos tentar definir a chapa majoritária conjuntamente”, afirmou João Maia.

VOTOS EM 2014

O cálculo de previsão de quase 400 mil votos se baseia na soma das votações que os deputados estaduais dessas siglas (e que são candidatos a reeleição), tiveram em 2014. Ricardo Motta, do PSB, teve 80 mil votos. No PSDB, Ezequiel Ferreira (59,4 mil), Tomba Farias (48,9 mil), Gustavo Carvalho (57,7 mil), Gustavo Fernandes (42,9 mil), José Dias (37,8 mil), Marcia Maia (36,9 mil), Raimundo Fernandes (35,3 mil) e Larissa Rosado (32,8 mil). Há, ainda, os votos de George Soares, do PR, com 38,6 mil. O PP não teve deputados eleitos no último pleito.

Por Ciro Marques/Agora RN – Foto: José Aldenir / Agora Imagens

Marido de Rosalba e mais três viram réus na Justiça por fraudes no Detran

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal no Rio Grande do Norte os “não detentores de foro” envolvidos em parte do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que foi alvo da operação Sinal Fechado, deflagrada em 2011. Eles participaram dos atos de corrupção e lavagem de dinheiro cujo objetivo era manter um contrato de inspeção veicular ambiental no estado, obtido irregularmente através de licitação fraudada.

Contra os envolvidos que possuem foro por prerrogativa de função (o senador José Agripino Maia e a ex-governadora e atual prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini), a denúncia foi feita pela Procuradoria-Geral da República – por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – e se encontra sob análise da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá decidir se a acata ou não.

A denúncia feita no Rio Grande do Norte, porém, já foi aceita pela Justiça e inclui dentre os réus o suplente de senador José Bezerra de Araújo Júnior, o “Ximbica”; o marido da ex-governadora Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto de Sousa Rosado; o assessor parlamentar do ex-senador João Faustino, Antônio Marcos de Souza Lima; e o empresário George Anderson Olímpio da Silveira, que vem colaborando com as investigações.

Propina – Em 2010, José Agripino, Carlos Augusto Rosado e sua esposa e então senadora Rosalba Ciarlini (candidata ao governo), com a intermediação de João Faustino, teriam recebido R$ 1,15 milhão de George Olímpio para assegurar a manutenção do contrato de inspeção veicular celebrado entre o Consórcio Inspar e o Estado.

A maior parte do dinheiro se destinou a pagar despesas da campanha de reeleição do senador e de Rosalba a governadora e nunca foi declarado na prestação de contas de ambos. De acordo com a denúncia, uma parcela menor foi depositada “de forma fracionada, sem identificação de origem” nas contas de Agripino (R$ 105.500), Carlos Augusto (R$ 86.365) e Rosalba (R$ 69.950).

O MPF detalha que José Bezerra Júnior viabilizou – no papel de agiota – o empréstimo de R$ 300 mil usado como parte da propina paga ao grupo político por George Olímpio. Foram estipulados juros de 3% ao mês e o valor principal seria devolvido quando as inspeções começassem.

Antônio Marcos, por sua vez, sacou outra parcela da propina (R$ 190 mil) da conta de Marcílio Monte Carrilho de Oliveira. Este teria atuado como agiota e emprestado, ao todo, R$ 400 mil para o esquema, porém Marcílio Carrilho e o ex-senador João Faustino Ferreira Neto – que foram investigados e tiveram participação no caso indicada por vários elementos de prova – não foram denunciados porque já faleceram.

Inspeção – O Consórcio Inspar, de George Olímpio, venceu através de fraude a licitação da inspeção veicular ambiental e, mesmo diante das várias críticas e questionamentos feitos à época, tentou assegurar a manutenção e execução do contrato junto ao grupo de Agripino, Carlos Augusto e Rosalba, vislumbrando a vitória dessa última nas eleições de 2010, quando foi eleita governadora.

Da propina, R$ 300 mil vieram de recursos próprios do empresário e os demais R$ 850 mil através de empréstimos junto a agiotas (aos quais pagou juros até o início de 2011) e a uma empresa do próprio senador (R$ 150 mil). George Olímpio celebrou acordo de colaboração premiada.

Crimes – A Sinal Fechado teve origem em diligências realizadas pelo Ministério Público do Estado (MP/RN) a respeito de suspeitas de fraude e corrupção no Detran/RN. Um dos alvos foi a licitação da inspeção veicular. Na Justiça Estadual já tramita ação penal referente ao pagamento de propina para o grupo político que se encontrava no Governo do Estado na época da licitação e da celebração do contrato de inspeção, no ano de 2010.

A nova ação do MPF se refere ao repasse de vantagens indevidas ao grupo político que assumiu o governo a partir de 2011. Em sua delação, George explicou que a negociação “abrangia também um acordo mais amplo, voltado para o pagamento mensal de vantagens indevidas, em valor não especificado, a ser efetivado quando o serviço (…) começasse a ser prestado e remunerado”.

Na denúncia, o MPF pede a condenação de Carlos Augusto e José Bezerra Júnior por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e de Antônio Marcos por lavagem de dinheiro; além de requerer a reparação dos danos pelos acusados, no montante de R$ 1,15 milhão. Em relação a George Olímpio, pede-se a aplicação do benefício previsto em seu acordo de colaboração: o perdão judicial. O processo tramita na 2ª Vara Federal no Rio Grande do Norte sob o número 0804459-26.2018.4.05.8400.

Do Agora RN – Foto: Canindé Alves

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